quinta-feira, 21 de junho de 2012

Entre dois amores

Postado por MissHachi7 às 01:02 0 comentários

        Há três anos eu conheci uma foto. Nessa foto eu vi tudo o que eu nem sabia que queria. Foi paixão no mesmo momento, não fazia idéia de que um dia conheceria aquele cara pessoalmente, mas de alguma forma meu coração já ficou preso ali. Naquele rosto lindo, naquele sorriso... Quando enfim o conheci pessoalmente, minha vida passou a girar em torno daquele sol. Precisava mudar muitos dos meus hábitos, grande parte da minha rotina para poder acompanhá-lo, e estar por perto, mesmo de longe. Minha faculdade era noturna, ele trabalhava à noite. Então entrei com toda a papelada para mudar meu turno, e poder trabalhar no mesmo lugar e horário que ele.
      Só consegui vencer toda a maldita burocracia depois de 15 dias, e quando finalmente comecei a trabalhar lá, soube que uma semana antes, ele havia se demitido. Aquilo me encheu de uma raiva impotente. O que eu poderia fazer? Continuei firme, por fora. Em casa, na segurança da minha cama, chorava todas as noites, por não tê-lo, por não ter como estar ao seu redor.
      Mesmo nessa agonia, minha vida não podia parar. Na faculdade, conheci um garoto incrível, de um outro curso. Ele também era muito lindo, divertido e que me cativou muito rapidamente. Eu estava gostando de dois caras. Não sabia bem qual tinha um pedaço maior do meu coração...
      Esquecendo meu coração partido e minha timidez, fui falar com o garoto da faculdade. Disse que gostava dele e pedi que ficasse comigo. Ele, muito gentilmente, explicou que estava num relacionamento sério, mas que mantivéssemos a nossa amizade. O que foi um alívio, de certa forma.
       O meu grande amor, o primeiro... me decepcionou muito. Alguém lhe contou que eu tinha essa paixão, e ele me bloqueou no MSN, excluiu do Facebook, e me ignora claramente o tempo todo. Isso é tão frustrante! Afinal, eu sinto que gosto muito dos dois... Mas um foi tão compreensivo com todo o meu nervosismo e minha insegurança, e apesar de ter mostrado que não ficaria comigo, fez com que eu me sentisse ainda melhor em relação a ele... e o outro fugiu! Essa confusão me tira do sério, mas como decidir? Escolher quem cuidou bem de mim mesmo sem me escolher ou quem nem quis me ouvir?

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sobre a auto-ajuda

Postado por MissHachi7 às 23:06 0 comentários
           Se tem uma coisa que eu detesto, de uma forma quase física, é livro de auto-ajuda. Quando eu estou de castigo, minha mãe me dá um exemplar aleatório e me manda fazer um resumo sobre ele! Porque CÉUS, como eu ODEIO auto-ajuda! São livros que quase insultam a inteligência de quem os lê! Valorize-se, respeite-se, só assim você pode ser valorizado e respeitado? Isso é ÓBVIO, quem precisa de um livro inteiro para remoer essa mesma intelectiva de novo e de novo? Porque vamos concordar, uma coisa é ser prolixo e claro, outra muito diferente é ser prolixo e repetitivo, chato, maçante e piegas.
           "Ah, Hachi", dirão alguns afoitos, "mas um livro X mudou minha vida, agora sou outra pessoa, etc". Tudo bem, que bom para você. Uma conversa animada com seu melhor amigo talvez trouxesse os mesmos resultados, e você nem teria que pagar o preço absurdo que andam cobrando nessa porcaria de psicologia popular (preço, aliás, cobrado por qualquer livro, graças ao lindo apoio à intelectualização que o nosso querido governo não proporciona). 
           Minha ojeriza com esse tipo de literatura reside muito mais na homogeneidade do gênero do que nele em si. Quero dizer, generalizando de uma forma que eu não devia fazer, se você leu UM livro de auto-ajuda, você leu TODOS. O que muda é o tom do autor, a abordagem, mimimi. Eles dizem a MESMA coisa: para se adaptar, você tem que se aceitar, e aceitar os outros como eles são, e não ser egoísta, e dividir seus sentimentos, e se amar. 
            Para começar, não acho que seja um dever primordial do indivíduo se "adaptar". Na minha opinião, ninguém é obrigado a gostar de ninguém, muito menos de si mesmo, só para ter uma vida social mais amigável ou ativa. Gostar de alguém deve ser algo natural e espontâneo, e se não vier, quem liga? O amor próprio, então... deve existir de forma natural, não aprendida. Alguém que precisa ler num livro qualquer que deve se amar, ainda não chegou nesse ponto, talvez não esteja pronto ou nem queira nada disso.
           Além do mais, soa muito auto-piedoso quando alguém lê um livro como "sou sofrida, como voltar a ser feliz?". Não que a auto-piedade não funcione, e não que o livro não vá salvar sua existência, seu relacionamento, sua boa convivência com os colegas. Mas não é desconfortável? Eu tenho muito dó de mim, mas jamais leria um livro que me ajudasse a melhorar isso [por vontade própria]. 
            Pra encurtar, não me dê livro de auto-ajuda de Natal. Se der, que venha com cupom para troca.

