sábado, 29 de junho de 2013

Teoria de Quarto

Postado por MissHachi7 às 11:19 4 comentários
Um quarto é como um relacionamento.
Você se sente confortável nele, mesmo com todos que estão de fora dizendo que não é possível que você consiga viver feliz no meio de tanta bagunça.
Você realmente gosta de estar ali, e defende o estado dele com unhas e dentes.
Um dia você nota que algumas coisas realmente o incomodam do jeito que estão.
Outro dia, mais coisas estão espalhadas.
Chega uma hora em que está tudo tão fora do lugar que você decide rearranjar tudo. É uma DR.
Você tem todo o trabalho do mundo para deixar tudo arrumadinho, mas em pouco tempo já está uma zona - e a culpa é de quem? 
Da própria pessoa que se matou para deixar tudo da melhor forma possível. 
Sou uma otimista quando se trata de relacionamentos.

Habilidades sociais: ERROR 404 - not found

Postado por MissHachi7 às 11:02 0 comentários
Eu constato minha falta de habilidades para lidar com seres humanos quando vejo pessoas que amo chorando. 
Entro em pânico e as chances de eu começar a chorar também são muito altas. Geralmente a pessoa para de chorar pra tentar me consolar.

Percebo que não sirvo para tratar com gente quando consigo, num instante, convencer alguém a fazer exatamente o oposto do que eu quero, por um lapso na habilidade de comunicação. 
Do tipo "haja o que houver, não leia meus posts de 2009, por favor!". Lógico que foi e leu.

Noto que meu lugar é no meio de livros e não de pessoas quando magoo alguém enquanto tento ser animadora.
"Não fica assim, lembra de todas as outras vezes em que as coisas deram errado e também foi culpa sua? Você não superou e conseguiu voltar e fazer de novo?". Foi péssima.

Fico sem palavras na hora em que deveria me manifestar. 

Tento ser engraçada e estrago tudo. 

Fujo de contato visual.

"Bom, pelo menos você serve pra ficar perto de animais?"
Não.
Eu tenho medo da maioria e nojo do resto.
 

Só gosto de gatos.
E meu pai não me deixa ter nem um.

Meu lugar é aonde quer que não haja bios.




 Não tem problema, eu vou continuar arruinando minha vida e a alheia. 
Porque não consigo ficar sozinha.
Ninguém é uma ilha, já disse alguém famoso. 

Estou trabalhando meus distúrbios, desculpa, me deixa ficar.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Quem de nós dois

Postado por MissHachi7 às 17:24 0 comentários
Eu e você...
Não é assim tão complicado,
Não é difícil perceber...

Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer?

Se eu disser
Que já nem sinto nada...
Que a estrada sem você é mais segura...

Eu sei, você vai rir da minha cara.

Eu já conheço o teu sorriso,
Leio o teu olhar.
Teu sorriso é só disfarce...
O que eu já nem preciso...

Sinto dizer que amo mesmo;
Tá ruim pra disfarçar.

Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos...

No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos...

E quando eu falo que eu já nem quero,
A frase fica pelo avesso,
Meio na contra mão...

E quando finjo que esqueço,
Eu não esqueci nada.

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais...
E te perder de vista assim... é ruim demais.

E é por isso que atravesso o teu futuro,
E faço das lembranças um lugar seguro...

Não é que eu queira reviver nenhum passado,
Nem revirar um sentimento revirado,
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida...

Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar...
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa,
Falar só por falar...

Que eu já não tô nem aí pra essa conversa,
Que a história de nós dois não me interessa...

Se eu tento esconder meias verdades,
Você conhece o meu sorriso,
Lê o meu olhar...

Meu sorriso é só disfarce,
O que eu já nem preciso...

