terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Defenestrando

Postado por MissHachi7 às 20:07 0 comentários
  Tudo aquilo que me irrita, não me irrita por tempo demais. Depois que você aprende o que significa "defenestrar", problemas não permanecem na sua frente por muito tempo. Porque você DEFENESTRA.
  Um celular que não funciona nem no grito, não liga, não carrega, não presta nem pra segurar a porta nem de calço pra pé de mesa, o que fazer com ele? Defenestrar.
  Um livro que é simplesmente horroroso, com uma linguagem que ninguém merece, falando sobre um assunto para o qual ninguém dá a mínima, não rende nem uma fogueirinha, como lidar? Defenestrar.
  Um hidratante que não hidrata, deixa a pele oleosa, faz você escorregar até em concreto, pra que serve? Defenestrar.
  Uma caneta que não escreve, não é comprida o suficiente para prender o cabelo, não vale o esforço de tentar recuperar, o que você faz? Defenestra.
  Aviso: mantenha uma lixeira do lado de fora, para que o ato não agrida o meio ambiente.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Magnetismo pessoal

Postado por MissHachi7 às 21:37 0 comentários
     Um dos talentos que eu não tenho e que me fazem muita falta (um dia eu conto todos, mas ando com pouco tempo), é o magnetismo pessoal. Esse dom de conquistar as pessoas, cativá-las, fazê-las gostar de você e conseguir ao menos expor sua ideia sem ser interrompido por chuvas de críticas.
     Acho que eu queria mais poder fazer as pessoas me acharem simpática do que publicar meus livros (se bem que se me acharem simpática, eu faço o que eu quiser lol). Mas enfim. Sempre tem os "maníacos, os atormentados, os ciumentos, os maus e rabugentos" que conseguem se dar bem. Por que uma pessoa que é só ciumenta, maníaca e rabugenta não pode?
    Claro que geralmente bons pensamentos atraem boas pessoas. Acho que é graças ao meu esforço para permanecer fora do mau caminho que me proporcionou tantos amigos incríveis. Estou reclamando de pura babaquice. Os melhores estão comigo ou estão por vir...
   Uma outra teoria minha (sobre mim mesma) é de que eu tenho algum problema para expor alguns pensamentos. Sabe, falta-me a eloquência, não o amor pra dar.
  Bom, cada um com seus problemas.... mas ame-me, sim?

Os semelhantes se atraem.

Postado por MissHachi7 às 20:50 0 comentários
  Essa é a única explicação lógica para o fato de eu não ter um namorado lindo, inteligente e bem humorado.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Coisas a fazer nesse domingo:

Postado por MissHachi7 às 01:35 2 comentários
- Estrelas para Leni e João; [única parte legal .____.]
- Ler o livro "Como me livrar de Matthew"; [nem faço ideia do que seja o enredo desse livro. Talvez alguma mulher tentando se livrar do namorado Matthew, que é um chato. Depois conto pra vocês. Não que vocês se importem, claro.]
- Ficar apertando f5 na página de atualizações do Facebook tentando não morrer de tédio; [aposto que falharei na parte de "evitar morrer de tédio"]
- Esperar que alguém venha falar comigo no MSN (lembrete: não se sentir frustrada no final do dia); [nem sei por que me dou o trabalho de me avisar, vou ficar frustrada de qualquer jeito... ninguém nunca vem.]
- Compreender o sentido da minha existência; [única parte que exige reflexões sérias... única parte que provavelmente vou deixar pro próximo domingo.]
- Lavar a louça. [sem chance de procrastinação. Mamili está de olho em mim desde a última vez.]

E é POR ISSO que domingos não precisavam existir. Semanas de seis dias são mais bonitinhas, números pares fazem mais o tipo dos calendários.

Aquele momento embaraçoso

Postado por MissHachi7 às 01:27 0 comentários
em que suas irmãs mais novas dizem pra seus tios e primos que você fez uma cicatriz em forma de coração no pulso com uma agulha e eles não acreditam e pedem pra ver. *poker face*

Sonhando

Postado por MissHachi7 às 01:24 0 comentários
  Eu costumo ter sonhos extremamente bizarros. Não do tipo 'Alice no País das Maravilhas" - não tenho tanta criatividade assim -, mas umas situações que eu não imaginaria em sã consciência nem que me dessem muito tempo pra pensar.
  Ultimamente um sonho tornou-se recorrente: estou sentada num bar [isso já é absurdo; eu nunca fui a um bar ._. ], bebendo Coca-cola [eu parei de tomar refrigerante há alguns meses... talvez meu corpo inteiro esteja imploraaando pra que eu volte ao meu vício] e fumando um cigarro [eu nunca fumei e nem pretendo adquirir esse péssimo hábito], enquanto converso com meus amigos [essa é a única parte normal...].
  E a noite passada eu sonhei que estava na praia [detesto praia e por sorte moro BEM longe de qualquer uma delas], matando lesmas do mar [POR QUÊ eu faria isso??] com um canivete suíço [sempre quis um desses].
  Se os sonhos são tentativas do cérebro de organizar o material descartável acumulado durante dia para depois apagá-lo, ONDE FOI que eu arrumei imagens ou informações de lesmas do mar? Essas férias são as mais longas e chatas do mundo, eu fico o dia inteiro trancada no quarto fazendo estrelas de papel e lendo... Nem sei. Mas de qualquer forma, eu adoro sonhar.
  Acho mui mágico poder passar por lugares avulsos e aleatórios que talvez nunca tenha chance de visitar de verdade. Bom, talvez eu esteja visitando de verdade, em espírito. Quero dizer, lugares de onde nunca trarei fotos para mostrar para meus amiguinhos. O que é muito triste, porque às vezes a paisagem é de tirar o fôlego. Eu já chorei ao acordar por perceber que tudo que tinha acontecido era só sonho.
  Houve uma época [agora sim, estou falando como Vovó Hachi: "na minha época..."] em que eu preferia sonhar a ficar acordada. Nos meus sonhos eu tinha pessoas que gostavam de mim [foi no tempo em que eu não tinha muitos amigos - óbvio.]. Claro que Mamili não colaborou nem um pouco com essa fase, já que nunca me foi permitido passar o dia na cama. Talvez quando eu morar sozinha eu possa reservar os domingos [que já são dias inúteis, mesmo] só para ficar dormindo e sonhando meus sonhos fora de série...
  Agora eu prefiro viver o que eu vivo acordada... mas vou ali dormir que sonhar de vez em quando não faz mal a ninguém.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Nem ligo.