A última carta

Postado por MissHachi7 às 22:34 0 comentários
 "  Paulo,  
       Não posso dizer que não sinto sua falta. Não estou tão bem quanto falei para os meus amigos que estava. Na verdade, penso que estou ainda pior do que da última vez em que você me viu. Sim, ainda pior do que aquele pedaço de ser humano que você vislumbrou no hospital. Não quero que se sinta culpado, mas também não quero continuar me sentindo como agora: cheia de um monte de pensamentos e emoções, sem poder sequer falar neles.
      Eu sei que parece absurdo dizer que estou pior agora, mas acredite, doía menos ter todas aquelas cicatrizes na minha pele do que ficar o dia todo, todos os dias, tentando cicatrizar feridas que nem eu mesma consigo ver. Aquele acidente pegou todo mundo de surpresa, não? Mas acho que fiquei mais assustada com o que você me disse do que com aquele carro na contra-mão.
      Ria comigo. Estou lidando melhor com a fisioterapia do que com o fato de você estar se casando. Prefiro uma hora dolorosa de movimentos repetidos a cinco minutos perto de alguém comentando sobre o quanto a sua noiva é linda. Primeiro, porque eu sei que ela é mesmo maravilhosa, segundo, porque era eu quem devia estar se casando com você. 
        Não estou te falando nada disso querendo que você sinta pena. Mas gosto de pensar que, sabendo de tudo o que eu ando sentindo, você compreenda por que eu não vou ao casamento, por que eu não quero encontrá-lo mais, e por que eu pedi para ser transferida para a filial de São Paulo. Ficar na mesma cidade que você me faz chorar. 
       Resumindo, eu estou bem, mas não ótima. Eu estou feliz por você estar feliz, mas não tanto quanto poderia. Eu te amo, mas não a ponto de suportar essa situação. Espero que você pare de pensar que foi sua culpa. Eu também não tinha visto o carro, e eu também fui responsável pelo "nós" que não deu certo.

Felicidades,
Anita."

terça-feira, 19 de junho de 2012

Preguiça de mim

Postado por MissHachi7 às 22:44 2 comentários

      Às vezes eu sinto tanta preguiça de mim. Tanta preguiça do quanto eu reclamo, do quanto eu sou repetitiva e estridente com todo mundo! Sabe como todo mundo sempre acaba cansando de mim em algum momento e só tem que voltar pra casa, sair do MSN ou parar de falar comigo? Eu não consigo fazer isso. Estou sempre por perto. Não dá para me desligar da minha pessoa.
       Eu vou dormir, tenho que me ouvir comentar TODO o dia que eu passei, reclamar sobre o que eu fiz ou disse (o que, aliás, nos dias em que estou de bom humor, é um hábito muito agradável, mas em dias de estresse, é simplesmente irritante). Eu começo a sonhar, ESTOU LÁ TAMBÉM!
     Quando vou filosofar sobre qualquer coisa, lá estou eu, dando opinião, criticando, rindo e sendo uma chata sobre o que eu poderia estar fazendo em vez de filosofar. Vou conversar com alguém? Eu também fico me distraindo enquanto isso, mudando o foco da atenção... Enfim. Uma pena não haver divórcios intrapessoais.
        Não que eu me odeie integralmente; na verdade, até que sou uma pessoa interessante, e tenho idéias divertidas, e papos legais, e muitas coisas em comum comigo. Mas é que ficar sempre comigo... é como estar sempre com outra pessoa! E uma pessoa que conhece o suficiente sobre a sua vida pra te deixar na dúvida sobre quanto se pode confiar nela.
        E meditar não resolveu. Eu tentei, de verdade. Ficava pensando “Nnnaaada. Vaziiiio. Branco. Breu. Tudo rosa. Estou sozinha. Vaziiiio”, mas aí,na minha mente, eu chegava comentando “nós sabemos que não estamos pensando em nada. Viu? Tá até tocando a música Cosmic Love. Quando for pensar em NADA, não pensa em Universo, sua retardada”, e eu acabava querendo arrancar meus cabelos de ódio de mim, da minha petulância e da minha falta de concentração.
       E agora, cá estou, toda preguiçosa para lidar comigo. Sem chance de férias, ou reembolso. O jeito é esperar outra onda de bom humor e autoestima que me ilumine com amor-próprio e auto-compreensão, e leve a auto-piedade e etc. Torçam comigo, e eu paro de reclamar.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Carpe diem