(Ana Carolina)

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Desistir

Postado por MissHachi7 às 13:14 3 comentários
Já falei de um teste de personalidade que fiz? Entre muitas outras coisas, lá consta que tenho essa tendência.
Deixar pra lá quando fica difícil.
Começar outra jornada sem concluir aquela em que estou.
Quando vi essa parte do resultado do teste, comecei a chorar.
Porque é algo em que eu já havia reparado em mim, lá no fundo da cabeça, mas não admitia.
Um pouco por vergonha, um pouco por descaso mesmo.
Abandonei tudo o que me entediou, cansou, desafiou. Mesmo quando era algo útil ou necessário.
Reconhecer isso de uma vez, claro e pronto, me assustou.
Fiquei ofendida comigo.
Que feio! Você desiste porque fica entediada? 
Mas, cara, é.
Cursos, ambientes, pessoas.
Céus.
Desistir sempre foi a minha saída. Literalmente.
O problema é que agora eu estou pensando...
Muitos planos que eu tinha feito estão fracassando ao mesmo tempo.
Este é o pior momento por que já passei.
  • Estou sozinha de novo.
  • Não passei no vestibular de novo. Em nenhum.
  • Não consigo emagrecer.
  • Não sei dirigir.
  • Não me sinto motivada para nada.
Eu quis (eu ainda quero) abandonar toda essa merda.
Estou morrendo de vontade de desistir.
Mas tem essa vergonha inédita na minha cara.
Tem minha mãe. Meus amigos. Até o Apollo.
Todo mundo acreditando em mim, cada um de um jeito.
Com piedade, encorajando, desafiando sarcasticamente.
Espero não ser filha da mãe o suficiente pra decepcionar todo mundo de novo.
Desistir não é uma opção agora.



terça-feira, 25 de junho de 2013

Chateada

Postado por MissHachi7 às 15:13 0 comentários


Essa galera que fica se achando...
É porque já se perdeu.
Malas.

Amor cura?

Postado por MissHachi7 às 14:59 1 comentários

"O amor não cura ninguém, mas é a certeza de não adoecer mais sozinho." Fabrício Carpinejar

   Quando estou gripada, a última coisa de que preciso é alguém perto de mim, verificando de perto minha coriza, minhas olheiras, meu mau humor atacado, meu cabelo rebelde e minha voz anasalada. Apesar disso, fico muito carente e cheia de frescuras, motivos pelos quais meu irmão "mede" minha chatice logo da porta do quarto. 
   Ele faz alguma pergunta. Se eu respondo meio miado, ele vê que estou no estado de espírito "precisando de amor", entra, traz remédio, faz carinho, traz remédio, arruma as cobertas, faz carinho, brinca. Se eu respondo rosnando, ele só joga o remédio pra dentro do quarto e deseja melhoras, vai embora sem ter que lidar com minhas patadas. Esse amor é do tipo que cura, tanto fisicamente quanto psicologicamente.
   Por outro lado, algumas pessoas simplesmente não sabem como eu funciono quando doente, porque não me conhecem mesmo. Daí para fazerem tudo errado é uma questão de milésimos de segundos, e cabe ressaltar que não estou dizendo que estou sempre certa ou que sei agir corretamente em todas as situações. Mas pense bem: se estou deitada na mesa, com uma blusa de frio enrolada na cabeça, e você consegue ouvir a música dos meus fones de ouvido a seis passos de distância, isso significa "venha me cutucar"? 
   É amor também, eu sei. É uma forma de demonstrar amor, isso de querer saber, querer consolar, querer fazer carinho mesmo quando estou rosnando. Eu sei... É só que eu recebo amor de forma diferente. Gary Chapman já falou sobre isso. Cada um demonstra diferente, percebe diferente. Mesmo quando vêm me cutucar, causando irritação e me tirando da pseudo-zona de conforto. Eu vejo que é uma forma de se importar, e em algum ponto do meu coração, fico grata por isso. Meu ponto é só esse: amor não cura o tempo todo. Mas sempre faz bem.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Amor ameaça