Postado por MissHachi7 às 23:47 0 comentários
  Não ligo sequer para metade dos assuntos que trazem à tona diariamente ao meu redor. Estou sinceramente pouco me lixando para o que fizerem a respeito da garota smurfette, não dou a mínima para o BBB [aliás, bela bosta], não me importo com nenhum desses tópicos fúteis e toscos.
  Acredito muito mais na relevância de encontrar um lar para os cachorrinhos do Antônio, em saber como meus amigos estão, nas provas que teremos que realizar em breve. Toda essa polêmica é tão exterior, e está tão fora do círculo de "merdas que podem afetar minha vida", e cansa tanto ver todos rodando nas mesmas zonas de reclamação...
  Adoro conversar sobre futilidades, sobre besteiras pessoais, adoro críticas [quando eu estou criticando, lógico], mas tudo isso quando o fato em questão está relacionado a mim ou ao interlocutor diretamente. Então não, não vou me manifestar pela rebelde "Avatar", não voto em porcaria nenhuma [a não ser as porcarias políticas, porque sou obrigada], não me encham. "Das energias, quero só as positivas".
  Vem pra cá ver "Two and a Half Men" comigo e esquecer desse lixo que a mídia vem publicando.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sem autocrítica

Postado por MissHachi7 às 20:42 0 comentários
  Há muito tempo eu tenho cuidado para que minhas palavras fossem totalmente inofensivas, desejando sempre agradar as pessoas que me ouvem/leem. E acredito que essa preocupação seja justificável em muitos âmbitos, então depois desse, voltarei a considerá-la.
  Eu não ligo nem um pouco para as pessoas que falam mal de mim. Afinal, nunca estou por perto quando falam, então não faz sentido me preocupar com elas. Mas por motivos que não sei explicar [porque só começo o curso de Psicologia dia 27], importo-me absurdamente com o que pensam de mim. É, vai tentar explicar. Por favor, goste de mim. Eu sei que sou patética e carente, mas não pense nisso.
  Não que eu deseje de verdade que todos me achem uma pessoa legal [até porque eu não me esforço pra ser legal com todo mundo], mas algumas pessoas importam muito, e às vezes de tanto tentar agradá-las, torno-me insuportável. Afinal, a minha falta de traquejo e articulação data de muito tempo, e meus amigos já sabem dela - e só por isso toleram minha presença.
  Alguns amigos, por outro lado, lembram-me de todos os meus defeitos a todo momento. OK, só um amigo, mas ele é relevante. Quando estou nesses momentos de "ausência de autocrítica", falando o que bem entendo e rindo e tentando ser engraçada e dizendo coisas sem sentido só para chamar a atenção, ele me joga um balde de gelo [não, não é água gelada. Gelo mesmo. Pra machucar.]. Geralmente só me deixa puta da vida, nunca é efetivo, e não vai me mudar.
  Eu não sou adorável, fofa e meiga, mas também não acho que seja um chimpanzé pseudo-adestrado que está numa evolução "very slow". Então acho que dá pra gostar de mim se me conhecer só um pouco mais do que superficialmente. Ou não, né. Talvez sim.
  Ignore isso.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Saudade demais, beijos.

Postado por MissHachi7 às 14:32 0 comentários
  As pessoas mais legais do mundo sempre vão morar longe. Se moram perto, você vai ter que se mudar um dia pra longe delas. Se estuda com elas todos os dias, chega o fim do colegial e cada um vai pra um canto. O amor continua com você, enorme e quente, mas não dá pra abraçar, nem pra conversar olhando nos olhos, nem manter o contato humano que te animava.
  Vou parar de usar a terceira pessoa. O drama é meu, estou simplesmente desolada com o fato de meus melhores amigos estarem distantes de mim. Alguns ainda estão por aqui... Mas vários foram para outras cidades, outros estados...
  Claro que com essa nova fase aparecem novos amigos. São incríveis, são pessoas maravilhosas e também me fazem me sentir bem. É só que sinto muita falta dos meus grandes amores. Não há nada melhor do que ficar conversando horas e horas seguidas, sobre todos os assuntos imagináveis.
  Meus amigos feitos até 2011 são tão particulares, inimitáveis, originais... Tão únicos, e insubstituíveis... Que acho que fazer faculdade sem tê-los por perto vai ser desnorteador. Então fica aqui o recado: EU AMO VOCÊS E VOU TER QUE LIGAR CONSTANTEMENTE PRA FALAR SOBRE MINHA VIDA E SABER DAS SUAS!
  Estejam avisados, não é só porque estou longe que deixei de amá-los e precisar muito da sua amizade. Sinto muita saudade, beijos.
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ato consumado?

