sábado, 15 de dezembro de 2012

Para acabar rindo

Postado por MissHachi7 às 20:59 1 comentários

Não tenho grandes objetivos, não faço grandes sacrifícios, não me dou bem em todas minhas empreitadas, não sinto uma necessidade premente de ser sempre feliz. Por que tudo isso faz com que me sinta errada e imprestável, como se eu não vivesse? Afinal, quem é que vive? Aquele que se arrisca todos os dias? Aquele que não tem uma rotina, que está sempre alegre e põe sonhos nas nuvens?
Talvez. Todas essas são características que alguns consideram adequadas, positivas, boas. Mas, de novo... Se somos ambivalentes, isso pressupõe o quê? Temos o bem e o mal em nós? Ou que nada disso existe? Bem e mal são valorações arbitrárias. O que me oprime é um sistema imaginário, no entanto, como todos acreditam em sua aplicabilidade, o peso é real. Desgraçadamente real.
É assim que grande parte das opressões funciona. Não é por haver um problema em si que morremos de preocupação e medo, é pela propaganda que fazemos dele. Sinceramente? Às vezes percebemos que nosso “problemão” é na verdade um nadinha, mas continuamos tratando-o como grandioso e fodão. Querendo ser um mártir, ser vítima. Que os outros sintam pena.
“Nossa, Aline. Que horrível! Eu não faço isso, acho feio querer chamar atenção assim, acho mesmo que meus problema são enormes como um T-rex querendo me comer [gastronomicamente. Ou não].”
Bom, já disse que sou bem pouco metódica pra chegar às minhas conclusões acerca de mim. Comparar infernos não faz um parecer menos importante, menos sofrido ou menor. Só mostra que há uma miríade enorme de formas de sofrer. “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, essas coisas. Mas esses momentos em que vislumbramos a pequenez do nosso “inferno” confortam um pouco.
É me sentindo uma imprestável que eu percebo o quanto sou ridícula. Sem pieguice, é quase como um “nada vale a pena”, só que ao contrário. Eu vejo que tudo é simplório demais e que o que me preocupa hoje vai ter passado no dia seguinte. No ano seguinte. E isso me anima. Quando vejo com clareza os motivos pelos quais tenho chorado, gastado noites sem dormir, e percebo o quanto são minúsculos... Calma.
Não deixam de ser problemas. Eu não me torno aquelas pessoas que dizem bom-dia ao sol e às flores. Eu não passo a ser útil, feliz, realizada e em paz com meu destino, karma e darma. Mas essa consciência me permite rir, um pouco de cada vez, de tudo. E por mais que soe como insanidade, rir me deixa mais confortável. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Historinha

Postado por MissHachi7 às 18:57 0 comentários

Sabe aquela necessidade de fazer algo bem feito quando alguém está fazendo errado? De tomar o lápis do irmão mais novo pra escrever as respostas por ele, porque a vagareza dá agonia e você sente que vai morrer se ele fizer um Q parecido com um G outra vez? Pois é. Não tem problema ser assim. De verdade, não há leis contra isso (ou há?), não somos considerados doentes (ou somos?). Mas tem horas em que até eu percebo que estou passando dos limites.
Como aconteceu nesse final de semana: um cara que estava na minha sala no vestibular tinha o cabelo comprido. Mandaram o camarada prender as madeixas, ele não queria, aí insistiram tanto que ele aceitou que trouxessem um elástico. E então ele olha atônito pro acessório e diz “eu não sei amarrar o cabelo”. Risadas gerais. "Cê tá brincando, né?", "Nem tô, sei fazer isso não", aí a fiscal vai lá e prende. Muita boa vontade da parte dela, devo dizer antes de mais nada, afinal eu teria gritado “Larga de migué! Ninguém fica com o cabelo desse tamanho sem ter precisado deixá-lo seguro numa partida de futebol! PEGA ESSA PORRA DESSE ELÁSTICO E AMARRA ESSA...” e assim por diante. Mas aí, no fim do processo, que foi muito ligeiro e improvisado, ficaram dois cachinhos de cabelo soltos, e ele ficou parecendo um judeu ortodoxo. Nada contra, só ficou engraçado. E eu tive crises de riso e vontade de ir lá e fazer uma trança raiz nele durante a prova toda.
Não tem nada de filosófico nisso, eu só precisava contar pra alguém que isso aconteceu. Fim.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Pequeno discurso sobre o tesão

Postado por MissHachi7 às 19:30 0 comentários

Já é a terceira vez em que eu conheço um cara legal, converso com ele por horas, penso no quanto dei sorte de encontrar alguém bonito, inteligente e engraçado, fantasio que vamos tomar café até passar mal enquanto falamos sobre como Nietzsche mudara nossa vida, ou de como Milan Kundera realmente sacara toda a humanidade num só livro, ou da forma com que Deleuze realmente faz sentido, mas que não sabemos explicá-lo pra ninguém............... para no final o “mano” me dizer algo estúpido como “quer ir pra outro lugar?” ou “na minha casa ou na sua?”. Eu não acredito que todos os homens sejam assim – preciso duvidar disso, ou vou desistir da espécie humana.
Nada contra uma boa sacanagem, muito pelo contrário; não sou do tipo conservador e moralista – no final todo moralista é um hipócrita. Só acho que o tesão físico devia vir como algo secundário, não devia ser o que começa um relacionamento. Tudo tem, sim, que começar com tesão, mas não especificamente com o físico: isso confunde muitas coisas, e no fim todos saem desapontados e frustrados, especialmente aqueles que buscam não apenas quem os complete nos desejos instintivos, mas também em todos os requintes que ser uma alma imortal implica.
Por exemplo, o tesão de se ouvir uma música extraordinária (só um comentário: toda vez que escrevo “tesão”, o Word me manda trocar por “excitação”. Que porra é essa?), de se ver uma atuação emocionante, de se abraçar a um amigo que sumiu há anos, de se correr em volta de um campo no treino de rugby (esse último quase não me vem, mas estou trabalhando nisso). Tesão em conversar sobre o que nos interessa. Poder versar sobre autores diferentes, xingar todos os que poupam o público de um bom e libertador palavrão, ter pena de todos os que se prendem a pequenas convenções e não se soltam.
Tesão de assistir uma palestra, livre de qualquer responsabilidade ou obrigação, sentir prazer em ouvir alguém, em estar na presença dele, em poder compartilhar e assimilar idéias. Tudo isso acabou? Eu dormi e acordei tarde demais? Não faço idéia de como alguém possa pular tudo isso, ignorar tantas formas diferentes e gostosas de curtir a presença alheia. Afinal, se não rola o desejo de fazer nada disso, se não há vontade nem de conversar de verdade... Pra que se amarrar? E a resposta sempre é “você na sua casa e eu na minha, adiós”.

Tempestade Ideológica. Ou pouco lógica.