Postado por MissHachi7 às 18:36 2 comentários

Ficar com muito tempo livre é algo que pode ser muito bom, especialmente se você é do tipo que faz dez mil planos e vive reclamando de não ter tempo para executar nada disso. Bom, eu não sou como você, nesse caso...
Eu tenho preguiça de mudar meus hábitos. Não ter que ir pra faculdade faz com que eu tenha muito mais horas disponíveis do que eu teria, se fosse pra lá. Feliz ou infelizmente, isso significa "mais tempo para pensar". Eu não me importo em pensar muito, só me preocupa o quanto eu sentirei falta dessas viagens.
    Porque é óbvio, não? Eu sou nostálgica e ansiosa, então estou projetando um momento em que eu sentirei falta de hoje, e ficando nervosa por isso. Não vivo o "carpe diem", mas recomendo-o como uma excelente alternativa de vida para todos os OUTROS neuróticos espalhados pelo globo.

Sem respostas

Postado por MissHachi7 às 17:37 0 comentários
         Não nos lembramos do que ocorre nos cinco minutos que antecedem a troca de estados de consciência. Isso explica o motivo de não ser muito fácil lembrar de ter deixado seu irmão pegar seu notebook emprestado, ou sua irmã usar sua maquiagem... se eles pediram isso quando você estava indo dormir. 
         O sono é, na minha opinião, o melhor estado alterado de consciência. Quer dizer, não é o máximo? Você viaja MUITO e não causa danos ao cérebro, nem aos pulmões, nem ao fígado. Aliás, na verdade você melhora seu desempenho neurológico, já que dormir significa processar dados recolhidos durante o dia de forma a armazená-los na memória de longo prazo. Eu adoro quando essas coisas boas de fazer também são saudáveis. 
          Enfim, não faz diferença agora. Eu só queria comentar uma coisa: sabe aquele mesmíssimo ponto de pseudo-consciência, em que você está quase sonhando mas ainda não está? Enfim, nesse momento, você sente que tem grandes revelações sobre o mundo, compreende qual a pergunta para a resposta "42", descobre qual a sua missão nessa vida, lembra do número do telefone daquele amigo que não vê há séculos, entende aquela piada que te contaram mais cedo, resolve todos os problemas da sua cidade... e quando acorda, não faz nem ideia do que foi tudo aquilo. 
          Eu tinha decidido que nunca mais passaria por esse tipo de frustração de novo. E levei um bloquinho de anotações comigo na hora de dormir. De novo, senti o meu caos finalmente dando boas respostas, explicações, ideias... e anotei tudo! Cada palavra que me ocorria, cada boa teoria... FINALMENTE - pensei, congratulando-me - vou descobrir que tanto de viagem era aquela pra me deixar tão animada! E de manhã, não entendi porcaria nenhuma da minha letra. 
         O Universo ainda é um mistério pra mim.

