quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Faculdade! Morar fora! Vida social! -n

Postado por MissHachi7 às 19:44 0 comentários


 Estou indo morar em outra cidade, sem meus pais. E muitas pessoas estão meio "uhul, liberdade, hein?" e eu sinceramente não estou tão empolgada, porque:

- meus pais vão me sustentar. Isso não soa nem um pouco "liberdadeiro" para mim;
- há realmente poucas coisas que eu queira fazer e não possa morando com meus pais [mas são coisas legais... vou criar uma lista sobre isso algum dia];
- estou muito acostumada com coisas como ter muitas pessoas por perto o tempo todo, cozinhar para seis, sempre ter alguma zoeira como plano de fundo;
- 12 abraços por dia me mantêm viva, sem eles acho que a média cairá pra um, no máximo;
- minha ideia de noite perfeita cabe tranquilamente aqui em casa [livros, comida, edredom, seriados, internet].


   Além do mais, conhecendo-me como eu me conheço [meio mal, acho que Apollo conhece melhor, mas agora ele tem uma namorada e não tem tempo de me ajudar mais], sei que se tiver liberdade plena como a galera tá pensando que é bom, eu conseguiria mais dores de cabeça que qualquer outra coisa. Alguns caras com quem saí já me criticaram vigorosamente por isso. "Você nunca tem vontade de sair sem avisar? De não dever satisfações?". Bom, eu não sei por que eu quereria isso, se é bem mais confortável saber que tem quem saiba aonde você está o tempo todo sem precisar postar nada no Facebook. 

   Aí as pessoas acham que meus pais me criaram assim. "Você fala isso porque aprendeu que isso é o certo, e nunca experimentou". Não experimentei mesmo, mas sabe o que é, não tenho vontade de experimentar. E meus pais não me criaram assim. Tanto é que meu irmão mais novo é totalmente diferente de mim. Ele tem 16 anos e sai numa boa já faz um tempo, e só conta depois aonde estava. 
   Algumas vezes eu me perguntei por que eu não fazia isso também, mas então me respondi que não tem lugar nenhum a que eu queira ir tanto assim. Nem com quem ir. 
  Meu irmão é popular e está no fim do colegial. Eu nunca tive uma galera grande, nem recebia muitos convites pra sair. E não recebo, então "não sair" tem várias origens. Mas quando quero sair, eu peço, e se deixarem eu vou. 
    Até porque o único lugar para o qual eu vou é o shopping. E pensando a respeito, a galera lá deve me achar uma vadia, porque cada vez eu vou com um cara diferente. Bom, tanto faz. Eu tenho muita preguiça de sair. Eu vou tentar ao máximo convencer todo mundo de que o melhor a fazer é ficar em casa, comendo e vendo seriados [funciona por um tempo, depois eu passo a viver de pijama/moletom e acho que isso é broxante]. Então aqui eu posso ser dependente, ter "menos liberdade" e fazer o que eu quero mesmo assim. 

   Por isso, relaxem, eu não estou empolgada com a ideia de morar sozinha, em particular. Estou mais preocupada em sobreviver ao curso. Vida social? Não se sente falta do que nunca se teve.

Pervertidos da Internet

Postado por MissHachi7 às 17:08 0 comentários
   Bom, hoje eu tive mais uma confirmação a respeito da maldade das pessoas. Ah, Aline, só hoje? É, PORRA, eu gosto de acreditar que algumas pessoas são legais e gostam de mim! A questão é que. Que. Desde sempre eu pensava que era tão ridiculamente feia e gorda que ninguém devia gostar de mim. Não, calma, eu sempre tive amigos. É, mas sabe como os caras vão parar da Friend Zone? Eu sempre paro na Bro Zone. Os caras SEMPRE acabam me tratando como um deles. Enfim, tudo bem até aí, não faço questão de pegar meus [agora irmãos] amigos, mas cara, que droga. 
   Com isso, cheguei à conclusão [meio atravessada, concordo] de que qualquer cara me dizendo como eu era linda, inteligente, fofa e se interessasse por mim em qualquer nível acima da irmandade, era minha última esperança e eu devia me agarrar a ele como, porque no mundo não havia nada melhor pra mim! Quais as chances de alguém gostar de mim? Nulas! Um cara aleatório disse que gostaria de ficar comigo? Oh, Deus, um louco, agarre-o antes que desapareça em uma nuvem de fumaça, cantando músicas obscenas, Aline! Triste, né. E parece exagero porque sou eu quem está contando, mas eu namorei sério o primeiro cara que disse que me amava sem me chamar de "mano" depois. 
   O meu objetivo aqui é destacar algo que talvez seja óbvio para algumas pessoas, mas que só acertou minha consciência há algumas horas. Eu não tenho que ficar com qualquer cara que diga que gosta de mim. Nem você. Até porque CARAS podem ser MALVADOS. 
   Lembra do cara lindo que morava longe e que me bloqueou em todas as redes sociais? Bom, adivinhem, ele começou a dar em cima de uma amiga minha [hahaha pois é, a filha da putagem never ends], e ela me contou o que ele falou pra ela... ADIVINHEM. Exatamente as mesmas coisas que disse pra mim, quando nos conhecemos. E sim, ele ainda tem uma namorada. 
   Quer dizer, eu fui extremamente sincera quando gostei dele, e mesmo agora [aliás, até duas horas atrás] ainda gostava dele. Mas ele simplesmente montou um teatrinho e reproduz o mesmo para TODAS as garotas que conhece pela internet. Bom, espero que a namorada dele descubra algum dia. Não sou quem vai dar uma de demônia e ir lá contar, porque né? não quero me meter mais nessa história. 
   Levou algum tempo para esse fato ser digerido [sim, porque eu ainda não digeri, então enfim, suponho que mais um dia ou dois resolva o problema]. 
   