Postado por MissHachi7 às 19:18 0 comentários

Hoje pensei tanto que achei que ficaria louca. Não foram só pensamentos da forma habitual, daqueles que vêm em fila e você aprecia cada um, pode analisar a inutilidade [ou não] característica do tipinho, saboreia cada linha que parte dele e segue adiante. Eu fui atacada por idéias. Muitas. Múltiplas. Várias. Um tanto, um monte. Idéias vieram de todos os recônditos da minha mente, criaram verdadeiros enxames dentro da minha cabeça, zonearam toda a [parca] organização que eu já estabelecera por ali, explodiram em cores, tons, intensidades, momentos, e eu precisei entrar em standby por um instante.
Pensamentos são como problemas. Não há exatamente uma forma de lidar com um de cada vez. E, falando em propósito da minha própria experiência, é raro o dia em que eu me concentro sem interferências internas. Meu cérebro põe músicas em volumes absurdos pra tocar enquanto estou estudando. Às vezes olho ao meu redor na biblioteca pra ter certeza de que ninguém está ouvindo, tão alto e forte é o som que rola por aqui. E quando imagens e sons misturam-se? O inferno abre uma filial nas minhas idéias toda vez que começo a ter tempestades de pensamentos.
Só para constar da miríade de caraminholas que se passaram por aqui hoje:
- Não faz muito sentido a Monica e o Chandler ficarem juntos no final de Friends. Ela devia voltar para o Richard. Pesquisar “que porra foi aquela da Monica e do Chandler?”.
- Pesquisar “demagoga” (o que ele quis dizer quando gritou isso pra mim?).
- Gestalt x Gestapo – sinto que há uma diferença, mas não me lembro nem por decreto de qual é.
- “Os mestres da morte” – ler impreterivelmente na semana que vem. BAIXAR antes que o site seja bloqueado!
- Os irmãos Grimm tinham algum problema, ou viviam perto de muitos problemas, ou tinham uma imaginação muito fértil para crueldades. Mas a Disney foi sacana de mentir tão descaradamente a respeito da magia das histórias, saber do sofrimento e da safadeza das princesas faz com que elas sejam bem mais respeitáveis do que aquelas babacas que só miam o tempo todo “oh, oh, ah, uh”. Parece soft porn.
- Natal é uma época feliz, sim. Mas músicas natalinas são um sofrimento desnecessário. DESNECESSÁRIO, mas muitas coisas boas o são.
- Aquelas pessoas irônicas um dia terão o que merecem. Se é que merecem alguma coisa, filhos da...
- Vestibular é uma coisa engraçada, me mata de estudar, pra depois me matar de rir, pra depois me matar de chorar... pra me matar de estudar de novo. Cacete.
- Quero globos de espelho pra pendurar no meu quarto inteiro. Vai ser o lugar mais iluminado do mundo. Mais do que boate. Se bem que toda boate vive de penumbras... Oquei, mais iluminado que Gandhi, e já é muito.
- O que é “wistful”? De alguma forma, sinto que estou “wistful” hoje, mas não me lembro do que significa isso.
- Detesto me mudar de casa. TODOS os interruptores mudaram de lugar, e eu alcanço o vazio quando quero acender a luz. Lembrar: não sair da cama sem ligar a luz, tem cacos de vidro no chão.
- Por que sufrágio parece uma coisa tão ruim, se é boa pra democracia? A Phoebe me fez pensar nisso. Se bem que eu não ache a democracia a melhor coisa do mundo.
Eu sei que minha cabeça parece entediante, mas é porque está tudo organizadinho aqui. Imagine todas as essas considerações atropelando-se umas às outras, macaqueando como loucas... Durante uma aula de Física. Choremos.

Louca

Postado por MissHachi7 às 19:14 0 comentários

Manhã tediosa, escritório de advocacia. A porta se abre com violência e adentra uma figura peculiar. Luciana, vestida como se fosse para um baile de gala (“às nove da manhã?”), cabelos revoltos.
- Marcelo? - ela gritou, aparentando insanidade. Todos a encaravam, e não era para menos: ela toda era completamente improvável. Algumas pessoas ali deviam estar pensando “Tenho que trabalhar menos, estou vendo coisas”. Mas o drama dela era muito real, e sua dor a impelia a continuar - Só para constar: você não é NINGUÉM! Não me conhece tanto quanto pensa, não faz idéia sequer de metade do que eu já vi, ouvi e vivi! Não preciso da sua estúpida ajuda para enfrentar o mundo como você pensa que ele é. Não preciso de você!
“Por que ninguém chama a segurança?”, “Quem é essa louca?”, “Alguém, pelo amor de Deus, a faça parar com esse drama”. A mulher estava visivelmente alterada. Álcool? Drogas? Simplesmente um amor que não deu certo? Todos se entreolhavam, sem vontade ou coragem de tentar se aproximar dela. A maquiagem borrada sob os olhos, escorrendo arrastadas pelas lágrimas, a dificuldade em arrastar o vestido por entre as mesas, tudo inspirava pena; no entanto, ao mesmo tempo, a atitude agressiva e o olhar acusatório afastavam qualquer intenção de ajuda.
- Aonde é que ele está? Não o ajudem a se esconder. – ela continuava gritando. – Marcelo? MARCELO! Eu não vou pedir mais para você voltar para mim! – miou, com sua tristeza contagiando o ambiente. – Eu só quero contar o quanto estou lidando bem com tudo sem você! – sua voz tremia, e a energia com que adentrara o cômodo parecia ter sido drenada de seu corpo. Agora era só uma mulher tão triste que dava pena.
Alguns homens riram. Luciana, era visível, não estava lidando bem com nada. Era a imagem do desalento, da falta de sentido, do absurdo, da decadência. Uma mulher de alma menos endurecida levantou-se, abraçou-a pelos ombros com delicadeza, mas firmemente, e a tirou daquele lugar. Na sala de Xerox, conseguiu fazê-la beber água e tentou explicar: Marcelo havia pedido transferência havia quase dois meses. Estava em outro estado. Luciana estava fazendo papel de idiota. Seus nervos, já em petição de miséria, não suportavam mais nada.
- Mas ele disse que eu podia procurá-lo quando estivesse melhor! – soluçava. – O que eu faço? – Luciana agarrava os braços da única aliada. – Não tem nenhum motivo para eu estar tão bem, se ele não estiver aqui para comprovar. Como ele pode saber que eu superei tudo? – suas unhas cravaram mais forte, em desespero.
A pobre mulher, já arrependida do seu arroubo de caridade, sugeriu que ela voltasse para casa.
- Você não parece nada bem. Procure ajuda. Amigos. Psicólogos. Remédios. Esse Marcelo não merece sua... dedicação. – tentou. – Olha, ele te prometeu uma coisa, fez outra, largou você num estado mental discutível... – sob um olhar acusatório de Luciana, ela mudou de tom. – O que estou dizendo é que você devia prestar atenção no papel ridículo por que está passando por um cara idiota que não a merece.
- Ridículo? – ela piscou, sem entender.
- Pelo amor de Deus, você está com um longo vermelho cheio de cristais, de manhã, descabelada, com a maquiagem borrada, todo um drama... por alguém que já foi embora e não quer você! Falando seriamente, após pensar muito a sério, acha que ele está ao menos triste por não vê-la mais?
A triste louca pareceu vacilar por um instante. Encarou todo um vazio através do teto. Seus olhos saíram de foco e depois ficaram brilhantes, repletos de uma compreensão que a derrotou.
- Não mesmo. – fungou Luciana, afrouxando um pouco o aperto. – Era um perfeito filho da puta.
- Um perfeito filho da puta. – assentiu a outra, aliviada por ela estar parando com o choro e libertando-a.
- Mas era o MEU perfeito filho da puta. – Luciana baixou os olhos. Soltou-a, frouxa. O rosto inchado permitia inferir-se que devia ser muito bonita quando penteava o cabelo e não saía por aí gritando pelo namorado fugitivo. – Desculpe-me por todo esse espetáculo. Eu realmente só queria que ele pensasse que eu estava bem sem ele. – por um instante, pareceu que iria recomeçar o drama, mas engoliu as lágrimas, digna. – Ele me superou tão rápido. Talvez eu devesse tentar com mais dedicação... Buscar ajuda numa clínica especializada em corações partidos? Talvez mergulhar em aulas de canto... – seus olhos voltaram a ficar da mesma névoa de falta de razão, e ela sorria de uma forma que dava medo. – Viajar para a Itália, viver como cantora até o vinho acabar com minha voz, e então morar num pequeno apartamento cercada de calopsitas por todos os lados até a morte me levar...
A mulher já não estava mais ouvindo, estava fora da sala ligando para uma ambulância.

