quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Filosofia de loucura

Postado por MissHachi7 às 23:23

Você sabe que está estressado quando começa a chorar com coisas idiotas, como alguém sendo legal com você (“você me emprestou a sua lapiseira? Sério? Nossa, que gracinha, obrigada! [lágrimas, lágrimas, lágrimas de emoção, lágrimas]”). Apesar dos conhecidos pontos positivos do estresse (algo a respeito de nos manter alertas quanto à competição, à sobrevivência, tanto faz), tenho vivido nessa corda bamba e devo dizer: vantajoso ou não, meus nervos estão em petição de miséria, e sinto que vou chorar rios se mais alguém for gentil e me perguntar se estou bem. Porque por mais que esteja, não sinto como se estivesse.
Não é engraçado como o que realmente importa para nos confortar ou infernizar é só o que sentimos? Quer dizer, os fatos podem me provar do contrário seis vezes, mas se na minha cabeça o que faz sentido é minha hipótese, que diferença faz alguém ficar arrotando FATOS na minha cara?
Talvez seja seguindo essa lógica que muitas pessoas tenham enfim compreendido os “loucos”. Afinal, o que nos conduz em qualquer situação sempre é a nossa compreensão da mesma. Se nós a compreendemos de forma equivocada, acabamos agindo errado, fazendo escolhas estúpidas, espalhando indelicadezas. Bom, todos já passamos por momentos assim, em que uma interpretação errada leva a um sentimento de desconforto, como se fôssemos inadequados.
Os “malucos” vivem nesse estado de “inadequação” (o que é extremamente relativo, mas abordarei a questão depois), pois apesar de presenciarem os mesmos acontecimentos que todos os outros “normais”, sua interpretação é totalmente obtusa, já que a sua compreensão está alterada. É como se eles usassem filtros diferentes para as lentes da câmera [através da qual vemos a vida, porque estou filosófica hoje], enquanto os outros continuam sempre com as mesmas, evitando chegar ao ponto de usar lentes estranhas demais, que não os permitiriam enxergar tudo como “é”.
No fim, acredito que todos usam “lentes”, e cada um simplesmente regula seus paradigmas para o que é real e aceitável só seguindo a maioria. Preguiça infinita de quem adota comportamentos alheios de propósito. Muita pena de quem nunca considerou a hipótese de que as lentes que usa pra ver o mundo estejam fora de foco. Mas não me levem a sério. Estou muito estressada, talvez tudo o que eu estou dizendo seja apenas fruto das minhas lentes borradas.

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