Por que as pessoas fazem isso?


   Não, sem moralismos, eu já fui filha da puta algumas vezes, já deixei pensarem que eu estava apaixonada quando não estava, mas assim que percebi o tamanho do estrago que poderia causar, desmanchei tudo e me esforcei do fundo do coração para que não ficassem dúvidas a respeito. E para que não acontecesse novamente. 
   Mas esse tipo nojento que seduz porque acha legal, honestamente, deve ter algum distúrbio psicológico tão ferrado, uma mente tão grotesca e uma moral tão deturpada que me faz perder o rumo da situação! 
   Estou me esforçando para não odiar. De verdade.
   Mas pensemos coletivamente a respeito do tipo de karma que um cara assim gera. Pensemos em quantas pessoas ele magoa. E não estou dizendo isso apenas porque fui uma das machucadas com a história. E a namorada dele? E ele? Que tipo de amor ele espera receber assim? 
   Um cara que procura por mulheres com problemas de carência e afetividade para usá-las merece a vida que tem. Viver com tesão por alguém que não vai pegar, filho da puta. Estou negativamente surpresa com o quanto isso é comum! Sim, porque saí perguntando e tem MUITAS pessoas que passam por isso! E depois dizem que a zoeira não tem limites. O que não tem limites é a tara doentia desses pervertidos da internet. Caralho. 
   Agora que as acusações foram feitas, vamos para as conclusões!



(A parte que todo mundo gosta, porque significa que está acabando)

- Não busque amor em lugares como a internet. É como procurar amor sincero em puteiros.
- Não me doutrine sobre como você encontrou o amor da sua vida pela internet. Parabéns pra você. 
- Não use suas palavras para cativar corações se não tem intenção de mostrar seu coração. Filho da mãe.
- Não pense que não merece o melhor. Merece. Porque eu estou dizendo.
- Não aceite relacionamentos insatisfatórios por pensar que é o máximo que vai encontrar nessa vida. 
- Crie um pouco de amor por você antes de buscar esse amor de que sente falta no mundo lá fora. 
- Acredite, existem mais pessoas interessadas em partir seu coração do que pensa - não permita que elas consigam fazer isso.
E se nenhum dos meus conselhos for ouvido, façam o que quiserem, mas voltem para ler isso aqui: 
EU AVISEI.


PS: quer falar sacanagem online? Quem sou eu pra julgar? Só não se iluda. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Aviso: estou sendo irônica nessa postagem

Postado por MissHachi7 às 23:16 0 comentários


Como uma pessoa positiva [aham] e muito otimista, gosto de pensar que algumas das minhas atitudes iluminam a vida alheia ou levam algum alívio, do tipo "não sou o único maníaco no mundo", "ainda bem que mais alguém pensa assim" ou "cara, nunca tinha pensado nisso, que massa". Mesmo que esses pensamentos não passem pela cabeça de ninguém, eu gosto de acreditar nisso, licença? Obrigada, de nada. Enfim, da mesma forma que gosto de me iludir com esse tipo de coisa, imagino que existam no mundo tipos bizarros como eu, que também gostem de acreditar em coisas que não são verdade. E quando algumas dessas ilusões inocentes são baseadas em comportamentos meus, acho de bom tom permitir que a coisa se estenda indefinidamente. Aliás, acho até meio fofo vê-lo achando que é minha única opção. Continue pensando assim e me tratando como lixo, eu fico feliz em fazer seu ego se sentir melhor. Sou um ser humano fantástico. Sério. Prossiga. Lindo.