Salva pelo rubgy

Postado por MissHachi7 às 19:11 1 comentários

Sempre fui uma pessoa “de ossos fortes” [meus avós nunca me chamaram de gorda, sempre disseram “menina forte” ou “grandinha”; eufemismos de avós]. E desde sempre ouço sermões infinitos sobre o quanto eu precisava/preciso perder peso. Parecia que não havia nada que eu pudesse fazer por mim, enquanto fosse enorme e gorda. Eu só poderia fazer algo de interessante, de divertido, quando fosse magra.
Ultimamente estava sendo mais horroroso lidar com isso. Não sei, talvez seja o estresse, mas pensemos: 18 anos servem pra alguma coisa. Deveriam ter servido para me tornar uma daquelas pessoas [talvez felizes, talvez hipócritas, quem sou eu pra julgar?] que se gostam como são, acham ofensivo pra caralho alguém dizer que elas deveriam emagrecer e dispensam todas as sugestões de dieta com um “estou contente com meu corpo como ele é, obrigada”, acompanhado de um invariável movimento das mãos que indica as curvas do dito cujo. Mas não fiquei assim, e toda vez que me olho no espelho, desejo não ter feito isso.
A parte mais cansativa nem é precisar de uma dieta, até porque eu tenho uma pasta com todas as dietas existentes no planeta. Oquei, posso estar exagerando, mas provavelmente tenho mais dietas do que fotos no meu computador. O meu problema está no meu vício. Fui diagnosticada mesmo, eu sou viciada em comida. Eu me escondo pra comer. Eu escondo comida pra ninguém saber que eu como muito. Eu não como na frente dos outros, mas quase explodo quando chego a casa. Não é engraçado, mas eu sorrio quando penso nisso, afinal ser viciado em comida soa como algo cômico.
Eu achava que detestava exercícios. E por pensar assim, acabava detestando mesmo. Entrava para a academia, saía em três meses. Começava a fazer natação, passava a criar todo tipo de paranóia e não voltava mais. Academia, caminhada, academia, centro de emagrecimento, natação, nutricionista, academia, endocrinologista, caminhada, psicotrópicos, academia. Isso cansa.
Bom, agora eu estou no rugby (graças a uma amiga que me deu uma luz no momento mais necessário, aquela linda), e amo isso. Simplesmente. Não que eu faça muita coisa, ou que seja uma boa jogadora, mas ter algo que ocupe o corpo e a mente é revigorante. Um dos problemas de eu academiar é que minha cabeça fica muito à toa, e eu começo a divagar. Do tipo “não faço idéia do motivo pra eu estar malhando esses músculos, espero nunca ter que usá-los com vigor”, ou “estou tão entediada que espero que o lugar pegue fogo pra eu poder me entreter”, ou “será que se eu fizer o mesmo aparelho durante uma hora alguém vai notar?”, coisas assim. Inúteis.
No rugby, não. Sempre tenho que ficar atenta (não que eu consiga, mas é uma exigência), tenho que prestar atenção no que todos estão fazendo, tenho que formar as linhas certas, e afinal toda a correria, toda a técnica, toda a gritaria (“VAAAAAMO ALINE! EU TÔ TE VEEENDO, ALINE! COOOORRE ALINE! VOCÊ NÃO TÁ TROTAAANDO, ALINE! O PASSE É COM AS DUAS MÃOS, ALINE! TACKLE É COM AS COSTAS RETAS, ALINE!”) tem um objetivo: o jogo. Não é como se a gente ficasse se matando três vezes por semana só pra se divertir (apesar de nos divertirmos). Isso me motiva muito mais do que ficar na frente de um espelho repetindo movimentos que eu nunca faria na vida.
O que eu quero dizer (e quase esqueci, com tanta divagação), é que eu finalmente encontrei um lugar em que eu me encaixo – com todas as interpretações possíveis para isso. Não é fácil, não é uma brincadeira, e eu provavelmente nunca corri tanto, nunca suei tanto, nunca caí tanto... Mas, sinceramente, nunca me senti tão bem. Eu sou a pior de todas as pessoas do time, vivo mancando, canso muito rápido, meus passes saem tortuosamente, reclamo demais. E ainda assim, lá não me parece que eu sou gorda demais pra conseguir melhorar. Não parece que eu sou totalmente errada, nem faz sair me sentindo um lixo, o cocô do cavalo do bandido. Eu saio coberta de grama e terra, descabelada, e com um puta orgulho de fazer parte de um time de verdade, e poder contar pra quem quiser saber: eu jogo rugby.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Uma raridade

Postado por MissHachi7 às 21:31 0 comentários

Quais as chances de se conhecer um Deus pessoalmente? Bom, quando se trata de acontecimentos improváveis, sou sempre uma candidata séria. Quais as chances de você esquecer sua garrafa de água em casa quando o ar condicionado da sua sala estragou e está um calor infernal lá? E assim por diante.
Mas enfim. Pense numa pessoa improvável. Digamos que ela tenha um QI acima da média (já é raro...), goste de axé (“como energia vital, não como gosto musical”), repleto de tendências esquerdistas, com talento para... basicamente tudo (exceto para a vida em sociedade, mas provavelmente isso estará resolvido em pouco tempo), que faça Medicina (aposto que o raio de busca já diminuiu bastante), com uma voz linda e conhecimentos de astronomia. Eis Deus.
Não me lembro do motivo porque comecei a chamá-lo Deus [lembro sim, só estou com preguiça de contar], mas como adequou-se perfeitamente, ficou assim. Acho que existem, lógico, algumas pessoas que aparentemente foram feitas com formas únicas. Tem gente que é tudo igual (nada contra), mas algumas tem o dom de ser completas obras de arte, incomparáveis! Pessoas que fogem até mesmo do convencional e você demora a saber se gosta delas. Porque o diferente dá medo. E Deus é muito diferente.
A começar pelo tom de voz, que dá calma. Depois quando fala de estrelas, e todos ficam em silêncio, no escuro, no meio da noite, no quintal, só escutando: “agora aquela estrela ali? A laranjada, mais brilhante? É Antares. E agora, estão vendo um pouco para cima? E ali, e ali? Tudo isso é a constelação de Escorpião.”. Quem é tão paciente? Mesmo quando está muito chateado, nunca desce o vocabulário para muito aquém de “que isso, filha?”. Às vezes, sim. Mas raramente.
E quantas pessoas mereceram estrelas da sorte? Tá certo que algumas merecem e ainda não ganharam (AINDA), mas Deus ganhou muitas. Com um panda. E eu só estou falando sobre tudo isso porque realmente achei que uma pessoa tão importante merecia ser mencionada, descrita (pobremente, afinal Deus é muito mais do que eu possa dizer). Enfim. Esquerdista, sempre do lado esquerdo do peito. Porque finais bregas são legais.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Filosofia de loucura

