segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Historinha

Postado por MissHachi7 às 18:57

Sabe aquela necessidade de fazer algo bem feito quando alguém está fazendo errado? De tomar o lápis do irmão mais novo pra escrever as respostas por ele, porque a vagareza dá agonia e você sente que vai morrer se ele fizer um Q parecido com um G outra vez? Pois é. Não tem problema ser assim. De verdade, não há leis contra isso (ou há?), não somos considerados doentes (ou somos?). Mas tem horas em que até eu percebo que estou passando dos limites.
Como aconteceu nesse final de semana: um cara que estava na minha sala no vestibular tinha o cabelo comprido. Mandaram o camarada prender as madeixas, ele não queria, aí insistiram tanto que ele aceitou que trouxessem um elástico. E então ele olha atônito pro acessório e diz “eu não sei amarrar o cabelo”. Risadas gerais. "Cê tá brincando, né?", "Nem tô, sei fazer isso não", aí a fiscal vai lá e prende. Muita boa vontade da parte dela, devo dizer antes de mais nada, afinal eu teria gritado “Larga de migué! Ninguém fica com o cabelo desse tamanho sem ter precisado deixá-lo seguro numa partida de futebol! PEGA ESSA PORRA DESSE ELÁSTICO E AMARRA ESSA...” e assim por diante. Mas aí, no fim do processo, que foi muito ligeiro e improvisado, ficaram dois cachinhos de cabelo soltos, e ele ficou parecendo um judeu ortodoxo. Nada contra, só ficou engraçado. E eu tive crises de riso e vontade de ir lá e fazer uma trança raiz nele durante a prova toda.
Não tem nada de filosófico nisso, eu só precisava contar pra alguém que isso aconteceu. Fim.

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