Postado por MissHachi7 às 00:53 0 comentários
  Ah, a queda livre. Que sensação. O vento sacudindo meu vestido, tornando-o uma visão etérea, batendo, frio, no meu rosto, despertando um misto de horror e delícia... O medo de altura que, segundos antes, prendia-me ao chão, não era nada, comparado à perspectiva do impacto, também me puxando em sua direção. Meus gritos, instintivos, ecoavam em meu ser, naquele instante preenchido apenas por um pensamento: "Fiz bem em pular.".
  Na manhã daquele mesmo dia, conversando com Bernardo (o único amigo que já tive), comentei sobre minha falta de planos. Seria patológica? Jovens como eu costumam ter suas mentes ululantes de vontades, desejos, projetos... já a minha estava repleta com um gélido "nada" desde a morte do meu outro eu (havia um ano - acidente de carro; só eu sobrevivi, e éramos cinco lá. Entre os que não resistiram, meu amor, meu futuro, meus sonhos: Dan). Em minha reclamação, ambos podíamos ouvir a sugestão implícita: suicídio. Colocar fim em uma existência vazia. Bernardo prolongou sua visita até tarde. Bebemos até quase não podermos mais conversar. Ao ir embora, ele estava mais uma vez fazendo o que sempre fizera, desde que nos tornamos amigos: apoiando minha decisão.
  Em meu apartamento, no oitavo andar, comecei a observar o ambiente em que costumava viver. Não era um reflexo de mim; se fosse, estaria de cabeça para baixo. Não era meu lar - "assim como esse mundo", pensei. Contrariada, fui até meu quarto inexpressivo, vesti meu longo preto - que eu usara na noite em que presenciei a morte dos meus sonhos. Ele parecia feito de fumaça, e seus rasgos o tornavam o símbolo perfeito. Perfumei todo meu corpo, um perfume extremamente doce, para que minha trajetória final rescendesse a mim e a fim.
  Fui até a janela da área de serviço. Lá embaixo, o enorme poço artesiano parecia me esperar de braços abertos. Sua tampa fora retirada e havia cones de sinalização fluorescentes ao redor. De onde eu estava, parecia um caleidoscópio pouco convidativo. "Oito andares é uma altura fatal?", ponderei mais uma vez. Valia a pena? "Não tenho nenhuma vontade de melhorar ou de começar minha vida novamente. Bernardo ficará bem (provavelmente eu é que sentirei sua falta quando chegar ao inferno). Meus sonhos estão enterrados com Dan.".
  Deixei meu corpo inclinar-se para fora, e o tecido escorregadio do vestido ajudou-me a cair, rumo ao fim, onde finalmente me juntaria ao meu futuro, que se fora um ano antes de mim. A escuridão do poço cobre a luz da lua. O alívio da libertação é substituído pelo frio súbito, somado à voz de Bernardo:
 - Hachi?

Acordei com um barulho que não era barulho.

Postado por MissHachi7 às 00:38 0 comentários
  Era um ruído. Daquele tipo que só anjos fazem. A maioria ignora esse som, pensando que é uma brisa. Dessa vez não havia nem sequer forma de confundir; as janelas fechadas, a porta trancada... de onde viria? Não estava muito preocupada em descobrir. Não me interessava por nada havia tempo. Mas algo me dizia que era necessário, era vital achar a fonte.
  Sentei-me na cama e olhei ao redor, mas o escuro me impedia de ver até mesmo minhas mãos estendidas na minha frente. Um perfume começou a se fazer notar, primeiro leve, suave... e depois mais intenso. Eu conhecia aquele perfume. Agitada, procurei o interruptor localizado ao lado do meu leito e acendi a luz. Um anjo estava sentado ao meu lado. Seu rosto quase colado ao meu me assustou.
  Depois de piscar duas vezes, pude pensar direito. Eu também conhecia aquele rosto. Ah, céus, eu amava aquele rosto. Era o MEU anjo, que havia partido um ano antes, por vontade própria, com um drinque de veneno. Escondi o rosto nas mãos, as lágrimas vindo mais rápido que meus pensamentos. Qualquer controle que eu tivera até o momento, foi-se.
  Meu Anjo me abraçou, fazendo "Shhh...". Ele não tinha ideia do quanto havia sido difícil sem ele pra fazer esse "shhh..." nos últimos meses. O quanto eu precisei de forças alheias para me manter viva. "Shhh... está tudo bem agora.", ele garantiu.
  E dormimos juntos finalmente, depois de tanto tempo e tanta tristeza.

by: Isa & Hachi

Medo de começar... de novo.