Postado por MissHachi7 às 23:23 0 comentários

Você sabe que está estressado quando começa a chorar com coisas idiotas, como alguém sendo legal com você (“você me emprestou a sua lapiseira? Sério? Nossa, que gracinha, obrigada! [lágrimas, lágrimas, lágrimas de emoção, lágrimas]”). Apesar dos conhecidos pontos positivos do estresse (algo a respeito de nos manter alertas quanto à competição, à sobrevivência, tanto faz), tenho vivido nessa corda bamba e devo dizer: vantajoso ou não, meus nervos estão em petição de miséria, e sinto que vou chorar rios se mais alguém for gentil e me perguntar se estou bem. Porque por mais que esteja, não sinto como se estivesse.
Não é engraçado como o que realmente importa para nos confortar ou infernizar é só o que sentimos? Quer dizer, os fatos podem me provar do contrário seis vezes, mas se na minha cabeça o que faz sentido é minha hipótese, que diferença faz alguém ficar arrotando FATOS na minha cara?
Talvez seja seguindo essa lógica que muitas pessoas tenham enfim compreendido os “loucos”. Afinal, o que nos conduz em qualquer situação sempre é a nossa compreensão da mesma. Se nós a compreendemos de forma equivocada, acabamos agindo errado, fazendo escolhas estúpidas, espalhando indelicadezas. Bom, todos já passamos por momentos assim, em que uma interpretação errada leva a um sentimento de desconforto, como se fôssemos inadequados.
Os “malucos” vivem nesse estado de “inadequação” (o que é extremamente relativo, mas abordarei a questão depois), pois apesar de presenciarem os mesmos acontecimentos que todos os outros “normais”, sua interpretação é totalmente obtusa, já que a sua compreensão está alterada. É como se eles usassem filtros diferentes para as lentes da câmera [através da qual vemos a vida, porque estou filosófica hoje], enquanto os outros continuam sempre com as mesmas, evitando chegar ao ponto de usar lentes estranhas demais, que não os permitiriam enxergar tudo como “é”.
No fim, acredito que todos usam “lentes”, e cada um simplesmente regula seus paradigmas para o que é real e aceitável só seguindo a maioria. Preguiça infinita de quem adota comportamentos alheios de propósito. Muita pena de quem nunca considerou a hipótese de que as lentes que usa pra ver o mundo estejam fora de foco. Mas não me levem a sério. Estou muito estressada, talvez tudo o que eu estou dizendo seja apenas fruto das minhas lentes borradas.

Sobre perfume

Postado por MissHachi7 às 23:14 0 comentários

Apesar de estar consciente do fato de ninguém ligar para minhas teorias, aqui vai mais uma. Acredito firmemente no poder dos perfumes de influenciar relações pessoais, atitudes, níveis relativos de coleguismo e disposições de ânimo. E eu nem vendo nada.
                Não que eu pense que algum perfume possa mudar sua vida. Bom, talvez mude se você fabricá-lo, for bom demais, e isso o torne muito rico. Aí sim. Mas se for só para usar alguma essência, não conte com milagres. São extratos de frutas, flores, ervas e madeiras, não gotas do poder divino.
Voltemos à minha teoria. Baseada em observações nada científicas, posso afirmar que pessoas cheirosas têm uma leve propensão ao sucesso interpessoal. Mas quem duvidaria disso? Uma das melhores sensações do mundo é ser abraçado por alguém com um perfume que nos agrada. Na impossibilidade de um abraço (por exemplo, a fonte do aroma dos deuses é seu chefe, ou seu professor, ou seu colega muito sério que não te dá moral), só de se estar no mesmo cômodo já se tem a sensação de estar de passagem pelo Nirvana – mesmo com minha tendência ao exagero.
Quem anda sempre cheiroso (além, óbvio, da impressão saudável de higiene em dia) costuma ser recebido com satisfação, e com isso acaba sendo querido e geralmente consegue mais boa vontade dos que o cercam – logicamente, estou considerando uma pessoa com um mínimo de simpatia e articulação social; não adianta mergulhar uma vadia em perfume, ela vai continuar sendo uma vadia, e pior, uma vadia que causa alergias. Minha observação é puramente um adendo às boas maneiras e aos livros de Dale Carnegie sobre “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, nada que seja muito sério, mas também nem tão desprezível...
Uma pessoa cheirosa se sente mais confiante para se aproximar dos outros (“Ah, vou tentar falar com ele hoje, talvez ele me chame para sair quando perceber minha essência doce, porém refrescante, de lótus marinho polar...”), e os efeitos da autoconfiança nem estão em discussão no que tange o desempenho de qualquer um, em qualquer intenção.
Mas essa lenga toda é só porque eu quebrei um vidro de perfume aqui no quarto e agora tudo está com cheiro de sol, inclusive eu. Sucesso, aguarde-me, SEU LINDO. [se eu conseguir convencer UMA pessoa no PLANETA INTEIRO a usar perfume com essa postagem, terá valido a pena!]

Ciumentos

Postado por MissHachi7 às 22:44 0 comentários


Sempre que sinto ciúmes (aproximadamente duas vezes por dia, com duração de 5 horas cada crise, coisa pouca), minha polipolaridade manifesta-se em interessantíssimas discussões. Assim, decidi compilar alguns momentos marcantes das reflexões e picuinhas de hoje.
                - Ciumentos: são somos a pior espécie de psicopata vivente. Afinal, nada melhor do que alguém cego de ciúme para cometer os famosos (e assustadoramente freqüentes) crimes passionais, fora todo tipo de desconforto que ser perseguido pode gerar.
                - Se, cada vez que o alerta mental para traição de um ciumento fosse acionado, um sinal sonoro muito intenso começasse a soar:
                a) Nunca mais saberíamos o que é silêncio no mundo.
                b) As vítimas Os objetos do ciúme poderiam perceber mais facilmente que estão gerando implosões na alma do ciumento.
                c) Poderíamos ser condenados por crime ambiental (poluição sonora).
                d) Passaríamos vergonha e no fim não faria a menor diferença.
                - O que seria mais simples para resolver nossos problemas seria uma franqueza quase rude: “Olhe, você está aí encarando meu namorado há quase dois minutos. Algum problema? Se sim, desembuche que eu resolvo. Se não, rasga daqui ou vai conseguir um.” – Claro que a afabilidade e a doçura mandam um abraço para quem costuma aderir a essa solução. Mas todo ciumento sonha em dar um passa-fora algum dia.
                - Eu deveria me envergonhar de sentir ciúme. Se nosso amor é recíproco, confiança veio no pacote, certo? E quem me ama nunca me trairia, enganaria, menosprezara, ignoraria ou trocaria. Daí, conclui-se que eu não preciso querer pisar em todos os que se aproximam dele sentir ciúme, nem ficar policiando tudo, vigiando e desperdiçando meu precioso tempo com stalk amador. É só tentar maneirar com a psicose e seguir em frente. Teoricamente, lógico.
                - Por um lado, todo ciumento tem um talento secreto para descobrir qualquer coisa que queira. No entanto, obviamente essa só é uma boa notícia para nós. Por outro lado, todavia, alguns alvos objetos de ciúme também são exímios encobridores de tretas. No fim, estamos empatados.
Só para constar, antes de uma ciumenta doente, sou uma pessoa que ama muito. E devo ressaltar: não importa o tamanho do seu amor nem a gravidade do mau comportamento do seu alvo, somos todas legais demais para a prisão por perseguição e prisão domiciliar.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Raiva retardada

