quarta-feira, 4 de julho de 2012

Caminhada

Postado por MissHachi7 às 19:34
Quando me convenceram a começar com essa vida infeliz de exercícios, eu ainda estava vivendo minha fase rebelde (sim, não estou mais), então foi muito difícil para minha prima e minha irmã me convencerem a colocar meu moletom cor-de-rosa e sair para uma caminhada numa manhã de domingo. Aliás, é difícil me convencer a acordar numa manhã de domingo para comer chocolate e assistir FRIENDS. Foi quase uma missão impossível fazer isso pra me arrastar pela cidade usando apenas meus pés como meio de transporte.
                O primeiro dia foi o mais miserável da minha vida. Primeiro, porque eu não estava acostumada a andar numa velocidade mais alta do que “admirando-vitrines”, então as duas praticamente tiveram que me puxar para que eu conseguisse acompanhá-las (só pra deixar claro, as meninas têm respectivamente 14 e 11 anos, então é muita energia e vontade de ajudar acumuladas). Meus pés começaram a sangrar – malditos tênis bonitinhos e desconfortáveis. Eu queria chorar. E isso porque nós andamos por 1km. E elas só concordaram em voltar pra casa naquele exato momento se fôssemos correndo. Bastardas.
                A partir da segunda semana já não era tão terrível. Eu cobria meus pés com band-aids, então praticamente não sentia o atrito com o calçado-mais-desconfortável-do-mundo. Mas meu joelho sentia todo o resto do impacto, e eu mancava um pouco. Mesmo assim, estava me sentindo muito bem, já conseguia andar perto das meninas e só precisava ser empurrada/puxada/carregada às vezes!
                Meu irmão se juntou a nós um dia, mas logo vimos que não ia dar certo. Ele comentava sobre todo mundo que passava por nós. Era a coisa mais hilária do mundo, mas depois da sétima vez que eu tive que sentar nos banquinhos do ponto de ônibus pra rir, minha prima decretou que não o levaríamos de novo. Uma pena, porque eu adorei ter um motivo pra me sentar.
                Quando as aulas voltaram, ambas me abandonaram e eu pensei “YES! Nunca mais vou ter que caminhar!”, mas uma amiga minha (e, por sorte, quase vizinha, então eu não teria que andar muito mais do que ela) se dispôs adoravelmente para caminhar comigo. E eu pensei “Mano, que preguiça”. Mas fui mesmo assim, e foi o máximo.
                As caminhadas duravam menos do que deveriam durar! A gente ia conversando, rindo, trocando idéias e filosofando... Ocasionalmente observando os outros atletas de fim-de-semana. Tudo bem, eu observava o tempo todo. Ela ficava tentando me fazer manter o foco. E era muito divertido, porque mesmo quando eu começava a reclamar de sede, preguiça, dor, ou qualquer outra frescura, ela dizia algo como “DEIXA QUEIMAR!” ou “DESANIMA NÃO, UM DIA VOCÊ CHEGA NO 46”, e essas coisas fofas que me convenciam a levantar do meio da calçada e dar passagem pras outras pessoas.
                E eu sinto saudade disso. Quer dizer, era o que provava que caminhadas são saudáveis e, em situações bem específicas, podem ser divertidas também. Acho que vou voltar! 

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