sexta-feira, 14 de junho de 2013

Jardinagem

Postado por MissHachi7 às 09:41
   Um dos prazeres mais bonitinhos que há é a jardinagem (diz isso pra quem é da região das monções), e se você for filosofar um pouco a respeito, vai acabar percebendo que há todo um conjunto de atitudes e traços de personalidade associados a quem gosta dessa atividade. [Se você não concorda, eu não ligo desculpe-me, tentei abranger as pessoas que eu conhecia].
   Por exemplo, em geral são pessoas que se importam em ser úteis. Mesmo que a utilidade seja para as plantas, isso está fora de discussão. Não sei de quem goste de cultivar flores, e não se esforce para que tudo esteja minimamente bem organizado, cuidado, harmônico. 
   E talvez seja uma coincidência, mas essas pessoas costumam ter uma empatia gigante. Sentem imensamente a dor e a alegria alheias, e eu creio que deve ter algo a ver com a energia que rege a lida com vegetais superiores. Vai saber.
   Quem se dedica ao trabalho semi-artesanal e voluntário com jardins costuma ter pouca paciência com pessoas. Possivelmente, acostumam-se tanto a ficar com quem não reclama de estar recebendo esterco, que ouvir respostas incomode um pouco. Mas é só uma teoria minha.
   Jardinagem é tão terapêutico e gera tantos vícios quanto escrever, observe: acostumamo-nos a ficar calados, ou no máximo monologando vigorosamente com nossas ferramentas e com o fruto do trabalho (flores ou palavras). Ambos exigem uma concentração metódica, mas dedicada e sutilmente prazerosa. Tratamos nosso labor como bem entendemos, e, no máximo, lemos manuais para saber se não está completamente errado. No fim, saímos arrumando tudo do nosso jeito, e se fica torto, mandamos todos os críticos irem pra casa do caralho sentimos orgulho do mesmo jeito, porque é muito nosso. E eu também tomo preguiça de pessoas depois de muito tempo escrevendo. 
   Ah, esqueça, estou sendo arbitrária.

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