Postado por MissHachi7 às 22:03 0 comentários

Eu acredito que talvez já seja notável que eu vivo com raiva. Sempre, invariavelmente, estou reclamando de alguma coisa. Exceto no momento em que o objeto da minha raiva está se desenrolando. Compreende esse fenômeno? Mergulhemos nisso por hoje.
                Creio que minha raiva seja indireta. Eu não grito com a pessoa que me irrita, eu grito sobre a pessoa que me irrita para todas as outras pessoas que não me irritam. É muito difícil expressar meu ódio diretamente ao causador dele. Talvez seja por isso que a maioria das pessoas [que não me conhecem] me acha extremamente tranquila  absurdamente calma e terrivelmente sonsa – aí pisam em mim. E então eu chego em casa, ou encontro algum amigo, e falo mesmo: conto sobre o quanto estou puta da vida, grito, choro, esfrego o rosto, descabelo... só depois. Nunca na hora. Então deixe-me corrigir. Minha raiva não é indireta, é retardada.
                E o que reforça positivamente esse meu comportamento é o fato de eu sempre me sentir muito melhor depois de desabafar. Deve até ser patológico, não sei, mas contar pra alguém tudo o que eu engoli durante o dia [exagerando um pouco, aumentando proporções de discussões, trazendo meu lado “artes cênicas” reprimido à tona] me faz ficar até mais leve. Reclamar é libertador; e apesar de durante meus resmungos eu dizer “eu quis mandar ele morder o meio-fio e depois chutar a nuca dele”, eu nunca reajo em discussões.
                É sério. Você pode gritar comigo, gesticular ameaçadoramente, apontar pro meu rosto e dizer todas as barbaridades, e dificilmente eu farei algo além de chorar. Quer uma pessoa frouxa pra discussões violentas [que não sejam ideológicas, devo dizer... num embate filosófico eu consigo reagir fácil. Mas ataques pessoais são mais difíceis de rebater...], escolhe a Hachiko.
 Eu acredito que, se eu ensaiar antes de uma briga, eu até me saio bem. Lógico, discussões são como palestras! Se você ensaia bem, na hora não há perguntas sem resposta, não há gagueira, não há chance de erros, de palavras ou informações erradas... Aliás, funciona sim. Toda vez que eu estou conversando no banho, por exemplo, estou ensaiando ou remoendo discussões. Sim, porque se eu simplesmente pensasse no futuro não seria eu! Preciso relembrar cada pedacinho dolorido de cada briga que eu tive durante o dia [mês, ano, encarnação], pensando [tardiamente] em boas réplicas e expressões de ameaça mais... ameaçadoras. Por isso, se você vir algum amigo meu me chamando de exagerada, dramática, revoltada... acredite, eles ainda não estão inventando nada.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O que são palavras?

Postado por MissHachi7 às 19:36 0 comentários

Aonde quer que você esteja, estou por perto;
Aonde quer que vá, eu estarei lá;
Quando quer que sussurre meu nome, você verá
Como eu cumpro todas as minhas promessas,
Porque que tipo de cara eu seria
Se a deixasse quando você mais precisa de mim?

O que são palavras
Se você não é sincero ao dizê-las?
O que são palavras
Se elas só servem para momentos felizes, e depois acabou?
Quando é amor, sim, você as diz em voz alta
Essas palavras nunca vão embora
Elas permanecem, mesmo quando nós fomos...

E eu sei que um anjo foi enviado só pra mim
E eu sei que devo estar onde estou,
E estarei com ela essa noite, e ficarei ao seu lado
Eu nunca a deixaria quando ela mais precisa de mim.

Aonde quer que você esteja, estou por perto;
Aonde quer que vá, eu estarei lá;
E eu estarei com você para sempre...
Todas as minhas promessas, eu cumpro
Que tipo de cara eu seria se a deixasse quando mais precisa de mim?
Vou manter meu anjo sempre por perto...


domingo, 28 de outubro de 2012

Teoria sobre Paixão

Postado por MissHachi7 às 19:57 0 comentários

Poucas coisas conseguem ser mais irritantes e menos exatas do que pessoas apaixonadas. Você pode até pensar que não é tão terrível assim, mas filosofe comigo: se para os amigos a paixão está irritante, imagine se o objeto da paixão se mete. Calma, vou me expressar de forma mais clara.
Eu posso falar porque eu me apaixono, o quê?, a cada duas semanas. E a Leni sempre sofre me ouvindo miar a respeito da minha vítima. Eu chego a chorar falando dos olhos do cara. Agora imagine se eu estivesse falando com ele. Provavelmente um de nós teria um ataque (se fosse eu, seria de tanta emoção; se fosse ele, talvez náusea ou tédio).  Compreende? É irritante!
                Além do mais, temos sorte de (teoricamente) as pessoas terem um filtro entre o cérebro e a boca. De verdade. Se tudo o que uma idiota apaixonada fala é estressante, imagine se pudéssemos ouvir o que ela pensa. Santa mãe de Deus. Seria como colocar um disco arranhado para tocar sem parar! Do tipo “cara, como assim ele é tão lindo? É possível alguém ter esse sorriso, esses olhos e essa inteligência? Como assim ele é tão legal? Nossa, ele é tão engraçado, eu poderia ouvir a voz dele o dia inteiro, meu Deus, como assim nós não estamos juntos? Será que ele gosta de mim? Nossa, eu adoraria ser aquela menina conversando com ele, meu Deus, como pode ser tão perfeito, nossa...” etc, etc.
                No final das contas, ninguém é muito original quando está apaixonado. O que faz sentido para mim, porque ninguém aprende a se apaixonar na marra. Todos aprendem como é estar caindo de amores através de livros, ou vendo filmes, ou ouvindo outra pessoa falar a respeito. Ninguém experimenta a sensação de se apaixonar cruamente. Todos estão cheios de moldes em que se basear, experiências alheias para usar como paradigmas da paixão. E eis minha filosofia rasa: se a primeira pessoa a descrever a paixão estava na verdade descrevendo alguma outra coisa (seja por engano, por falta de atenção ou por pura maldade), e todos passaram a se identificar com isso mas chamando de paixão, no final ninguém realmente se apaixonou, ou então todos já nos apaixonamos de verdade, mas deixamos passar porque não “parecia” paixão.
                Eis outra forma de microfísica do poder que eu não esperava.
                Ou eu tenho dormido pouco e nada do que eu digo é coerente.

Não é amor, o que é?

Postado por MissHachi7 às 19:49 0 comentários

Tem tantas formas de sentir que são indescritíveis.

Por exemplo, como eu me sinto toda vez em que você vai embora. É uma mistura de alívio com tristeza que me confunde, e não se pode resumir em uma palavra só, uma expressão só, uma ideia só.
Eu nem sei aonde eu vou parar quando começo a caminhar por essa trilha de pensamentos.
Você me leva aos limites de tudo o que eu conheço, e tudo perde a forma, e eu não tenho parâmetros para me localizar com precisão a respeito de mim mesma.
Eu mal posso esperar para vê-lo de novo, afinal sempre é como uma inundação de luz no meu dia; no entanto, ao mesmo tempo eu sinto que estou morrendo quando estou ao seu lado, é um mundo diferente, é uma sensação diferente.
Algo no seu sorriso, nos seus olhos verdes. Malditos olhos verdes.
Eu nunca sei o que dizer, eu não sei sequer o que pensar. Se é que devo pensar. Alguém pensa quando se trata de amor?
Será apenas isso? Só amor? É algo tão imenso que não parece caber em amor...
O planeta inteiro dá voltas e eu não saio do lugar, é como esperar promessas de alguém que nunca ouviu falar de algo parecido.
Ah, eu gostaria de esticar os momentos em que estamos juntos e poder  cobrir a eternidade com eles.
Não sei o que faria se não fosse sempre encontrá-lo no amanhã. O dia seguinte me mantém viva.
Tudo o que eu conheço simplesmente poderia envelhecer comigo, e eu não precisaria de mais nada se você estivesse comigo. Por eras, pelos mundos, nunca mudaria.
É certo demais estar com você, não tê-lo por perto é sofrer, estar com você é difícil...
Eu vivo na tênue linha em que sua presença me é preciosa demais, em que você é demais a perder para eu ir embora, em que eu ficaria só e perdida sem você.
Há nome para isso?

