sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Uma raridade

Postado por MissHachi7 às 21:31 0 comentários

Quais as chances de se conhecer um Deus pessoalmente? Bom, quando se trata de acontecimentos improváveis, sou sempre uma candidata séria. Quais as chances de você esquecer sua garrafa de água em casa quando o ar condicionado da sua sala estragou e está um calor infernal lá? E assim por diante.
Mas enfim. Pense numa pessoa improvável. Digamos que ela tenha um QI acima da média (já é raro...), goste de axé (“como energia vital, não como gosto musical”), repleto de tendências esquerdistas, com talento para... basicamente tudo (exceto para a vida em sociedade, mas provavelmente isso estará resolvido em pouco tempo), que faça Medicina (aposto que o raio de busca já diminuiu bastante), com uma voz linda e conhecimentos de astronomia. Eis Deus.
Não me lembro do motivo porque comecei a chamá-lo Deus [lembro sim, só estou com preguiça de contar], mas como adequou-se perfeitamente, ficou assim. Acho que existem, lógico, algumas pessoas que aparentemente foram feitas com formas únicas. Tem gente que é tudo igual (nada contra), mas algumas tem o dom de ser completas obras de arte, incomparáveis! Pessoas que fogem até mesmo do convencional e você demora a saber se gosta delas. Porque o diferente dá medo. E Deus é muito diferente.
A começar pelo tom de voz, que dá calma. Depois quando fala de estrelas, e todos ficam em silêncio, no escuro, no meio da noite, no quintal, só escutando: “agora aquela estrela ali? A laranjada, mais brilhante? É Antares. E agora, estão vendo um pouco para cima? E ali, e ali? Tudo isso é a constelação de Escorpião.”. Quem é tão paciente? Mesmo quando está muito chateado, nunca desce o vocabulário para muito aquém de “que isso, filha?”. Às vezes, sim. Mas raramente.
E quantas pessoas mereceram estrelas da sorte? Tá certo que algumas merecem e ainda não ganharam (AINDA), mas Deus ganhou muitas. Com um panda. E eu só estou falando sobre tudo isso porque realmente achei que uma pessoa tão importante merecia ser mencionada, descrita (pobremente, afinal Deus é muito mais do que eu possa dizer). Enfim. Esquerdista, sempre do lado esquerdo do peito. Porque finais bregas são legais.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Filosofia de loucura

Postado por MissHachi7 às 23:23 0 comentários

Você sabe que está estressado quando começa a chorar com coisas idiotas, como alguém sendo legal com você (“você me emprestou a sua lapiseira? Sério? Nossa, que gracinha, obrigada! [lágrimas, lágrimas, lágrimas de emoção, lágrimas]”). Apesar dos conhecidos pontos positivos do estresse (algo a respeito de nos manter alertas quanto à competição, à sobrevivência, tanto faz), tenho vivido nessa corda bamba e devo dizer: vantajoso ou não, meus nervos estão em petição de miséria, e sinto que vou chorar rios se mais alguém for gentil e me perguntar se estou bem. Porque por mais que esteja, não sinto como se estivesse.
Não é engraçado como o que realmente importa para nos confortar ou infernizar é só o que sentimos? Quer dizer, os fatos podem me provar do contrário seis vezes, mas se na minha cabeça o que faz sentido é minha hipótese, que diferença faz alguém ficar arrotando FATOS na minha cara?
Talvez seja seguindo essa lógica que muitas pessoas tenham enfim compreendido os “loucos”. Afinal, o que nos conduz em qualquer situação sempre é a nossa compreensão da mesma. Se nós a compreendemos de forma equivocada, acabamos agindo errado, fazendo escolhas estúpidas, espalhando indelicadezas. Bom, todos já passamos por momentos assim, em que uma interpretação errada leva a um sentimento de desconforto, como se fôssemos inadequados.
Os “malucos” vivem nesse estado de “inadequação” (o que é extremamente relativo, mas abordarei a questão depois), pois apesar de presenciarem os mesmos acontecimentos que todos os outros “normais”, sua interpretação é totalmente obtusa, já que a sua compreensão está alterada. É como se eles usassem filtros diferentes para as lentes da câmera [através da qual vemos a vida, porque estou filosófica hoje], enquanto os outros continuam sempre com as mesmas, evitando chegar ao ponto de usar lentes estranhas demais, que não os permitiriam enxergar tudo como “é”.
No fim, acredito que todos usam “lentes”, e cada um simplesmente regula seus paradigmas para o que é real e aceitável só seguindo a maioria. Preguiça infinita de quem adota comportamentos alheios de propósito. Muita pena de quem nunca considerou a hipótese de que as lentes que usa pra ver o mundo estejam fora de foco. Mas não me levem a sério. Estou muito estressada, talvez tudo o que eu estou dizendo seja apenas fruto das minhas lentes borradas.