Pensamentos Transversais

Postado por MissHachi7 às 15:40 2 comentários

      Sabe quando você tem uma concepção, que na sua cabeça já está prontinha e perfeita, praticamente esperando para ser colocada pra fora e fazer sentido pros outros também? E você pensa nela como um lago plácido e sem qualquer perturbação na superfície? E ela é tão linda e perfeita e sem defeitos ou lacunas não-preenchidas?
        E de repente vem uma pedra achatada [onde, aliás, lê-se “realidade” e “made in Mexico”], e cai bem no meio do seu lago-concepção. Então, chamo isso de pensamento transversal. Talvez não seja exatamente essa a definição de quem entende do assunto. Mas eu estava ficando com sono e na hora me pareceu um bom nome.
       É difícil admitir que sua cristalização de conceitos não é a correta. Um pensamento transversal pode parecer um trator que vem demolindo toda e qualquer construção quase sólida em que você já trabalhou para ficar de pé! Todos os dias eu tenho pelo menos um desses minions chegando por aqui. Em dias de filosofia pesada, dezenas de valores meus caem por terra, atravessados por pensamentos transversais. Sabe, fatos que contradizem minhas opiniões, idéias alheias que fazem muito mais sentido do que as minhas.
            Esse tipo de quebra de valores é, deveras, muito mais dolorido do que quebrar um osso; eu posso dizer isso porque nunca quebrei um osso. E é péssimo ter suas conclusões descartadas por você mesmo. Aliás, não é péssimo no sentido literal da palavra. Incomoda, entende? Mas também ajuda quando você admite que é necessário que o que há de errado em você seja substituído pelo que é certo.
           E nesse ritmo, continuamos na rota “tentando evoluir um pouquinho”.

domingo, 17 de junho de 2012

"Destino, não sorte"

Postado por MissHachi7 às 22:14 4 comentários

      Muitas vezes me pego refletindo sobre assuntos randômicos, sem propósito ou objetivo definidos, simplesmente porque são os temas pescados de forma avulsa no meu querido caos interior. Assim, hoje parei para pensar sobre o quanto foi uma coincidência enorme cada uma das minhas amizades mais queridas. De verdade, quero dizer, sem nenhum esforço de nenhuma das partes e geralmente depois de uma série de acontecimentos específicos que precisavam ter se passado para chegar ao ponto muito feliz em que efetivamente nos conhecemos.
      De acordo com Oliver Henry, “nenhuma amizade é acidental”. Quando penso em todos esses eventos, e no quanto eu sou abençoada por ter conhecido e mantido contato com as pessoas mais maravilhosas de que já tive notícia, concordo plenamente com ele. É raro encontrar quem te queira bem, ouça seus problemas, tente resolvê-los, conheça suas idéias mais bizarras, suas teorias mais ridículas e continue te amando! Não pode ser apenas sorte eu me esbarrar com uma certa e adorável freqüência esses anjos...
      Pra encurtar, eu amo tanto tanta gente! E me admiro por elas estarem aí pra mim... É uma condição natural, certo? Não estou sendo privilegiada pelo Universo? Porque tenho a sensação de que sim.

sábado, 16 de junho de 2012

Academia

Postado por MissHachi7 às 17:31 2 comentários
       Minha mãe me convenceu a começar a frequentar a academia depois que uma médica me disse que eu estava com riscos de morrer por ser tão gorda. Não foram essas as palavras da médica, mas tudo bem, porque o que ela quis dizer foi exatamente isso. Eu não estava nem ligando, porque para mim está tudo bem isso de ter pressão alta, colesterol alto e triglicérides alguma coisa, mas a mamãe não estava a fim de ter um filho a menos, e me "matriculou" numa dessas... academias.
       Os argumentos dela foram irrefutáveis: "ninguém vai ficar olhando pra você", "põe o fone de ouvido e malha", "é pro seu bem", etc. Então tá. No primeiro dia, eu estraguei um joelho [e pode me chamar de retardada, mas não foi fazendo musculação. Na verdade eu tropecei em uns halteres, caí e fim, eis uma articulação menos funcional], e fiquei com medo daqueles caras que levantavam 100kg com um braço só. Mas segui os conselhos da mamãe, desligando-me do mundo com meus fones de ouvido e os folk metal da vida, ia pra musculação numa boa, coisa linda. 
      Aí tudo bem, eu estava no segundo mês de atividades físicas (e, só pra constar, sentindo-me muito bem, com 7 quilos a menos, respirando melhor e mancando, mas no geral, inteirona), quando no meio de uma sequência em que eu trabalhava os bíceps (sim, eu sei que não parece, mas eu tenho), um cara desconhecido e que não frequentara a academia até aquele dia chegou e disse que eu estava fazendo aquilo errado, que devia fazer ASSIM *insira aqui a imagem mental de um cara com MUITOS músculos, fazendo um movimento com os braços que eu não consigo fazer nem com as mãos livres, quanto mais com um peso de 50kg*, e que estragaria meus músculos se continuasse fazendo do meu jeito. 
       Certo, ele estava sendo simpático, evitando que eu estragasse meus músculos. Ah, oquei, obrigada, vou tentar, mas VAI EMBORA. Não, brincadeira, eu só agradeci. Aí acabei desistindo daquela sequência e fui para os halteres, e estou lá, fazendo uma força desgraçada e tentando me lembrar de que número vinha depois do 59 e o mesmo cara reaparece, dizendo que eu também estava fazendo aquilo errado. Aí eu larguei tudo, fui embora e nunca mais voltei. 
        A MAMÃE DISSE QUE NINGUÉM IA FICAR ME OLHANDO!! Esse cara foi lá falar comigo, mas e quem só ficava olhando e criticando mentalmente? Foda-se!