Filosofia de hoje brotou do café

Postado por MissHachi7 às 19:30 0 comentários

             Eu sempre via minha mãe servindo café para as visitas e achava engraçado o quanto parecia um ritual repetitivo e sem atrativos, mas que se estendia às vezes por tardes e noites inteiras. Então arrumei esses amigos que vivem de café, e recebê-los em casa se provou uma delícia sem fim, e o café nos acompanhou impecavelmente, e fez muito sentido todo o ritual da mamãe. É muito interessante se encontrar do outro lado da situação de vez em quando. É bom saber o significado que cada hábito pode assumir em diferentes pessoas. Não que essa questão seja grandiosa e cheia de morais e lições profundas. Mas talvez, pelo menos para mim, algumas grandes lições sejam aprendidas com acontecimentos corriqueiros. No momento em que eu percebo a grandiosidade de alguma minúscula atividade diária, eu sinto, eu FISICAMENTE sinto um muro se dissolver na minha cabeça. Quase como tomar todo um copo de café e sentir a cafeína circulando com vigor.

Mania de perseguição

Postado por MissHachi7 às 19:22 0 comentários

Não que eu tenha desenvolvido todas as minhas paranoias até chegar a proporções somáticas. Acontece que eu estava aqui, viajando pela internet (o que pode durar muito tempo, considerando-se a extensão deste território), e acabei encontrando muitas coisas que eu adoraria nunca ter encontrado. Mas claro que encontrei, porque eu pesquisei com muito afinco. Posso explicar isso melhor.
Você conhece a necessidade premente de se descobrir tudo a respeito da pessoa que você ama? Tem-se chamado essa necessidade de “stalk” -  e eu acho que sou uma stalker amadora muito aplicada -, e apesar de pouco saudável, essa é uma atividade que distrai satisfatoriamente e que acaba levando você a saber de todo tipo de informação absurda a respeito do seu alvo. Sim, mesmo que você tenha buscado essas coisas, não significa que você queira saber delas.
Na verdade, minha teoria é de que pesquisamos essas palavras na esperança (retardada) de que apareça “não há resultados” em vez de “está em um relacionamento sério”. Eu, particularmente, estou diminuindo a frequencia das minhas investigações, porque como vou ter que vestibular com vigor esse mês, ficar encontrando uns fatos escabrosos pode me desconcentrar.
Mas falando sério, essa mania de perseguição tem que parar! Não tem tanto espaço assim no meu computador pra continuar salvando fotos estúpidas dele com a namorada... Provavelmente eu tenho mais fotos deles do que os próprios. De qualquer forma, eu devia:
   a)     Mudar de alvo, esse já deu o que tinha que dar, leia-se, nada.
   b)  Parar de stalkear a galera e arrumar uma vida.
   c)      Fazer disso um hobby e deixar para os fins de semana.
Ou, para todos os efeitos, simplesmente fingir que ninguém sabe que eu faço isso. É, mais confortável. Ah, que pessoa desprezível soy yo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sobre amar

Postado por MissHachi7 às 19:49 1 comentários

“...será que ele me ama? será que gosta mais de mim do que eu dele? terá gostado de alguém mais do que de mim? Todas essas perguntas que interrogam o amor, o avaliam, o investigam, o examinam, será que não ameaçam destruí-lo no próprio embrião? Se somos incapazes de amar, talvez seja porque desejamos ser amados, quer dizer, queremos alguma coisa do outro (o amor), em vez de chegar a ele sem reivindicações, desejando apenas sua simples presença.” ~Milan Kundera

Esse trecho de “A insustentável leveza do ser” me pegou tão desprevenida que eu tive que refletir sobre ele durante dois dias antes de retomar a leitura. Não tanto pela relevância dele para a compreensão da [incrível, maravilhosa, adorável, profunda] história, mas pela amplitude da filosofia nele contida. Amplitude essa que não apenas me compreendeu, mas também me engolfou de súbito e me levou para longe de mim, e eu pude enfim perceber o que eu tenho feito de errado.
                É exatamente isso que eu sempre fiz! Nunca cheguei para pessoa alguma e simplesmente a amei. Nunca tive a humildade de admitir que amava alguém e me aconchegar a seus pés, desejando somente que ela permitisse que eu continuasse por perto. E por mais que seja uma imagem surpreendente no sentido de não parecer o amor como devia ser, faz mais sentido para mim do que a alternativa. Ou seja, o que eu sempre fiz foi admitir que amava alguém e esperar que essa pessoa também me amasse. E as [invariáveis] negativas amargavam meu amor, matavam qualquer beleza que ele pudesse ter no começo.
                Certamente por isso o amor sempre me pareceu algo que fazia mal, que não dava certo nunca.

“Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
Ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
Sem falta lhe terá bem merecido
Que lhe seja cruel ou rigoroso.”
~Luís de Camões

Eu mereci cada uma das conclusões estúpidas dos meus amores. Eu não amei certo! Eu matei todos eles antes mesmo de surgirem. Faz muito sentido. “Ah, isso é tão platônico!”. É, talvez, mas que opção eu tenho? É melhor manter amor platônico sendo amor do que criar um amor vingativo que nunca amou. Não que eu acredite na possibilidade de qualquer relacionamento em que não existam certas responsabilidades – e algumas cobranças advindas delas.
Estou falando daquele amor do começo, antes da existência de reciprocidade e de compromisso. Amor nenhum poderia crescer, evoluir para esses termos, sem antes passar pela fase do “incondicional”. Sem antes haver aquela conferência do “eu realmente amo essa pessoa. Eu não saberia o que fazer sem ela, e mesmo que ela não me amasse, eu continuaria aqui, desejando sua felicidade e esperando que ela consiga realizar todos os seus sonhos e, talvez, que pense em mim antes de dormir de vez em quando”.
Estou começando a achar que eu e minha Utopia vamos morrer juntas, uma consolando a outra pelo que queríamos que acontecesse e nunca aconteceu.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Outra teoria

Postado por MissHachi7 às 20:23 2 comentários

Não sei se o fato de eu ser meio agressiva demais tem a ver com o desejo reprimido do meu pai de que o primeiro filho tivesse sido um menino. Bom, talvez tenha. Foi ele quem me disse que eu não devia levar desaforo pra casa (isso quando eu estava no Pré), quem me ensinou a fazer cara feia para quem me enchesse o saco, quem me contou que eu tinha mais força do que as meninas da minha idade.
 Mas, lógico, assim que meu irmão chegou a uma idade adequada para começar a ser “treinado para ser homem”, meu pai desistiu de mim, e aí passou a cobrar feminilidade e delicadeza da minha pessoa. O gérmen do “olho por olho” continuou em mim – e até hoje alguns caras me corrigem quando os chamo de “mano”, porque isso não é como “mocinhas” falam -, no entanto, eu acreditava seriamente que meu temperamento levemente bélico era bem escondido.
Até que aconteceu um incidente bem engraçado em casa, e eu vi que todo mundo já sabe que eu não sou uma “mocinha” frágil e sensível – pelo menos não em termos pragmáticos.
(Minha mãe): - Olha, Aline, se algum dia algum rapaz te desrespeitar, acerta um tapa na orelha, de baixo pra cima mesmo, viu?      
(Meu pai): - Mulher, não fica dando idéia assim pra Aline, que ela vai acabar matando alguém um dia.
Acho que ele se arrepende até hoje do dia em que eu quebrei o nariz de um colega e expliquei para as professoras que fora ele quem me dera todo o conhecimento técnico pra isso. E tudo bem, porque foi a única vez em que eu agredi (seriamente) alguém. Depois disso deixei a energia das explosões de raiva ser desviada para discussões de cunho acadêmico e para a lida com meus (muitos) irmãos. HAHA. Brincadeira. Ou não.