Postado por MissHachi7 às 21:04 0 comentários
Ameaça acabar com sua paz.
Mas te faz dormir melhor à noite.
Ameaça sua solidão.
Você nunca mais vai conhecer uma zona de conforto.
Mas preferirá esse desconforto ao marasmo de antes.
Ameaça roubar seu tempo.
E você quer que leve mais ainda..
Ameaça te abandonar.
E às vezes abandona mesmo,
para voltar e ameaçar mais.
Ameaça ser pra sempre,
nunca é.
Ameaça cuidar de você.
Ameaça quando não consegue.
Ameaça estar sempre por perto
e é um alívio quando está,
e um desespero quando não.
Ameaça, ameaça.
Mas é amor.



quarta-feira, 19 de junho de 2013

Deve ter sido amor

Postado por MissHachi7 às 22:28 0 comentários
Deve ter sido amor, mas acabou agora

Deixe um suspiro no meu travesseiro,
Deixe o inverno no chão...

Eu acordo sozinha, tem um silêncio no ar
No quarto e em toda parte.
 
Toque-me agora, eu fecho meus olhos
E me perco em sonhos...


Deve ter sido amor, mas acabou agora.
Deve ter sido bom, mas perdi de alguma forma.
Deve ter sido amor, mas acabou agora...
Do momento que nos tocamos até o tempo que correu...


Faço de conta que estamos juntos,
Que estou abrigada pelo seu coração...

Mas por dentro e por fora estou desabando
Como uma lágrima na palma de sua mão.

E é um duro dia de inverno
Eu sonho...

Deve ter sido amor, mas acabou agora...
Era tudo que eu queria, agora estou vivendo sem.

Deve ter sido amor, mas acabou agora
É para onde a água flui;
É para onde o vento sopra.

(Roxette)

terça-feira, 18 de junho de 2013

Saudade

Postado por MissHachi7 às 17:32 0 comentários
  O problema com o passado é que ele invariavelmente parece melhor que o presente. Mesmo que o hoje seja um inferno e o ontem também, o inferno de ontem vai parecer mais ameno que o de hoje. E isso o torna uma pessoa saudosista e nostálgica, características que causam náusea. Exceto em idosos, porque aí é só fofo e um pouco triste.
   Há várias formas de lidar melhor com o passado, e como eu estou sem nada pra fazer gosto de ajudar, vou compartilhar umas crenças pessoais:
- resista à tentação de se mergulhar em pensamentos nas horas em que você precisa estar acordado e consciente [como aulas de Geometria Analítica que são um porre importantes e complicadas de compreender se não tiverem nossa paciência atenção plena e dedicada]. Devaneios são divertidos, mas invariavelmente uma imagem nos remete ao passado e daí para a nostalgia é um suspiro só. Evitemos.
- peça aos seus amigos mais próximos para tentarem não falar sobre o que te dá saudades. Mesmo que no começo você precise ameaçá-los de morte pedir com muita veemência, insista no ponto central: aquilo o magoa, o atrasa, e eles com certeza não querem magoá-lo e atrasá-lo ao mesmo tempo. A não ser em alguns casos específicos, mas eu não quero falar nisso agora.
- lembre-se sempre de que tudo o que aconteceu com você teve um motivo, por mais que não seja possível identificá-lo no momento. Isso não significa que você precise se conformar, significa que você deve aprender com o tapa na cara a lição que a vida lhe concedeu e seguir em frente conhecendo melhor a si mesmo e aos outros, com menos chances de errar! Lálálá!
- ao pensar com carinho em algo que já passou, concentre-se em duas coisas: foi ótimo, e essa sensação de felicidade e afeição deve continuar com você; o momento já passou, e você deve deixá-lo ir! Algumas coisas acontecem na nossa vida simplesmente pra mostrar que ainda há detalhes alegres pra colorir os dias - não para nos agarrarmos a elas como se nunca mais fossem se repetir. É uma filosofia rasa e lugar-comum, mas verdadeira: temos que nos desprender de algumas âncoras emocionais para alcançarmos outros mares [detesto metáforas assim].
- não se sinta mal por se flagrar miando de saudade por algo que aconteceu. É assim que decidimos o que queremos para o futuro (comparando com o que já tivemos e aprovamos ou não).
   Em resumo, não entre em pânico por estar se sentindo assim. O choro é livre.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Elefantes