Postado por MissHachi7 às 00:19 0 comentários
  Eu já senti medo de começar a andar de bicicleta (medo justificado pelas cicatrizes nas pernas). Tive muito medo de começar minha vidinha de novo numa cidade diferente. Medo de começar novas amizades. Medo de começar.
  E agora estou sentindo de novo. Medo de começar a faculdade.
  "Ah, que besteira." dirão os afoitos. "Você passou no vestibular, não vem com essa bobeira de medo de faculdade.". Mas, convenhamos... É uma experiência totalmente nova! Eu passei a vida toda estudando dez mil matérias diferentes, e de repente... vou seguir só as humanas!
  Eu vou sentir falta da Física. E da Matemática. Da Química não, mas só porque é difícil demais pra mim. Vou sentir falta de ser uma "colegial". Agora me chamam de "bixete burra e folgada". Nem "bichete". "Bixete". Enfim.
  É uma nova fase, um novo começo. Não há motivo pra pânico. Eu vou rir desse medo um dia.
  Ou não.
 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Nação sem voz?

Postado por MissHachi7 às 23:55 0 comentários
  Ninguém vence só. Não há movimento se não houver moção de protesto coordenada de todas as partes interessadas. "Uma andorinha só não faz verão", e assim por diante. A ideia da "Ordem" e do "Progresso", que nos é vendida pelo marketing político, não deveria aparecer desvinculada do princípio da união - sem o qual toda e qualquer tentativa de evolução torna-se frustrada. O individualismo protagonizado pela sociedade hodierna passou a ser um estorvo nacional, ultrapassando até mesmo a mera designação de"egoísmo". Vivencia-se uma noção torpe, na qual os problemas do Brasil não são encarados como uma ogiva nas mãos de todos os brasileiros, mas como um tema a ser discutido apenas nas cabines dos poderes executivos.
  O problema da maioria dos cidadãos é acreditar que, para participar ativamente da solução dos erros ainda existentes, precisam sair às ruas, tentando resolver "na marra" o que está ruim, enquanto na verdade só o fato de se manterem atentos às ações aplicadas (ou não) pelo governo na sua rua/bairro já seria de grande relevância. Como exemplo, cabe citar os que participam de projetos educacionais correntes, propagando-os e os incentivando - estes não estão necessariamente dando aulas, emprestando livros ou trabalhando em escolas, mas estão ajudando o País a atender mais alunos e acabar com o analfabetismo efetivo e/ou estrutural.
  Se a solução está nas mãos de todos, é porque o problema pesa nos ombros de todos. Aqueles que não se manifestam estão sendo omissos em seus deveres, e negando a si próprios o seu direito de reivindicar melhorias. Afinal, o que é uma nação sem os que falem por ela?

Diga-me com quem andas...

Postado por MissHachi7 às 23:44 0 comentários
  Apesar de aplicável à maioria das situações de que se tem notícia, "diga-me com quem andas e te direi quem és" foi simplesmente inútil por toda a minha vida. Quase ultrajante.
  Desde que comecei a frequentar a escola, fiz amigos "de todo jeito". Na primeira série, era amiga (amiga, mesmo; não considero meus colegas como amigos. Sinto, até hoje, arder minha alma quando minha mãe refere-se ao meu grupo da escola como "seus amiguinhos". Ó, ironia.) da menina mais doce, fofa e amigável e, ao mesmo tempo, de um garoto que acreditavam ser mudo (e não era), só por ele não falar com ninguém. Daí por diante, andei com "malas-sem-alça", patricinhas, nerds, populares, malvados, loucos (loucos de verdade; do tipo que roubam no UNO e contam que estão fazendo isso). Hoje, sou companheira sincera de escritores, músicos, palhaços, rockeiros, emos e poetas.
  O ditado não serve pra mim. Ou eu não sirvo pra ele, talvez. Não há como me definirem com base nas minhas companhias. Uma vez possível tal proeza, diriam-me "uma metamorfose ambulante". Um conjunto desarmônico de sinfonias, ou uma canção curta meio desafinada.
  Pode ser que essa seja minha definição, afinal. Um nada por ser tudo, ou um tudo por não ser nada em particular. É, gosto mais de mim assim.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Inferno não é palavrão.

Postado por MissHachi7 às 14:55 0 comentários
É um lugar. Então nada de me mandar lavar a boca com sabão.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

5 minutos pra escrever um poema

Postado por MissHachi7 às 20:54 0 comentários
Amargo brilho
Próprio das madrugadas
Que carrega em tuas profundezas
Meu grande amor de vidas passadas
Vindo esporadicamente
Cercando as redondezas
Ouço teu encanto tocar minha alma
Mas sei que teu canto
Não é para mim
Sou mera espectadora
Devo ouvir com calma
E te dizer : "Ela vai adorar, sim."
Uma amiga semi-escondida,
Sou como um espelho
Em que te mergulhas
É em mim que tu te enxergas
Sou tua vida ao contrário
Mas de que te orgulhas?
Pede minha ajuda
Para ficares são
Ouço-te pacientemente,
Quero te socorrer
Mas assim que te livras
Do peso em teu coração,
Me deixas, tão só
Para só morrer.
Amo-te, tão completa e ardentemente
E mesmo ao ver-te partir com ...
Espero aqui, incompleta e paciente
Que te recordes de que ela
É apenas uma paixão mundana.
Sou tua outra metade, a verdadeira
A que te segue por amor de verdade
A que te pode esperar por uma vida inteira,
Afinal, temos a eternidade.