Do lado de fora. De novo.

Postado por MissHachi7 às 20:19 0 comentários

Ficar trancada do lado de fora de casa é muito interessante. Não, tudo bem, eu não estou sendo irônica. No começo eu até ficava puta da vida, amaldiçoava todo mundo por me deixarem de fora, toda suja de terra e grama, machucada e cansada (porque é sempre quando estou voltando do treino). Mas ultimamente tenho usado o tempo livre para filosofar um pouco.
Aproveitei para ler “A insustentável leveza do ser”, de Milan Kundera (muito bom, recomendo a todos que estejam precisando abrir a cabeça para uns horizontes diferentes, mais verticais e paradoxais. Eu não estava precisando, mas adorei), e para conhecer alguns vizinhos, que ficaram meio assustados de me verem encostada no portão por algumas horas, sozinha e descalça. Sempre é interessante pensar no que eles vêem do lado de lá, né? Devia parecer uma sem-teto louca.
                E eu estava pensando no quanto uma droga de cadeado me separou de tanta coisa. Quer dizer, é óbvio, eu sei, mas nunca tinha parado para refletir: minha sala, meu chuveiro, meu quarto, estava tudo ali, a poucos passos, mas tinha UM cadeado entre nós, e isso me mantinha do lado de fora. Eu podia VER tudo o que eu queria, mas estava tudo, na prática, longe pra caramba.
                E então eu fiquei com muita raiva daquele cadeado. O que aquela droga estava fazendo ali? Se eu fosse um ladrão, andaria com meu super machado e quebraria aquela porcariazinha com uma só mão. O cadeado não mantinha nenhum mal-intencionado longe da minha casa, só ME mantinha longe dela. E dessa raiva contra o cadeado explodiu uma raiva imensa de todas as coisas pequenas e hipócritas que eu já tinha instaladas na minha vida.
·         A maldita carteira de identidade, que significa antes da minha presença que eu existo.
·         A fronha do travesseiro, que só serve pra me dar o trabalho de trocá-la regularmente.
·         Peso para a porta, que só serve para massacrar meu dedinho do pé.
·         Meu dedinho do pé, que só serve pra acertar coisas duras e “pra crescer uma unha estranha”*.
·         A cabeceira da cama, que só serve pra eu bater a testa toda vez que vou dormir animada demais.
·         A última gaveta, que só serve pra me dar preguiça de agachar.
·         Aquele tanto de prateleiras que vêm com a geladeira, mas que não se encaixam em lugar nenhum lá dentro.
·         Todos os programas que vêm com o meu computador, mas que não servem pra porra nenhuma pra mim.
·         Espelhos. E nem vou começar.
                Eu sei que são revoltas inúteis, do tipo que não faz diferença nenhuma pra ninguém. E mesmo assim, são MINHAS revoltas, e enquanto não chegarem com a chave, vou continuar aqui pensando essas besteiras... Eu devia arranjar uma cópia...

Você sabe que é você.

Postado por MissHachi7 às 20:15 0 comentários

Nada cria tanta polêmica quanto duas pessoas com a mesma opinião expressando-se de formas diferentes. Vivia acontecendo conosco. Às vezes começávamos umas discussões tensas, e no fim era “MAS É ISSO QUE EU ESTOU FALANDO DESDE O COMEÇO, SEU MALA”, ou “E DO QUE VOCÊ ACHA QUE EU ESTOU FALANDO?”.
Subitamente, senti uma saudade maldita de poder discutir com você de novo. Aquele ser irritante que me entendia, e ria dos meus ataques, e criticava os lixos que eu escrevia, e zoava minhas escolhas, e derrubava minhas crenças, e ridicularizava meus paradoxos, e diminuía meus problemas, e. Você concordaria com qualquer uma das coisas que eu já disse? Você discordava de mim só pra me deixar com raiva e me fazer chegar num ponto em que eu não conseguisse mais sustentar qualquer máscara de cordialidade com você?
Eu queria poder fazer a mesma coisa com você. Toda vez falho miseravelmente. É impossível abrir a alma de alguém sem mostrar nem um pedacinho da sua. Como você conseguiu? Como pôde saber tanto sobre a minha pessoa sem nunca deixar transparecer nada? É falta de sensibilidade minha? Você tentou? Você quis mostrar e meu egoísmo só me permitiu falar de mim? Eu estou sendo dramática, mas o choro é livre?
Eu estou com vontade de rir agora. Estou imaginando sua cara de “que bosta, ela está mesmo escrevendo isso?”. Ao mesmo tempo estou com vontade de chorar. Acho que não vamos conseguir conversar daquele jeito nunca mais. Afinal de contas, você estava certo. Agora tem sido só uma repetição do que começou há alguns anos. Mas da primeira vez foi tão bom, não? Sinto que éramos pessoas bem diferentes. Acho – e talvez esteja completamente errada – que algo em mim se apagou, se embolou e revirou-se por um tempo; e em você, algo também se apagou, mas continuou no mesmo lugar. É cruel eu dizer isso? Você liga em algum grau, ou continua indiferente?
Eu estava tão feliz por você ter aprovado meu ingresso no curso de Psicologia. Eu não ligo mais. Você também me deixou sem remorso, como disse que faria. Será que foi uma fase que completamos? Eu sei – e nem adianta achar que não, foda-se – que foi providencial tê-lo conhecido. Foi uma das melhores coisas que podiam ter acontecido, e, como sempre, eu só percebi depois que acabou. Você ajudou o tempo a passar. Você estava me acostumando a ficar sem você. Foi porque eu estava cansando você? Foi porque eu dependia demais da sua opinião e isso o irritava? Não que faça diferença, claro. Nunca mais vou conhecer alguém assim, com quem possa tentar agir diferente nas mesmas situações.
Eu queria ler o próximo capítulo. Foi quantos meses para o primeiro ficar pronto? Não havia um erro de sintaxe sequer. Por que você queria que eu lesse? Eu vou conhecer o personagem secundário, insípido, que você criou lembrando-se de mim? Você o matou?
Apesar de, em princípio, as perguntas serem retóricas, eu adoraria se você respondesse. Mas se a preguiça o impedir, não vou rogar nenhuma praga. Só pra você revirar os olhos mais uma vez, aqui vai: eu amo você. 