Sinceramente?

Postado por MissHachi7 às 17:08 0 comentários
     Quando você foi embora, tanto tempo atrás, eu pensei que fosse ficar louca. Escrevi seu nome em todos os meus cadernos e minhas agendas ficaram repletas de poemas dedicados a você. Eu ficava acordada até muito tarde, olhando para a única foto sua que eu possuía, e imaginando toda uma vida com você, uma vida que eu sabia, em algum lugar da minha mente conturbada, que jamais se passaria de verdade. O quanto eu chorei, o quanto eu gastei em terapia para superar você e seu abandono? Ninguém faz ideia. E eu jamais contei isso para você, com medo de ouvir de novo o "mas eu não", como quando lhe contei, na quinta série, que gostava de você. Morrendo de medo que você dissesse: "já se passaram nove anos. Você parou no tempo?".
     Eu estava quase me esquecendo. Já havia esquecido o número do seu telefone, já havia jogado os cadernos fora, já havia escondido as agendas de mim mesma, já tinha parado de falar com meu terapeuta. Estava quase me acostumando a viver sem você, a viver em função das minhas próprias escolhas. E de repente você voltou. Você estava na mesma cidade que eu, e eu nem sabia. Claro que não, quem se importaria em me dar esse tipo de informação? Você estava tão perto, e não fez a menor diferença! O ar não ficou diferente, eu não senti nada mudar.
     Por um tempo, eu voltei a pensar que fosse ficar louca. Eu sabia de tudo o que estava se passando na sua vida e tudo me irritava, matava de ciúme e de inveja, massacrava meu coração e ria da minha cara de desespero passional. Aí você começou a namorar. Na hora eu pensei "COMOASSIM", mordi meu celular (o que, aliás, quebrou a lente da câmera), atirei tudo o que estava por perto na parede (meu gato sumiu desde então), gritei como uma lunática e escutei músicas deprimentes até apagar. 
      Quando acordei, quase 18 horas depois, respirei bem fundo e comecei a refletir. Eu vivi quanto tempo sem você? Minha vida inteira, já que nunca pude contar com a sua pessoa. Como eu estava? Bem, obrigada. Faltando alguma coisa, algum pedaço? Não, senhor. Eu preciso mesmo de você? Sinceramente? Não. Eis o momento libertador em que cortei todas as possíveis relações que eu teria com vossa senhoria. Eu não quis acreditar no TEMPO que passei me preocupando com alguém que não tinha a menor relevância! 
      Tudo bem, não é sua culpa toda a minha neurose. Eu sei que você deve estar pensando "mas eu nem sabia de tudo isso" ou então "puta que pariu, ela é louca", mas é só que eu adoraria que você soubesse que não estou mais gerando karmas, nem rogando pragas (não que eu já tenha feito isso, lógico), nem desejando que você goste de mim. Afinal, você nem liga! Então é melhor assim, livres um do outro! 

Com amor, etc.