Postado por MissHachi7 às 15:57 0 comentários
   Depois de um longo tempo sem abraços ou conversas amistosas, Lúcio apareceu aqui em casa para comermos chocolate e trocarmos ideias acerca da vida, do universo e tudo mais. Juntamente com sua presença adorável, ele me trouxe um elefantinho indiano pendurado num chaveiro. Fofo, verde, brilhante, miúdo como as coisas que tocam o coração por alcançá-lo mais fácil.
   Eu me apaixonei pelo presente. Mesmo agora, um mês de distância, ainda me pego admirando o quanto o elefante é bonito, e parece mesmo trazer sorte e alegria. Lúcio me trouxe sorte e alegria.
   E foi engraçado o semi-susto que algumas pessoas levaram. Nossa, ela ganhou um elefante, será que ficou ofendida? Risos. Eu não me senti ofendida, não. Foi o Lúcio quem me deu, oras! Como me ofender? E se eu fosse um terço do que esse elefantinho é, em metáforas de afeto e carinho, iria era me sentir muito elogiada. 
   Saí em busca de outros elefantes para me cercar. Estou com um anel e brincos de elefante. Tem quem ache graça, "um elefante com elefantes dependurados". Eu também acho. Espero que, ao menos a longo prazo, caiba em mim toda a fofura associada. O tamanho já está aqui, baby.

Esperança

Postado por MissHachi7 às 13:40 1 comentários

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Jardinagem

Postado por MissHachi7 às 09:41 0 comentários
   Um dos prazeres mais bonitinhos que há é a jardinagem (diz isso pra quem é da região das monções), e se você for filosofar um pouco a respeito, vai acabar percebendo que há todo um conjunto de atitudes e traços de personalidade associados a quem gosta dessa atividade. [Se você não concorda, eu não ligo desculpe-me, tentei abranger as pessoas que eu conhecia].
   Por exemplo, em geral são pessoas que se importam em ser úteis. Mesmo que a utilidade seja para as plantas, isso está fora de discussão. Não sei de quem goste de cultivar flores, e não se esforce para que tudo esteja minimamente bem organizado, cuidado, harmônico. 
   E talvez seja uma coincidência, mas essas pessoas costumam ter uma empatia gigante. Sentem imensamente a dor e a alegria alheias, e eu creio que deve ter algo a ver com a energia que rege a lida com vegetais superiores. Vai saber.
   Quem se dedica ao trabalho semi-artesanal e voluntário com jardins costuma ter pouca paciência com pessoas. Possivelmente, acostumam-se tanto a ficar com quem não reclama de estar recebendo esterco, que ouvir respostas incomode um pouco. Mas é só uma teoria minha.
   Jardinagem é tão terapêutico e gera tantos vícios quanto escrever, observe: acostumamo-nos a ficar calados, ou no máximo monologando vigorosamente com nossas ferramentas e com o fruto do trabalho (flores ou palavras). Ambos exigem uma concentração metódica, mas dedicada e sutilmente prazerosa. Tratamos nosso labor como bem entendemos, e, no máximo, lemos manuais para saber se não está completamente errado. No fim, saímos arrumando tudo do nosso jeito, e se fica torto, mandamos todos os críticos irem pra casa do caralho sentimos orgulho do mesmo jeito, porque é muito nosso. E eu também tomo preguiça de pessoas depois de muito tempo escrevendo. 
   Ah, esqueça, estou sendo arbitrária.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Levemente Intrigada

