terça-feira, 17 de julho de 2012

Usando conselhos

Postado por MissHachi7 às 20:16

“Antes não ter do que ter pela metade...” – quando um amigo meu disse isso, pode ser que as motivações dele fossem muito diferentes das minhas [na verdade, tenho quase certeza de que eram, afinal, ele se orgulha de não ter quase nada em comum comigo]. Mas “nossas citações favoritas dizem mais sobre nós do que sobre as histórias e pessoas que estamos citando”, de acordo com John Green. Enfim. Estava aqui me lembrando da frase do Apollo, e refletindo sobre meus próprios aborrecimentos.
Eu nunca tinha pensado dessa forma. Sempre achei melhor ter pela metade do que não ter. Mas também não havia sido apresentada aos prós e contras desse tipo de decisão, e, portanto, não era uma agente consciente. Por isso, era [e ainda sou, porque não consigo operar mudanças de caráter e valores de uma hora pra outra, beijos] uma boba fácil de se levar. Muitas pessoas eram apenas “meio” amigas minhas e eu sabia disso, mas preferia tê-las por perto. Porque tinha [tenho!] medo de ficar sozinha.
Eu não tinha pensando nisso. É mesmo muito melhor não ter do que ter pela metade! De que vale um falso amigo, um falso amor, uma falsidade qualquer? Nada! Geralmente investimos sentimentos nesse tipo de barca furada das relações, e invariavelmente terminamos sentindo que falta algo em nós. Porque damos muito, e não recebemos nada. Ficamos com um déficit.
                Eu sou adepta da filosofia “doar-se sem esperar nada em troca”. Mas, como espírito imperfeito [e PÕE imperfeição nisso!] que sou, admito: é difícil ver como amor “investido” aquele que vai para um buraco negro. Porque né, quando você insiste em manter esses relacionamentos náufragos, sem esperança de resgate, você está pegando papeizinhos onde se lê “minha energia vital, meu amor puro e destilado, minha afeição e carinho” e pondo fogo. Na minha opinião.
                Aí decidi que vou passar a viver nessa de “antes não ter do que ter pela metade”. Não pra ser radical, imagine. Mas para ser feliz. Porque é melhor estar livre e desvinculado do que nos faz mal e consome nosso tempo. Porque, como muito bem me lembrou meu amigo José Curtiço, “o riso é livre, então vamos ser felizes”.

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