Outro tipo de saudade

Postado por MissHachi7 às 20:07 0 comentários

Eu sei que soa estranho pra muita gente, mas sempre repito mesmo assim: queria saber como é sentir aquela sensação de que alguém sente falta de você. Não, só essa frase não explica direito o que eu quero dizer. Então me deixe aprofundar um pouco minha filosofia rasa.
Todos sabemos: saudade é um sentimento ingrato. É um vazio, mas daqueles que preenchem muitas horas, muitos dias, muitas vidas. Uma das piores sensações é estar longe de alguém muito querido,  querer abraços e não ter quem possa oferecê-los (e recebê-los), estar assistindo um seriado, rir, virar para o lado e não ter ninguém ali para rir com você ou fazer comentários a respeito. Sentir saudade é algo que pode levar à loucura. Dói, entristece, esvazia sentidos, cansa.
Mas o que acontece é que eu gostaria de saber que eu sou essa falta que surge em alguém. Muito egocentrismo da minha parte? Com certeza.
Eu sei que muitos amigos meus já sentiram saudade de mim, e me entristeço por esse vazio que eu causei por algum tempo, além de também tê-lo sentido. No entanto, não é dessa situação de que estou falando.
Sabe quando você ama alguém? Ama muito, a ponto de doer profundamente no seu coração o fato dessa pessoa poder nem sequer chegar a saber do tamanho do seu sentimento? E você morre de medo de assustá-la com o quanto você a ama, e prefere nem contar... E essa pessoa vai embora? Sabe? É dela que eu estou falando. Nunca vou causar esse tipo de saudade em ninguém, mas adoraria.
“Nossa, Hachiko, que malvada, você. Quer partir o coração de alguém? Quer ir embora e deixar um cara apaixonado morrendo de saudade sua?”
Mais ou menos.
·         Primeiro, eu sei que isso nunca vai acontecer, por isso não há nada de errado em querer que aconteça.
·         Segundo, se eu soubesse que ele me amava desse jeito, eu voltaria, poxa. Não sou a pessoa cruel e sem coração que pareço.
·         Terceiro, deixe-me sonhar, é grátis.
No final das contas, talvez eu nem queira a saudade de ninguém, eu devo querer só amor mesmo. “Só”. HAHA. Detesto feriados. 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

COMO?

Postado por MissHachi7 às 20:58 0 comentários

Vem me dizer que não estou estudando... não mora 
comigo! Como pode saber??


Perdida de leve

Postado por MissHachi7 às 20:47 0 comentários
Aquele momento em que você quer responder a uma pergunta simples mas não tem nada em mente. 
"O que você vai fazer da sua vida agora?"
Imagine uma pessoa confusa e com medo. Agora acrescente-lhe uns 50kg, e eis minha pessoa! Não sei mesmo o que vou fazer agora... 


      Mas se formos pensar de uma forma holística, ninguém realmente sabe o que vai fazer. Algumas pessoas já se convenceram do que é melhor, do que seria mais adequado e sabem bem o que querem fazer - mas nada disso implica em saber, de fato, o que se vai fazer. É uma das partes mais confortáveis da lida com seres humanos: são todos muito homogêneos em sua heterogeneidade. Eu explico.
     Todos se esforçam tanto para serem diferentes uns dos outros, que o esforço acaba indicando um caminho que muitos têm percorrido. Eu acho que devo estar nessa pista também, mas como eu sei que estou fazendo isso, a culpa é bem maior. Culpa não, responsabilidade.
     Tenho um prazer tão macabro em contrariar a opinião geral que talvez a melhor forma de continuar fazendo isso seja passar a concordar com a opinião geral. Todo mundo anda tão tentado a inovar e ser diferente, que o diferente é encontrar alguém comum!
     Dessa forma, ninguém sabe de verdade o que está fazendo com a própria vida (muito menos saber fazer projeções válidas de seu futuro. A falta de habilidades psíquicas é uma das minhas frustrações, também...), tem mais é seguido padrões de comportamento, ideias de mídia, cabeça dos outros. Não que eu ache isso errado, afinal, não me considero alguém externo a esse movimento todo. 
     Mas que é meio sem graça, é sim. Eu adoraria poder saber que estou de fora, que estou andando na contramão, com faróis apagados e em alta velocidade. No entanto, cá estou, fazendo a única coisa que faço bem: reclamando!
      Cá entre nós, estou fazendo minha parte: fazendo cursinho, estudando e ajudando quem precisa também. Estou dando meu melhor, sem me preocupar com projeções, estatísticas ou probabilidades. Vou vivendo com cuidado e atenção, mas sem preocupação obsessiva. 
     Resumo: pare de me perguntar o que eu farei com a minha vida! Faça como eu, aguarde e confira...

sábado, 15 de setembro de 2012

O que eu fiz por amor

Postado por MissHachi7 às 19:57 0 comentários
Não me arrependo do que fiz por amor.
Nem conseguiria.
Se eu voltasse no tempo, teria dito tudo o que disse.
Teria feito tudo o que fiz.
Porque devia haver amor.

Não me arrependo do que fiz por amor.
Nem deveria.
Se eu te encontrasse de novo, teria abraçado como abracei.
Teria te beijado de novo.
Porque devia haver amor.

Não me arrependo do que fiz por amor.
Nem poderia.
Se eu te magoasse de novo, teria implorado perdão outra vez.
Teria me ajoelhado novamente.
Porque devia haver amor.

Não me arrependo do que fiz por amor.
Nem um pouco.
Se você estivesse aqui, eu te diria uma vez mais.
Teria as mesmas palavras prontas.
Porque devia haver amor.

Muito amor.

Viajando com vigor.

Postado por MissHachi7 às 19:25 0 comentários
Crianças são pequenos abalos sísmicos. Principalmente em bandos. Não que eu não goste delas, na verdade adoro conversar com a maioria das que eu conheço. Só estava filosofando acerca daquelas que passaram correndo por mim (não na minha frente, não ao meu lado: praticamente me atravessando). Aí só quis anotar isso pra ter uma referência escrita, e poder simplesmente mandar o link pra quem perguntar "por que não quer ter filhos?" - o que, aliás, é uma pergunta bem cretina de se fazer a alguém tão jovem, tão solteira quanto eu, não? Enfim. Crianças podem ser adoráveis, mas elas crescem, e viram aquele adolescente mala que quer ir pra Sampa tocar banjo. Sem filhos, fim. 

PS: Queridos filhos, se vocês de alguma forma tiveram o desprazer de ver essa postagem, eu sinto muito, mas por enquanto ainda sou uma pessoa rebelde, radical - ridícula, para todos os efeitos - , adoro contrariar expectativas e abomino o fato de não ter a chance de  discutir com alguém a respeito. Mas a mamãe ama vocês. Vão escovar os dentes antes de dormir.

Good on me, Hachi.

Postado por MissHachi7 às 19:16 0 comentários
Ando com preguiça porque já tive pressa e não adiantou nada.
Estou num momento em que tenho tantas coisas pra fazer
que acredito seriamente na minha necessidade de fazer uma pausa para o café.
É sábado. Estudei e simulei. Minha cabeça pode ser trocada por seu peso em chumbo
e faltará espaço em casa para estocar tanto chumbo.
Lógico que aqui não cabe nem a gente, mas você me entendeu.
Nem dá pra dizer que vou guardar no coração, porque esse também anda saturado ultimamente.
Mas quem, em sã consciência, guardaria chumbo no coração?
A maioria das pessoas, sem nem saber, guarda.
Eu guardo.
Mas eu sei.
Palmas pra mim.

Randomness

Postado por MissHachi7 às 19:02 0 comentários
Uns momentos de que me lembro nitidamente:

- Quando a professora me colocou pra fazer o trabalho em dupla com o Apollo.
- O Dan dizendo que não gostava de mim.
- Meus avós ressaltando que tudo bem eu não ser bonita, porque eu era inteligente.
- A vez em que eu entrei numa briga por causa do meu irmão e apanhei mais que ele.
- Quando não pude me mudar pra Pelotas (RS).
- O dia em que eu fiquei em quarto lugar na classificação geral da escola e quase morri de chorar.
- Aquele dia horrível em que o Dan se mudou daqui.
- Quando quase soquei uma colega de sala.
- Quando fui pra diretoria por ser uma bullie.
- O momento mágico em que ouvi "No air" pela primeira vez.
- A Leo e a Isa entrando na nossa sala.
- Meu professor dizendo que acreditava em mim quando eu estava me acovardando pelo vestibular e muita gente que importava disse que eu não conseguiria.
- Minha irmã dizendo que queria ser como eu quando crescesse.

randomness is epic.
 

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