quinta-feira, 31 de maio de 2012

O modo ou o motivo?

Postado por MissHachi7 às 20:22
     "Como foi que eu vim  parar aqui?" É o tipo de pergunta que eu costumava fazer a mim mesma chorando. Mas graças a um amigo, acredito que eu tenha desenvolvido um pouco mais de fibra moral pra lidar com esse tipo de questionamento. Agora eu só tenho vontade de chorar, mas não cai nenhuma lágrima. Agora eu tenho uma resposta mais ou menos satisfatória. Ela não me alegra, mas pelo menos não me desespera tanto quanto não fazer ideia de como eu cheguei aonde estou. Eu vim parar aqui graças a uma infinidade de linhas de força que me conduziram livremente até um ponto em que eu finalmente consigo enxergá-las (pelo menos parte delas, ok).
     A Esquizoanálise não me salvou apenas por me amarrar ao curso de Psicologia, mas também por me explicar muitos problemas que eu achava serem insolúveis (ou que achava que a solução era muito foda pra ser verdade). Eu percebi que sou muito pequena, sabe? - não fisicamente, haha. Tem tantas milhões de pessoas que influenciam a minha existência, e tantos acontecimentos que eu não percebo mas que determinam terminantemente meu viver, e tantas "coincidências" surgindo todos os dias que me tornam quem sou, que no final das contas eu mesma sou uma ENORME coincidência, um ponto que surgiu na ocasião de várias sobreposições de linhas num rizoma. E isso não diminui minha fascinação pelo meu ser em mim. 
      Na verdade, ser alguém tão vagamente planejada em escala cósmica me faz pensar que realmente deve haver um bom motivo para que eu exista. Não que eu tenha uma grande missão [talvez eu tenha... mas não me lembro da minha última assertiva antes de nascer], mas acredito que eu precise executar no mínimo um grande ato nesse meu tempo na Terra. Quem sabe o grande ato seja grande apenas para mim? Por exemplo, conseguir ficar mais de um mês sem matar academia? - Viu? Soa uma coisa estúpida e insignificante, mas eu preciso aprender a ter disciplina para evitar a voltar pra hipertensão. 
     Então pode ser que eu tenha parado por aqui para crescer pessoalmente, e eventualmente dar um toque em quem fica por perto. Eu vejo muito mais amigos meus me ajudando a me construir do que me vejo os ajudando a construir quem eles são. Mas de novo, eu levei muito tempo para ter um vislumbre das MINHAS linhas de força, provavelmente levarei muito mais para compreender a extensão das motivações alheias. Assim, o que importa não é "como" eu vim parar aqui, mas "para quê". E estou no meu caminho para descobrir, atravessando esse mundo meio quebrado.

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