Postado por MissHachi7 às 22:41 2 comentários


   Eu devia ter reconhecido toda a situação previamente.
   Devia ter compreendido tudo só pelo abraço.
   Carinho demais, calor de menos.
   Abraço de piedade. De despedida.
   Eu estava, como sempre, abraçando de coração aberto.
   Nem senti as portas fechadas do lado de lá.
   Aliás, mesmo depois que tomei consciência desse afastamento, ainda fiquei agarrada àquele abraço por horas.
   Ele já tinha ido embora e eu ainda estava de pé, no mesmo lugar, abraçada a ele, a lembranças, a sei lá o quê.
   Acho que o problema, honestamente, é que eu sou simplista.
   Se eu gosto de Alguém, o máximo que espero de volta é que Alguém goste de mim.
   E o mínimo que espero é que Alguém não me abandone em momentos críticos.
   Claro que nada é tão fluido assim, o mundo faz questão de ser complexo. Não apenas pra mim, eu sei. Mas tenho um leve ressentimento contra esse tipo de circunstância. O não-alinhamento de posturas quando se trata de amor e relacionamentos me cansa e contraria. É de propósito? É pra massagear o ego, pra satisfazer o orgulho, pra ser “feliz”? Bom, então pelo menos alguém saiu ganhando.
   Estava chateadíssima. Agora só levemente intrigada.

Resquício

Postado por MissHachi7 às 21:23 0 comentários
Como eu cheguei a esse ponto?
Olhando para baixo, não acho que terei mesmo coragem de pular. Se eu não tenho coragem de enfrentar o que me inferniza, e nem de acabar com isso, eu sou oficialmente uma covarde?
Não sei se eu quero voltar. Acho que a situação perfeita para mim é exatamente esta aqui. Nem vivendo, nem morta. O limiar. O quase. Mas não posso continuar parada. Alguém vai reparar que estou namorando demais a vista. Dá cócegas no diafragma.
Mesmo que reparem, alguém viria falar comigo?
Duvido muito. Pedindo socorro, ninguém veio. Estou só aqui parada. Não farei falta, não causarei problemas. O rio vai me levar e minha incapacidade de nadar vai fazer o resto. Um arrepio percorre minha espinha. A água deve estar gelada a esta hora.
Bonito. Até o medo da temperatura da água está sendo uma desculpa. Talvez eu realmente não tenha coragem de pular. Talvez eu seja tão medrosa que preciso enfrentar a vida e seus problemas [e meus problemas] no seco?
Na verdade [e agora quem fala é alguma autoestima que acabou de acordar], acho que eu sou é corajosa, sim. Prefiro dar a volta por cima (que expressão besta!), e lidar com as merdas advindas das minhas decisões do que fugir, acabar com qualquer possibilidade de mudar o rumo que tudo tem tomado e nem sequer ter um velório decente.
Minha mãe vivia me dizendo sobre as consequências do suicídio para o espírito desencarnado. Será que eu já passei por essas consequências em alguma outra vida de que também quis sair mais cedo? Porque a mera perspectiva me dá frio na barriga. Deve ser resquício. Sei não.
Dou uns passos pra trás e à medida que me afasto da beirada, minha respiração vai voltando ao normal. Sinal de que é a decisão certa? Viro-me e caminho de volta a minha vida chata, cheia de alívio.

