quarta-feira, 22 de julho de 2009

Esquecendo

Postado por MissHachi7 às 22:08 0 comentários
         Não me lembro bem da hora em que aconteceu, também não me lembro do dia nem do mês. Sou péssima para memorizar datas e horários (meu dentista que o diga!), só sei que foi assim:
       Eu estava muito cansada de tudo, havia sido um dia mentalmente estafante. estava deitada na minha cama, tentando dormir, sem resultado. Culpa de quem?? Dan, claro. O único ser vivente que, mesmo marcando -6 na escala de notoriedade, consegue tirar meu sono. não, ele não ficou me ligando (acho que ele nem sabe meu número) e não, eu não estava apaixonada. Na verdade, entre essas duas opções a segunda é mais palpável - diria quase possível.
        O que acontecia era que eu estava vagando pela minha mente (esse tipo de atividade exige muito tempo - minha mente não é o menor lugar do mundo, se quer saber), procurando uma forma de tirá-lo da minha vida. Não, a possibilidade de matá-lo nem sequer passou pela minha cabeça (ou talvez tenha passado, mas colocá-la em prática estava fora de cogitação), eu queria mesmo era esquecê-lo.
      Nesse ponto exato do raciocínio me acendeu uma luzinha na cabeça e me deu vontade de rir. "Esquecer, é isso!", pensei. Não, eu não bebi cachaça nem cerveja (tá, seria mais rápido, mas também seria temporário - além do mais, era tarde da noite, não tinha nenhum bar perto de casa e, pensando bem, - eu não bebo). A solução que meu [dormente] sistema nervoso me forneceu exigiria uma autodisciplina terrível da minha parte (disciplina tal que eu não possuia nem para uma dieta), além da certeza de que eu REALMENTE não queria ver o Dan, nem ligar pra ele, nem falar com ele e nem lembrar que ele existia (eu não tinha certeza nenhuma de nada disso, mas fazer o quê?? Aquele conflito interno estava se tornando longo demais e eu queria dormir!).
        Era tão simples que me pareceu ridículo o fato de eu estar enrolada nesse assunto havia tantos... anos (não tenho certeza, acho que foram quatro anos de existência incógnita ao lado dele). Era só eu me isolar dele e de qualquer coisa, pessoa ou situação que me fizesse lembrá-lo.
       Ai, Jesus, soluções assim deviam vir às duas da tarde, uma hora de ação, e não de madrugada, em que eu não posso fazer nada!!
       Então o negócio foi planejar, anotei tudo:
"Primeiro: dizer pro Fred (amor da my life²) que eu não vou conversar com o Dan nunca mais, e pedir pra ele PELOAMORDASANTADOSPERIQUITOSVERDEAMARELADOS, que não fale sobre ele comigo. Chorar, se necessário.
Segundo: deletar o dito cujo (Dan, não o Fred) do MSN, apagar o nome dele do meu celular, das agendas, dos cadernos, do guardarroupas, do espelho e da perna da calça bege, de educação física (uma hora ou outra eu vou TER que esquecer o número dele!!).
Terceiro: avisar às minhas primas de que nunca, jamais, em hipótese alguma elas devem mencionar o Dan ou qualquer uma de suas [lindas] características perto de mim.
Quarto: parar de pensar nele quando escuto músicas do tipo "Thinking of you", "Hot & cold", "Halo", "No air", e "Tattoo"..."
       Seria como se ele nunca tivesse existido.
      Mas e o que eu faria com a lembrança da amizade dele? E dos olhos dele? E do sorriso? E a voz? E ele?
       Droga, eu tive que recomeçar do zero. Seria uma longa noite. Eu ainda conseguirei tirá-lo da minha vida (é, eu não dormi aquela noite e não encontrei a solução até hoje). Mas matá-lo [ainda] está fora de questão.
 

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