sábado, 13 de julho de 2013

Como as coisas funcionam

Postado por MissHachi7 às 09:34
   Eu quero falar sobre a ordem das coisas dentro do âmbito do que não é oficial nem sério nem útil. Se você procura respostas efetivas, não leia. Ou leia para rir do quanto eu sou vaga a respeito de... ah, você sabe. Das coisas.
   Primeiro, eu constatei que eu sou um repelente de pessoas (isso significa que eu repilo pessoas? Repilo? Essa palavra existe?). Juro. Quando eu estou no meu lugar, fazendo o que tenho que fazer, pronta pro que for necessário, disposta, animada, cheia de vontade pra ajudar, ser útil, fazer acontecer, o caralho a quatro, ninguém chega perto. Acho que tanta energia pra viver assusta a galera.
   Mas no dia em que estou com cólicas demoníacas, dor de cabeça, preguiça pura e destilada, ou não apareço, ou sumo por três minutos para ir ao banheiro, o mundo sente minha falta e vai atrás de mim. É sério, eu posso ter saído há dez segundos, chegam no mínimo três pessoas perguntando pela minha pessoa. Até lá em casa. Se estou no meu quarto, decorando a parede ou pintando caixas ou lendo ou qualquer coisa que eu possa parar, ninguém me ama e ninguém me quer. Mas se eu saio para ir ao cinema ou começo a resolver um simulado [que não posso parar por uma questão de cronometragem], todo mundo bate na minha porta metafórica (porque não tem porta no meu quarto) e precisa de mim. Quer dizer, qual o sentido?
    Segundo, qual é a do telemarketing? Eu não trabalho, eu não tenho dinheiro, eu dependo da minha mãe até pra comprar chiclete sem açúcar, diga-me COMO eu poderia pagar uma mensalidade de 45 reais para falar ao celular? Ah, Aline, não tem como eles saberem que você vive nessa pindaíba, estão só fazendo o trabalho deles, nossa, como você reclama. Cara, mesmo depois de eu dizer que não posso, não quero, não preciso, não tô a fim, eles continuam e continuam e continuam [ad infinitum]. E não dá pra simplesmente desligar na cara deles, porque é falta de educação e isso eu evito, não importa o que a concorrência esteja espalhando por aí. Então tenho que dar uma desculpa boa o suficiente, educada o suficiente, rápida o suficiente e verossímil o suficiente. Do tipo, nossa, meu gato caiu do telhado, deixa eu ir ali ver, beijo
   Sim, eu me despeço do pessoal do telemarketing mandando beijo. Sou um amor.
   Terceiro, como de repente as coisas dão certo? Não que eu esteja reclamando, credo, hosanas ao destino, mas surpreende um pouco todas as partes da vida estarem em pedaços e em uma semana esses pedaços irem pro lixo e serem reciclados e voltarem na forma de uma vida bem diferente da que era antes, mas bem mais encaminhada e cheia de possibilidades. Não é uma apologia necessariamente à minha vida [mas é], a questão é que quando continuamos trabalhando e nos esforçando, e tentando não deixar a peteca cair (que expressão besta pra alguém que nunca jogou peteca), tudo vai achando um rumo, ou mudando de rumo para outro melhor.
   FIM da teoria semi-autoajuda-pseudo-intelectual de hoje. Beijo.

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