segunda-feira, 4 de junho de 2012

Filosofia random sobre criação dos filhos e etc.

Postado por MissHachi7 às 11:28

       Crianças são os pequenos lembretes de Deus de que nem tudo que é bom só mata ou engorda. De qualquer forma, é sempre revigorante ter um ou seis exemplares por perto. De verdade. Só uma criança pra dançar com você numa boa, sem preocupações do tipo “e se tiver alguém olhando a gente?” ou “estarmos totalmente fora do ritmo é um problema?”. Nunca vi ninguém (que não fosse uma criança) expressar tranquilamente suas dúvidas, sem medo de ser julgado como ignorante. Esses tampinhas têm uma habilidade para ser felizes, e para se tornarem pessoas esclarecidas e coerentes, que falta em todo mundo que cresceu.
       E é óbvio que a responsabilidade é de todos os moldadores de opinião. Pais, professores, babás, vizinhos nocivos. São essas as pessoas que, em vez de aconselhar e conduzir um crescimento saudável e progressivo, geralmente matam toda e qualquer tentativa da criança expressar sua criatividade, aniquilam todo o processo imaginativo e obscurecem as investidas prematuras no ramo da filosofia. Nem sempre por serem educadores cruéis, na maioria das vezes é porque eles também foram adestrados assim.
      Ah, e não estou exagerando. Todo mundo já levou bronca por perguntar demais, ou por colorir o elefante de roxo, ou por rabiscar a parede do quarto.
     E chega uma hora que esses sermões conseguem. Cansa tanto estar sempre errado, que as crianças passam a omitir de propósito esses arroubos de diferença, adaptando-se aos padrões e às expectativas. Tornando-se comuns e normais. Que ótimo, certo?
       Bom, dizem que sim. Que há um modelo a ser seguido e, quanto mais estivermos próximos a ele, melhor vivemos. Infelizmente, a vida ainda é mais fácil para quem cala seus verdadeiros pendores (ou para quem acabou asfixiando os mesmos), e quem tenta se expressar mais amplamente é taxado de rebelde, ou de louco. Não que não haja rebeldes e loucos. Mas tem muita gente que poderia ter mais “muiteza” , e que está vivendo amuada dentro dos padrões.
     Por isso, é ótimo ter contato com as crianças. É a única forma  de saber como é uma pessoa puramente espontânea, que ainda não se rendeu a exigências arbitrárias. Além do mais, é o jeito mais fácil de brincar com água e tinta sem precisar de motivos lógicos: “tá calor” e  tudo limpo demais, pronto.

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