"Tô dibs"

Postado por MissHachi7 às 19:41 0 comentários
  A gíria "dibs" foi apresentada a mim pelo Fred. E fez muito sentido, desde a primeira vez que eu a ouvi. "Dibs" é o equivalente encurtado de "de boa". Não é difícil, nem bizarro, muito menos estranho. E mesmo assim, haja polêmica...
  O "dibs" já foi parar nos dias de São Paulo, levado pela Carol, e lá não parece ter havido rejeição. Em Belo Horizonte, todos me olharam como se eu tivesse três olhos e seis braços quando eu perguntei "Tudo dibs?". No Facebook, o "dibs" rendeu inimizade séria porque o ser em questão falou mal dele.
  Há também a "Escala Dibs", que vai de 0 a 17 dibs. Que mede, obviamente, o nível de "dibs" que uma pessoa está. CADÊ A DIFICULDADE?
  Enfim. Só fiquei possessa por implicarem com o dibs. Mas tô dibs. 2 dibs.

Diálogos são épicos. Ainda mais esses.

Postado por MissHachi7 às 19:15 0 comentários
Primeiro eu achei que eles estivessem se beijando, mas depois eu vi que estavam engalfinhados no chão por uma discussão. Apesar do tamanho, ela estava por cima, ameaçando acertar [outro?] tapa na cara dele, gritando:
-        QUAL É MELHOR? CAPITALISMO OU SOCIALISMO?
-        SOCIALISMO!
 Ela acertou um tapa nele, e repetiu:
-        CAPITALISMO OU SOCIALISMO?
-        SOCIALISMO!
A mãe dele e eu tivemos que separá-los, e minha filha gritava, esperneando, enquanto eu a segurava:
-        Vai para Cuba e não volta, seu esquerdista desgraçado, se você acha que o socialismo é melhor que o capitalismo é por que você merece viver sob suas asas medonhas!
-        Sua burguesa sem escrúpulos! - ele rebateu.
Eu e minha amiga nos encaramos. Desde quando adolescentes normais começavam uma briga por sistemas sociais?!
-        Parem com isso! Quando vocês disseram que iriam discutir o futuro da sociedade, pensei que fosse uma disputa saudável!
-        Quer algo mais saudável que isso? - o filho dela replicou, tirando a franja molhada de suor da frente dos olhos. E depois, virando-se para Anna, minha filha: - Você perdeu, por atacar o adversário.
-        Claro que não, quem inventou essa regra estúpida? - Anna o encarou, incrédula.
-        Bom, não é bem uma regra, mas acho que, se sairmos no tapa no dia do debate, seremos colocados para fora.
-        É, temos que treinar isso sem os tapas.
A essa altura da conversa, minha amiga e eu já não entendíamos mais nada. Então aquela briga era uma das estratégias que eles andavam preparando para o futuro no senado deles?
-        Bom, mas em questão de argumentos eu definitivamente venci. - Anna riu.
-        Claro que não.
-        Claro que sim.
-        O quê, está falando daquela teoria idiota sobre os cães e os presuntos?
-        Não, aquilo foi para a parte conotativa da minha defesa.
-        Ah. O que, então?
-        O capitalismo é dez trilhões de vezes melhor pela teoria evolutiva de Darwin.
-        Como assim?
-        Sobrevivência do mais forte, seleção por ambiente, essas coisas.
-        Ah, sim.
-        Pois é. Qual sistema é maioria praticamente absoluta no planeta?
-        Capitalista.
-        É, eu ganhei.
-        Certo, mas cuidado: nos menores frascos estão os melhores perfumes.
-        E os piores venenos.
-        Definitivamente.
-        Agora diga: Capitalismo ou socialismo?
-        Capitalismo.
-        Parabéns, você entendeu.
Eu e minha amiga saímos de lá orgulhosas da inteligência de nossos pimpolhos, mas abestalhadas com as palavras difíceis e sem entender nada. O que presuntos tinham a ver com Darwin?

"Diversão para toda a família não existe"