Sobre perfume

Postado por MissHachi7 às 23:14 0 comentários

Apesar de estar consciente do fato de ninguém ligar para minhas teorias, aqui vai mais uma. Acredito firmemente no poder dos perfumes de influenciar relações pessoais, atitudes, níveis relativos de coleguismo e disposições de ânimo. E eu nem vendo nada.
                Não que eu pense que algum perfume possa mudar sua vida. Bom, talvez mude se você fabricá-lo, for bom demais, e isso o torne muito rico. Aí sim. Mas se for só para usar alguma essência, não conte com milagres. São extratos de frutas, flores, ervas e madeiras, não gotas do poder divino.
Voltemos à minha teoria. Baseada em observações nada científicas, posso afirmar que pessoas cheirosas têm uma leve propensão ao sucesso interpessoal. Mas quem duvidaria disso? Uma das melhores sensações do mundo é ser abraçado por alguém com um perfume que nos agrada. Na impossibilidade de um abraço (por exemplo, a fonte do aroma dos deuses é seu chefe, ou seu professor, ou seu colega muito sério que não te dá moral), só de se estar no mesmo cômodo já se tem a sensação de estar de passagem pelo Nirvana – mesmo com minha tendência ao exagero.
Quem anda sempre cheiroso (além, óbvio, da impressão saudável de higiene em dia) costuma ser recebido com satisfação, e com isso acaba sendo querido e geralmente consegue mais boa vontade dos que o cercam – logicamente, estou considerando uma pessoa com um mínimo de simpatia e articulação social; não adianta mergulhar uma vadia em perfume, ela vai continuar sendo uma vadia, e pior, uma vadia que causa alergias. Minha observação é puramente um adendo às boas maneiras e aos livros de Dale Carnegie sobre “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, nada que seja muito sério, mas também nem tão desprezível...
Uma pessoa cheirosa se sente mais confiante para se aproximar dos outros (“Ah, vou tentar falar com ele hoje, talvez ele me chame para sair quando perceber minha essência doce, porém refrescante, de lótus marinho polar...”), e os efeitos da autoconfiança nem estão em discussão no que tange o desempenho de qualquer um, em qualquer intenção.
Mas essa lenga toda é só porque eu quebrei um vidro de perfume aqui no quarto e agora tudo está com cheiro de sol, inclusive eu. Sucesso, aguarde-me, SEU LINDO. [se eu conseguir convencer UMA pessoa no PLANETA INTEIRO a usar perfume com essa postagem, terá valido a pena!]

Ciumentos

Postado por MissHachi7 às 22:44 0 comentários


Sempre que sinto ciúmes (aproximadamente duas vezes por dia, com duração de 5 horas cada crise, coisa pouca), minha polipolaridade manifesta-se em interessantíssimas discussões. Assim, decidi compilar alguns momentos marcantes das reflexões e picuinhas de hoje.
                - Ciumentos: são somos a pior espécie de psicopata vivente. Afinal, nada melhor do que alguém cego de ciúme para cometer os famosos (e assustadoramente freqüentes) crimes passionais, fora todo tipo de desconforto que ser perseguido pode gerar.
                - Se, cada vez que o alerta mental para traição de um ciumento fosse acionado, um sinal sonoro muito intenso começasse a soar:
                a) Nunca mais saberíamos o que é silêncio no mundo.
                b) As vítimas Os objetos do ciúme poderiam perceber mais facilmente que estão gerando implosões na alma do ciumento.
                c) Poderíamos ser condenados por crime ambiental (poluição sonora).
                d) Passaríamos vergonha e no fim não faria a menor diferença.
                - O que seria mais simples para resolver nossos problemas seria uma franqueza quase rude: “Olhe, você está aí encarando meu namorado há quase dois minutos. Algum problema? Se sim, desembuche que eu resolvo. Se não, rasga daqui ou vai conseguir um.” – Claro que a afabilidade e a doçura mandam um abraço para quem costuma aderir a essa solução. Mas todo ciumento sonha em dar um passa-fora algum dia.
                - Eu deveria me envergonhar de sentir ciúme. Se nosso amor é recíproco, confiança veio no pacote, certo? E quem me ama nunca me trairia, enganaria, menosprezara, ignoraria ou trocaria. Daí, conclui-se que eu não preciso querer pisar em todos os que se aproximam dele sentir ciúme, nem ficar policiando tudo, vigiando e desperdiçando meu precioso tempo com stalk amador. É só tentar maneirar com a psicose e seguir em frente. Teoricamente, lógico.
                - Por um lado, todo ciumento tem um talento secreto para descobrir qualquer coisa que queira. No entanto, obviamente essa só é uma boa notícia para nós. Por outro lado, todavia, alguns alvos objetos de ciúme também são exímios encobridores de tretas. No fim, estamos empatados.
Só para constar, antes de uma ciumenta doente, sou uma pessoa que ama muito. E devo ressaltar: não importa o tamanho do seu amor nem a gravidade do mau comportamento do seu alvo, somos todas legais demais para a prisão por perseguição e prisão domiciliar.
 

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