quarta-feira, 25 de julho de 2012

Conto de ódio

Postado por MissHachi7 às 20:12

Nunca sorria para Rose quando ela estiver com raiva. Sente que você está rindo dela. E tem sua cota de situações que a deixam com raiva, constando “rirem de mim” entre os primeiros tópicos. Você não faz idéia do tamanho do ódio que toma conta de seu coração quando sente que está sendo desrespeitada. Ela não fica apenas magoada, mas também começa a tramar todo tipo de enredo psicótico para matar quem a desrespeitou.
                Não que ela seja uma pessoa que guarda mágoas. Não tem memória suficiente pra isso. Então se livra de quem lhe causa aborrecimentos na hora em que percebe que a pessoa será um pé no saco permanente. E não que goste de machucar ninguém, acho que só psicopatas gostam. Mas, admite, é revigorante ver esses bastardos pedindo perdão. Dá uma sensação de poder. Ah, sim, não que ela tenha feito isso muitas vezes antes. Agora ela apenas imagina, mas em sua cabeça, até os ecos dos gritos soam como trombetas gloriosas.
                Por dentro, Rose está constantemente fazendo massacres e protagonizando torturas terríveis. Por fora, mantém a calma e tenta ser razoável. No máximo grita com algumas pessoas que fogem do limite normal de idiotice... Acho que a maioria dos seus amigos a classificaria como “inofensiva”. Ela nunca contou para ninguém o quanto eu se sente pessoalmente ofendida com atos simples, como alguém não lhe desejar um bom dia, ou desligarem o telefone sem se despedirem dela. E quando se ofende, também não sabem que a reação é a revolta assassina, em vez do tradicional “estou chateada”.
                Talvez seja mais saudável. Se soubessem, poderiam fugir antes de terem a visão do seu ódio em toda sua magnificência e grandeza. E ela mal pode esperar por esse dia.

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