Postado por MissHachi7 às 19:08 0 comentários
E o mundo começou a derreter.
- Acorda, Dayana!!
Ah, o mundo não estava derretendo. Era só seu irmão caçula, Denis, derramando um balde de água em sua cabeça.
- Putz, anda logo! A mamãe e o papai estão a ponto de te largar aqui. Se você não der sinal avisando que tá viva, eles vão deixar pra te enterrar quando voltarem.
-Tô com sono. Tô cansada. Aonde eles vão? Me enterrar? – ela gaguejou, sonolenta.
- Acorda primeiro. Tenta assimilar as informações mais tarde. – ele sacudiu a cabeça, e saiu do quarto.
Dayana sentou na cama, balançou a cabeça, espirrando água para todos os lados.  Escutou o pai gritar do corredor:
- Dayana, você tem exatamente quatro minutos e seis segundos para estar pronta e com a mala feita lá embaixo. Não me faça ir aí dentro.
- Pai, não pira. Tô indo. Cinco minutos. – mentiu. A mala ainda nem tinha sido tirada de cima do armário.
- Cinco você tinha há... um minuto. Quatro, a partir de agora. Três e cinqüenta e oito, três e cinqüenta e seis...
- Pai, já ouvi!
- Tudo bem. Três e cinqüenta e três....
- Pai!
- Certo, estamos todos lá embaixo. Anda logo.
Ela tentou acelerar, vestiu a primeira roupa que viu na sua frente, começou a jogar conjuntos na mala que demorou a conseguir tirar do esconderijo. Ouviu o pai berrar do pé da escada:
- Vinte e cinco segundos!!
“Tudo bem, eu escovo os dentes no caminho”, pensou. Chegou ao topo da escada e jogou a mala, que acertou a cabeça do pai.
- Ai! O que foi que desceu a escada em alta velocidade? – ele berrou.
- Desculpa aí, pai. Minha mala.
-Ótimo, que bom que está aqui. Todos prontos? Ótimo. – ele repetiu, esfregando a cabeça.
- Quer uma aspirina, querido? – perguntou a mãe, preocupada com qualquer problema que pudesse decorrer do acidente.
- Não, querida. Cadê o Denis?
- Não sei, ele estava aqui agora mesmo!
- Cuidado, seres! Numa atitude extremista, eu, DENIS, vou descer a escada sobre a mesinha da sala! – gritou o garoto, ajeitando o corpo entre as pernas do móvel.
- Denis, saia daí! Temos que ir!
- Mas, pai, isso vai revolucionar a história da família! – ele choramingou, abraçando a mesa, que oscilou perigosamente, ameaçando escorregar.
- Desça agora, mocinho. Você surfa a escada com isso aí quando voltarmos do passeio.
- Desde quando essas torturas são chamadas de passeio? – Dayana gritou, de braços cruzados.
- Acampamentos em família não são torturas. É bom ficar longe de computadores e celulares por um tempo. – o pai argumentou, empurrando as malas em direção à porta.
- Eu não vou! – teimou a garota.
- Ah, você vai sim, mocinha! – a mãe se intrometeu. E, baixando a voz: - Estou contrabandeando meu notebook, te empresto quando chegarmos lá. Agora entra nesse carro, pelo amor de Deus. Se seu pai arrumar mais alguma neura, eu não sei do que sou capaz.
Contrariados, os filhos entraram no carro e se sentaram no banco de trás. A mãe estava aliviada e o pai radiante. Ah, mais uma família feliz indo para uma maratona de quatro dias na vida neandertal... quer dizer... natural.

Diálogos são épicos.

Postado por MissHachi7 às 19:04 0 comentários
- Eu te amo, sabe?
- Sei. aliás, você não me deixa esquecer isso nem se eu tiver amnésia, não é?
- O que foi? Por que está tão estressada?
- Não estou estressada, só não acho que "eu te amo" devesse se tornar um "bom dia".
- Mas eu te disse "bom dia" quando cheguei. Só estou te dizendo que te amo agora.
- Mas me disse isso ontem e antes de ontem. E no dia anterior. E eu sei que vai dizer de novo amanhã.
- Algum problema?
- O problema é que você simplesmente não vai ter nada pra me dizer num momento especial. Porque o "eu te amo" já vai estar gasto.
- Você acha que eu não vou poder dizer nada só porque não vou dizer que te amo?
- Bom, acho. O que você diria?
- Eu tenho muito o que dizer.
- Então diga, o que diria?
- Você duvida do meu amor, é?
- Não, claro que não.
- Então por que quer saber isso agora?
- Porque fiquei curiosa.
- Bom, eu poderia te explicar o que você significa pra mim.
- E o que eu significo pra você?
- Se eu te falar agora, aí sim definitivamente não vou ter nada pra te falar num momento especial.
- Eu sabia. É só isso, não é? Os clichês "Eu te amo" e "O que você significa pra mim". Sempre isso!
- Bom, clichês são clichês por algum motivo. Neste caso, são clichês porque se aplicam a todos os casos e todas as pessoas os aceitam de bom grado. Por que é que você tem que complicar as coisas?
- Eu não estou complicando nada. Só estou dizendo que acho que você não sente nada que realmente signifique algo verdadeiro. Você usa palavras ditas por outras pessoas.
- Sabe, não sou exatamente um poeta. Custa muito me desculpar por dizer que te amo?
- Não.
- Ótimo. Vamos encerrar esse assunto.
- Mas...
- Mas nada. Encerramos e está encerrado. Não digo mais que te amo.
- Não é isso que eu quero, você pode e deve dizer que me ama!
- Ah, pelo amor de Deus!
- É só... dizer dia sim, dia não.
- Como vou saber que dia é dia sim e que dia é dia não?
- No dia não, eu digo que te amo. No dia que for dia sim, eu não digo, e você diz.
- Tá, pode ser.
- Eu te amo.
- Mas eu já disse hoje!
- Eu só estava te contando que te amo, porque rolou um clima legal pra isso.
- Ah.
- E aí, não vai dizer nada?
- Dizer o quê?
- Que me ama!
- Mas você não disse que no dia em que você dissesse não era pra eu dizer?
- Ai, céus.

Filosofia rasa.