Lista de afazeres deste domingo

Postado por MissHachi7 às 14:10 0 comentários
- Fazer a lista de amanhã [porque se eu não planejar, eu não faço. Se eu planejar, é provável que não faça, mas pelo menos eu tentei!];
- Continuar trabalhando no desenho da Monique [que já recebeu elogios, o que significa que pode ser que esteja ficando legal!];
- Escovar os dentes do Kiwi [porque pqp];
- Ler o livro do Lúcio [porque eu ainda não li e VAI QUE ESSA GREVE ACABA!];
- Ler o Manifesto Comunista [só pra alegrar esse dia lindo que sozinho não consegue acordar a besta que há em mim];
- Assistir o DVD do Roupa Nova [porque eu adooro chorar cantando, a voz fica MAIS desafinada, e o vizinho (que eu achava que era surdo) vem me explicar que eu não posso cantar tão alto assim];
- Lavar a louça;
- Procurar meu crachá [sem ele eu não entro na faculdade, mesmo que eu esteja com o jaleco bordado com um logotipo do tamanho do mundo, com uma pilha de livros da biblioteca, e toda rabiscada com o símbolo da psico e um "bixete folgada" na testa];
- Entrar no facebook nos intervalos das atividades acima [porque vício é triste].

Ainda acho que semanas de seis dias são mais bonitinhas. Domingo é mais inútil que eu. HAHA não, brincadeira, QUASE tão inútil quanto eu.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Minha prolixidade sobre a prolixidade

Postado por MissHachi7 às 18:06 1 comentários
        Definir conceitos subjetivos é uma tarefa cansativa e complicada, que pode gerar resultados risíveis e pouco explicativos. No entanto, a situação fica ainda mais delicada quando tratamos de sentimentos, já que por serem abstratos, não há possibilidades de quantificação e qualificação específicas. Por isso, não tentarei dizer em um só termo o que está se passando, muito menos resumirei de forma tosca toda uma infinidade de nuances que eu mal posso vislumbrar.
       Economizar palavras para economizar tempo é a economia mais absurda de que já tive notícias. Não que a concisão não seja uma virtude literária, mas na minha opinião, ser conciso sem ser claro é apenas uma forma de manter-se na sua preguiça mental e não precisar explanar melhor as ideias que se tem. Cobrar concisão dos outros é meramente tolher as capacidades de locução e criatividade alheias.
        A prolixidade pura e simples é bem chata, concordo. Mas aí já entra em outro conceito subjetivo: utilidade. Às vezes algumas pessoas consideram muito útil ter mais o que analisar para chegar a alguma conclusão com menos chances de erros de interpretação. Outras consideram o uso extensivo de palavras uma grande perda de tempo, de neurônios, etc. Estas últimas podem ser bem malvadas comigo. 
        Então, eu sou meio prolixa, admiro os concisos, não gostaria de ser um deles, não serei tão cedo. Nota-se.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Lembra da Marilyn?

Postado por MissHachi7 às 21:37 0 comentários
      Você não acha? Marilyn Monroe foi uma mulher de muita atitude. Mas não é dela que eu gostaria de falar (até porque concordo com quem disse que as citações de que alguém gosta diz mais sobre ele do que sobre o autor ou sobre a história de onde foram extraídas). Eu só acho que algumas palavras dela descrevem exatamente minha relação com muitos amigos. 
       Até porque, eu estava refletindo quanto aos apetrechos que nos fizeram usar quando entramos na faculdade, e deixando de lado tudo o que eu teria a dizer contra eles, cheguei à conclusão de que foram objetos que me ajudaram a identificar melhor os meus colegas de classe nos primeiros dias, e posteriormente ajudaram bastante a nos por em contato [para não dizer quase atrito] com os veteranos, que [às vezes gentilmente] vinham nos rabiscar por não utilizarmos aquela pataquada. Quero dizer, estávamos mesmo ridículos, era desconfortável, era difícil lembrar de colocar aquilo todos os dias, mas foi divertido. 
           Tiramos muitas fotos com aquela cara de Freud frustrado, morremos de calor, perdemos chapéus que voaram com o vento, quase matamos o cachorro que comeu o óculos [oquei, só o meu cachorro comeu o meu óculos]. No final das contas, a diversão por ter tido que usar toda essa paramentação foi muito maior do que o estresse de ter que comprá-la por um preço absurdo, compreendem? Não?
         Não que eu esteja fazendo uma apologia aos apetrechos, afinal, eu mesma só usei o meu por uma semana e fui rabiscada todos os outros dias. Só parei de ficar reclamando deles, já que não fui a única a ter que passar por isso, enfim. Acho que esse post é mais pra inspirar os meus futuros bixos HAHA. Relaxem! Como disse Marylin Monroe, "É melhor ser absolutamente ridículo do que absolutamente entendiante".
 

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