Não importa como cheguei a esse ponto, importa ter conseguido seguir em frente apesar dele.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Dia dos namorados II - Possessiva

Postado por MissHachi7 às 14:00 2 comentários
"O amor não está na posse, está na apreciação." Osho

   Apesar de a experiência provar largamente que pouca gente [quase ninguém] aprecia possessividade exagerada, e apesar das muitas citações bonitinhas sobre o quanto devemos deixar as pessoas livres para que elas voltem se forem nossas, e apesar de toda essa besteira ter um apoio popular assustador, estou aqui pra representar quem não dá a mínima para essas teorias poliamoristas, esses papos de confiança ilimitada e rir de quem ainda compartilha essas coisas no Facebook. Mesmo que, com isso, eu esteja representando apenas a mim mesma.
    Um ano se passou e cá estamos nessa palhaçada de Dia dos Namorados de novo. Não é recalque, juro, até porque ano passado eu ainda não sabia como era ficar com alguém, e agora que eu sei, não é lá grande coisa. Data comercial, esse tipo de mimimi que todo mundo é obrigado a ouvir e ler esses dias. Então não quero falar sobre nada disso. Estou só mencionando pra não dizerem que não falei das flores.
   Minha treta hoje é só com esses protetores ferrenhos da cultura do "ciúme não". Afinal, se ciúme é "a reação complexa a uma ameaça perceptível a uma relação valiosa ou à sua qualidade", esse sentimento já está associado a algo no mínimo positivo, que é considerar o objeto do ciúme algo valioso. Daí pra obsessão é um passinho só, mas vamos logo correr para dentro da psicose. Gente possessiva não gosta menos, nem se importa mais: só é mais sensível aos estímulos externos.
   Honestamente, os sintomas são a pior parte. Nem tanto pelo ressentimento, mas pela comparação com a rival. Por mais que não haja traição, a menor possibilidade de alguém ser melhor do que você já aciona todo tipo de cadeia de pensamentos:

- você já visualiza a vadia roubando seu namorado, e o mala te dando o fora mais cruel do planeta;
- já planeja como evitaria isso, o que leva a sub-etapas:
         - mandar a vadia para outro plano outra cidade;
        - nunca mais voltar aonde vocês a conheceram;
       - literalmente amarrar o seu amor e impedir que ele consiga encontrá-la de novo.

   Mas falando sério, estava conversando com o Eduardo e a Nice semana passada e eles disseram umas coisas que me deixaram pensativa. Como estudantes de Psicologia, sempre têm assuntos que prendem a atenção, mas esse era edição de luxo: como funcionam reforços positivo e negativo num relacionamento. Eu não sei exatamente quais os termos, então vou ser bem primata pra explicar. Os ex-colegas que me perdoem as baboseiras [e corrijam-me!].
   Ataques de ciúme são reforços negativos, e se associados a reforços positivos vindos da "melhor-que-você", isso pode implicar um abandonar-navio por parte do parceiro. Faz muito sentido. Não é tão simples assim, mas a parte complexa em que se discute que o amor não é o motivo, mas o efeito, é demais para mim. Alguém deve ter escrito a respeito. Pesquisarei depois. Isso, na minha opinião, só prova que a maioria prefere o caminho mais curto. Se eu sou grudenta e ela te mima e dá ares de liberdade, você vai me largar pra ficar com ela? 
   FAÇA-ME O FAVOR!
   É mais fácil, mais lógico e compensador em termos punitivos eu simplesmente buscar uma pessoa mais compreensiva e menos propensa a traição. Sim, porque existem pessoas assim. EU sou assim! Por que seria a única? Conheço possessivos e como os entendo plenamente, não me incomodo nem um pouco com a atenção e com o "grude". Até gosto. [Espero que essa postagem não seja usada contra mim no futuro HAHAHA]. E não sou nem um pouco propensa à trair, porque né? Não tenho nem UM pra chamar de meu, quanto mais dois. 
   Sou sim a favor dos ciúmes e da possessão demoníaca  possessividade. Nesse Dia dos Namorados, lembre-se de mandar aquele abraço para a pessoa louca maníaca por controle que você ama (ou que te ama!).