Postado por MissHachi7 às 19:02 0 comentários
Toda vez em que escrevo tenho que assumir o papel de outra pessoa. Acredito que nunca escrevi uma linha sequer tendo como base o meu próprio ponto de vista. Nunca parei para pensar em minhas próprias considerações, minhas próprias observações sobre o mundo que me rodeia. Quem eu sou? Céus, creio que nunca parei para pensar nas minhas observações sobre o mundo que eu sou, sobre meu interior e todas as conclusões reveladoras que eu poderia tirar a partir dessa experiência.
          E sei por que fiz isso até hoje. Tenho medo. Morro de medo de ter que me enfrentar. Todos os dias, assumo um roteiro para interpretar. Assumo as ideias de outras pessoas. Adquiro estilos literários que já vi. Amo quem me disseram que devia amar. Repito conclusões a que tenho acesso. Nunca tentei pensar sozinha. Tenho medo de cair. Tenho medo de encontrar um enorme nada. Tremo ao imaginar a amplitude do provável vazio. Minhas ideias podem ser sem nexo. Meus pensamentos podem ser incoerentes. Nesse exato momento posso estar falando como um repórter que vi no jornal da manhã. Posso estar agindo como qualquer pessoa, sem nem saber disso. Posso estar tentando achar meu estilo próprio numa mistura descoordenada de estilos pré-adotados. Tento me encontrar em cada palavra, em cada ideia, em cada novidade. Mas eu me perco em cada vírgula que me divide da oposição implacável da consciência.
          Sim, essa está sempre de pé. Me dizendo que deveria me escolher. Quem eu sou? Quem eu gostaria de ser? Quem eu realmente poderia ser, considerando-se todas as possibilidades a que já me propus, e todas as que o mundo já me colocou à frente? Será que sou realmente alguém? Talvez eu devesse simplesmente agir como uma mistura de tudo, ou seja, um verdadeiro nada. É assim que a maioria das pessoas vive, sem se dar conta. É assim que a maioria vive feliz. Ah, grande: não faço parte da maioria. Sempre fiz parte dos pequenos, dos diferentes. E as diferenças que eu sempre apresentei foram as que eu já havia encontrado. Em grandes pensadores. Em amigos. Em idiotas. No mundo, em geral. Sou um reflexo do mundo. O mundo não é nada.
          Sempre que tento chegar à alguma conclusão sobre isso, percebo que há algo como uma grande cortina tapando tudo. É como se houvesse um “eu” a ser descoberto, mas todos quisessem que eu fique longe dele. Na verdade, durante toda a história da humanidade tem sido assim. Não querem que descubramos quem somos, pois seríamos, talvez, melhores  que a maioria [maldita maioria. Não fosse por ela, não haveriam minorias!] e consequentemente, nos destacaríamos. Nesse mundo, não querem que sejamos melhores. Todos querem que sejamos um grande número de cópias semi-vivas (pois quem não sabe quem é simplesmente não vive – só sobrevive). Moldados pela mídia de massa e pelas ideias corrosivas de governos ultrapassados pela lei. Dane-se a censura. Minha cabeça precisa ser aberta e ninguém pode fazer isso. Porque ninguém faz isso. Não sabem que têm mentes fechadas, e não sabem que poderiam tentar abri-las. Estou sozinha nessa tentativa. Mas algum dia, talvez, me encontre. E pare de usar frases feitas, palavras repetidas ou propósitos ultrajantes. E não terei como contar a vocês. Pois nunca saberia que essa máquina que vos escreveu era eu, com uma cabeça fechada pela falta de imaginação e de auto-conhecimento.

Tão só...

Postado por MissHachi7 às 18:59 0 comentários
  Frustrações e arrependimentos acumulam-se na vida das pessoas como pérolas barrocas se enfileiram num fio para formar um colar. No meu caso, porém, há o suficiente para fabricar uma forca bem elaborada que, antes de me matar estrangulada, me incomoda. 
  Como da vez em que deixei o amor da minha vida ir embora sem saber o que eu sentia. Ele iria embora sem falar comigo. Estava praticamente de saída quando, por acaso, passei em frente à sua casa e vi o caminhão de mudanças. O desespero, o pânico, a sensação gelada de abandono, me tomaram por inteira. Fui até lá, tentando conter a enxurrada de sentimentos. 
  Não havia me contado porque não poderia fazer isso com todos os amigos. 
  "Mas EU te amo!", quis dizer, mas não consegui. 
  Eu era uma grande amiga, que lhe faria muita falta. 
  "Mas você vai embora sem saber que eu preciso de você?", era o que meu coração tentava dizer, mas não permiti. 
  Ele iria embora, mas sentiria saudade de mim. 
  "Você vai sentir saudade de mim? Eu serei apenas parte de mim sem você aqui!", era o que eu pensava, mas me calei. 
  Abracei-o demoradamente, tentando fazê-lo compreender tudo o que eu sentia pelo simples contato entre nossa pele. Mas, assim que o soltei, senti-me só. Tão errada, tão incompleta, tão terrivelmente só... Não chore, ele pediu, também com os olhos rasos de lágrimas. Não estou chorando, respondi. "Estou morrendo", quis completar, mas virei-me e fui para casa. 
  E até hoje, arrependo-me por tê-lo deixado partir, sinto o peso do que eu não disse esmagar meu bom-senso. Ele devia levar um pouco desse peso, mas fui egoísta e o mantive comigo. E agora queria usar a forca que tenho feito há tanto tempo...

Fugindo

Postado por MissHachi7 às 18:57 0 comentários
  Constantemente os indivíduos se encontram foragidos - nem sempre das leis constitucionais, mas frequentemente das leis humanas, os sentimentos, que preferem não acolher na mente ou no coração. Mágoa, remorso, arrependimento e tristeza são poucos exemplos. Há sempre uma emoção dúbia à espreita, para surpreender os incautos. O melhor escudo para tais dores da alma é a felicidade - pois ela acalenta o espírito e incute esperança. Mas todos temos acesso a ela? 
  É sabido que a felicidade é um estado oscilante de humor. Muitos não se conformam em vê-la brotar nos lugares mais improváveis (como favelas), e nas pessoas mais impróprias (como 'vizinhos chatos'). E tantos outros se revoltam ao sentir a felicidade esvair-se com o tempo ou o decorrer das situações, ou mesmo ao vê-la desaparecer subitamente, deixando depressão e vazio. 
  Ninguém decide ser feliz. O que se pode fazer é respirar fundo e congratular os merecedores da felicidade, e deliciar-se com ela enquanto estiver presente. Pois, como tão tardiamente descobrimos, ela não é o prêmio, mas uma consequência natural de uma jornada bem conduzida. 

Humildade x Orgulho

Postado por MissHachi7 às 18:56 0 comentários
  Passagens felizes dificilmente são esquecidas, e isso é muito bom. Infelizmente, as tristes se perpetuam com mais eficiência, e, portanto, pensando em minha infância com um mínimo de interesse, destacam-se fatos pouco venturosos. 
  Por exemplo, eu poderia citar o dia em que fui levada à presença da diretora da minha então atual escola, pelo simples fato de que convenci toda uma sala de quintanistas a ignorar uma colega detestável. 
  O que ela chamou de "atitude repreensível pela óbvia falta de coleguismo e senso de trabalho em grupo", eu chamaria de "prova irrefutável de um magnetismo pessoal inegável". Mas claro que tal eufemismo não me ocorreu, na época. 
  A colega em questão era, relamente, um ser fragilizado. Eu a havia deixado sem amigos, sem chão. E ela nunca fizera nada de mau para mim, mas do alto dos meus dez anos, qualquer pessoa incômoda era um obstáculo a ser retirado do caminho. Como a garota não tinha o mínimo de discrição para com os segredos que circulavam em meu seleto grupo de subordinados (sim, pois AMIGOS de verdade não teriam me entregado tão facilmente - nem sequer foi necessária a tortura psicológica para que me delatassem de bom grado), devia ser excluída. 
  Mas a desprezível levou a mãe até a escola, e, depois de pequena cena dramática (que envolvera lágrimas e murmúrios apaixonados de "Ela não merece ISSO!"), fui chamada à diretoria. Senti a Sra. P. me fuzilar com os olhos (provavelmente era apenas um olhar severo, mas com meu nervosismo, tudo parecia maior, pior...), ouvi uma pequena palestra sobre os Valores Humanos, consegui uma aula extra para toda a turma (algo sobre respeitar os colegas, by professor de Filosofia), e tive que pedir desculpas à colega maltratada. 
  De todas as consequencias, a última doeu mais. E é meio impossível esquecer a primeira lição de humildade forçada cérebro adentro. 
  Mas, concluindo agora, essa recordação, apesar de péssima, foi o que me seguiu até hoje, sempre me lembrando do porquê de ser menos orgulhosa: sempre há uma "Sra. P." para nos fazer engolir o pedestal (sem exagero) e pedir desculpas. Abraçando a coleguinha.

Meu mundo

Postado por MissHachi7 às 18:46 0 comentários
  O lugar de que mais gosto no mundo não é agradável pra muitos... Na verdade, não conheço ninguém que gostaria dessa espaço entulhado e frio. Aqui, o barulho é constante, a desordem reina e há tantas coisas espalhadas que desconhecidos que se aventurem no meio, podem se perder para sempre. Não é nada bonito, mas é confortável para mim.
  Sempre há música (embora o estilo varie constantemente), perfumes, imagens... Não há horizontes, pois tudo é cercado por muros altos que censuram a vista. É onde eu planejo meu futuro, reviso meu passado, e acompanho meu presente. É onde busco calma e lembranças, ideias malvadas e orgulhos tristes...
  Ninguém nunca conhecerá minha mente como eu. Estou limitada a ela, e apesar de parecer que ela está onde estou, eu é que estou onde ela está.

"Caminho menos percorrido"

Postado por MissHachi7 às 18:21 0 comentários
Mudanças acontecem de forma simples, natural, espontânea. No entanto, mudanças que acontecem em sociedades já formadas tendem à degradação sistemática quando não moduladas por forças edificantes e focadas na melhoria do todo: infraestrutura, economia e qualidade de vida da população.
Geralmente tem-se uma ideia errônea sobre o quanto a sociedade pode auxiliar a própria sociedade - há um estabelecimento invisível de noções deturpadas, que inspira o indivíduo na crença de que apenas elites (políticas ou não) têm o poder de moldar as evoluções a se ver em andamento. Contudo, é sabido que as relações interpessoais mais profundas (leia-se afetivas) são deveras relevantes no que tange à própria percepção espaço-situacional de cada um.
Quando na ocasião de desavenças concebidas por estereótipos ou preconceitos, há uma derrocada nos níveis de entendimento e lida saudável, o que afeta as relações entre pessoas e entre povos negativamente. Negociações amigáveis sempre foram mais lucrativas do que imposições, e ao evitar atritos desnecessários, aceleramos nosso processo evolutivo em várias instâncias morais e sociais.
O respeito mútuo garante a paz, e esta sempre foi o melhor indicativo de crescimento pluriambitual. É com o exercício da fraterninade intra e entre povos que poderemos mudar o curso da História para um mais feliz.
 

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