PS: Se você não conhece meu devaneio do ano passado, clica aqui (Dia dos Namorados I - Tônus Muscular)!

sábado, 8 de junho de 2013

Imbecis

Postado por MissHachi7 às 11:06 0 comentários
"Ao contrário de Flaubert, que julgava ser a asneira privativa de seu tempo, penso que é uma característica largamente distribuída: já havia imbecis no tempo do Homem de Neandertal. 
Se hoje são mais numerosos, é simplesmente em razão do crescimento demográfico." Umberto Eco

   Nem me diga. Idiotas são simplesmente o gênero mais podre da população terrestre. E nem sequer me refiro aos que tendem à inconveniência por instinto - quer dizer, há que se defender quem não faça por mal-, mas aos que nadam em hipocrisia e teimam em emporcalhar o mundo com sua babaquice pelo simples prazer de arruinar o dia alheio e ir contar para os amigos babacas.  
(Eu estou bem.)
   Se um dia de 24 horas pode parecer durar 39, é por causa deles.
  Afinal, apenas chatos de galochas decidem grudar em alguém que já demonstrou claramente não querer companhia. Apenas malas sem alça precisam ser empurrados para todos os lados para irem a algum lugar e fazer alguma coisa, apenas gente aborrecida dá palpite no que ninguém perguntou, só quem não tem NADA pra fazer além de ser um pé no saco é que se esforça pra tornar a honestidade um defeito (me "contando" que eu sou gorda, quer dizer, VÉI, VAI SE FODER).
   Então, não adianta pensarmos que estamos blindados contra pessoas enjoadas, porque elas estão em todo lugar, falam o que querem e o que não precisam, reproduzem-se como ratos e devem viver muito, porque há injustiças nessa Terra.
   O melhor a fazer é ser indiferente (porque sentir raiva, ficar puto da vida, estressar-se como estou fazendo agora é um cultivo desnecessário de futuro câncer), ter pena [sim, porque pense: estão fadados a ter a própria companhia eternamente! HAHAHA] e agradecer o fato de ainda haver quem salve nossa fé na humanidade.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Se ao menos...

Postado por MissHachi7 às 21:39 0 comentários


Andando por aí atordoada
Estive longe por dias...
Falando sobre como é sensacional
O labirinto em que estou,
Olhando por debaixo de pedras 
Em busca de respostas...
Mas tudo que achei
Foi silêncio e chão sujo.

Se ao menos você pudesse me ver agora...
Se ao menos você pudesse me ouvir,
Se ao menos fosse minha vez, agora...

Ouça com um pouco mais de atenção
Pois os corações dizem a verdade;
Não é só um pistão em um máquina
Que te mantém em movimento.

Parece que você está procurando alguma coisa,
E agora você está cercado pelo silêncio...

Silêncio, silêncio, silêncio...

(KT Tunstall)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Poesiando

Postado por MissHachi7 às 17:52 0 comentários
Fiz um poema pra você.
Com rimas, e em inglês.
O que foi ainda mais difícil.
Não vou mostrar, lógico, você riria.
De novo.
Mas foi um poema dolorido.
Doeu muito colocar você para fora em palavras,
porque estava muito preso a mim.
E eu estou com saudade.
E em cada palavra eu mostrei isso.
E você nunca vai saber.
E eu queria muito que soubesse,
mais do que detestaria ver você rindo de mim.
De novo.

(Você pode ler o poema, quando quiser
nos meus gestos, nos meus olhos...
Tentando colocar você para fora em vida.)

Metáfora

Postado por MissHachi7 às 17:43 0 comentários

Não vale a pena permanecer num carro parado
só porque nele está tocando uma música boa.
Não quando há a possibilidade de encontrar, mais à frente,
um carro que toca música excelente
     e anda.


 "Eu prefiro sofrer a sentir nada."

"Se você não me ama, finja"

Postado por MissHachi7 às 15:44 0 comentários
 
Se isso não me leva a lugar algum,
   eu não preciso ficar sofrendo por sua causa.
É bem mais simples ir a lugar nenhum sozinha.
 

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