Como não terminar um relacionamento

Postado por MissHachi7 às 22:45 0 comentários
   Crianças, eu não sei fazer nada direito, mas se não sirvo como bom exemplo, sirvo como bom aviso. Então aqui vão formas perigosas/estúpidas/desnecessárias de se encerrar um relacionamento, para que vocês se inspirem positivamente para a vida. 
    ANTES DE MAIS NADA: Não sejam filhos da puta
   Não façam com os outros o que não querem que façam com vocês. Se a vida de vocês foi ferrada por alguém no passado, lembrem-se de não ser quem ferra a vida de outra pessoa hoje. 
   Algumas das ideias aqui são mesmo indiretas, mas quem liga? É meu blog! Eu falo o que quiser, fodam-se com amor.


- diga que Deus mandou você terminar com ela;
- diga que a culpa das coisas não darem certo é dela;
- diga que você precisa fazer uma viagem muito longa pra "Felicidade" e ela não pode ir com você. Se ela perguntar por que não, diga que ela acabaria mudando o nome do lugar;
- diga que você quer terminar para não estragar a amizade que resta entre vocês;
- diga que você preferia sua vida antes de conhecê-la;
- diga que você acha que deviam sair com outras pessoas;
- diga que seus pais não aprovam o relacionamento de vocês;
- diga que o Universo não conspira mais para que vocês fiquem juntos;
- diga que ela o está atrasando nos seus planos de vida;
- marque compromissos com ela e desmarque sempre;
- diga que quer se casar e ter nove filhos em nove anos;
- simplesmente suma: pare de ligar, responder mensagens, visitar - se possível, peça para os seus amigos agirem como se não o conhecessem se ela perguntar por você;
- diga que descobriu uma nova orientação sexual, e que não se sente mais atraído por ela, particularmente;
- faça um drama desnecessário sobre algum problema simples e diga que esse é o motivo para terminarem;
- conheça alguém mais atraente e permita-se escolher aparência sobre companheirismo e respeito;
- diga que não gosta da forma como o gato da família o encara;
- cante "kiss with a fist" e reclame que o amor de vocês nunca é selvagem.

PS: "ela" = pessoa. HAKUNA YOUR TATAS.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Pânico pré-engenharia

Postado por MissHachi7 às 21:00 0 comentários
   
Escutando umas músicas depressivas do caralho, irritada com a vida e com o que ela não faz por mim, quis chegar a raiz de todo mal e claro que a conclusão foi de que é tudo culpa minha. Porque pensemos todos juntos, caminhando e cantando e seguindo a canção [que é "Someone like you", da Adele, chorem comigo], o que está infernizando meus pensamentos ultimamente?
   Estou com medo de não conseguir acompanhar a turma na Engenharia, porque todo mundo que me conhece sabe que meus conhecimentos matemáticos são existentes porém complexados por anos e anos de uma descrença malévola nos poderes da álgebra, ou seja, eu não sou retardada, mas também não sou exatamente boa nisso - e de quem é a culpa? minha! 
   Liguei minha boa vontade no very hard e baixei livros de pré-cálculo, pra tentar começar a pegar no tranco. Eu chorei. Literalmente, com lágrimas, soluços,  negações e acusações. Creio que em três horas eu não apenas não aprendi porra alguma, como desaprendi muito do que eu sabia superficialmente. Alguns dos meus neurônios cometeram suicídio de puro medo do futuro. Dia 17 pode demorar a chegar, não temos pressa, obrigada.
   Mas acha que isso fez com que eu desistisse? Não, porque eu sou extremamente teimosa quando se trata de ferrar comigo mesma e insistir no que me faz sofrer e que talvez, algum dia, tenha resultados positivos. Enfim. Voltei no básico do básico do básico. Funções de primeiro e segundo grau. Matrizes. Logaritmos. Quando senti que estava menos despreparada, peguei novamente os livros de pré-cálculo, e nada fazia muito sentido [o fato de eu estar usando um material escrito em português de Portugal não tem nada a ver com isso] então eu voltei a chorar e parei com a tortura. Falei com uns futuros colegas e todos foram definitivos: larga de ser besta, aproveita suas férias, vamos sofrer todos juntos quando aulas começarem, para de martírio. Oquei.
   Isso não diminuiu meu medo. Na verdade, piorou. Porque se todos estão dispostos a enfrentar tudo só quando for obrigatório, é porque estão confortáveis com a ideia de se exporem à matéria. Eu não tenho essa tranquilidade, estou morrendo de ansiedade, sei que vou me foder sem amor. Além disso, todas as páginas que falam de Engenharia avisam que minha vida vai acabar nesse futuro próximo graças ao cálculo e a todas as outras matérias, e que não vou poder dormir nem pegar garotos [não que eu pegue muitos sem a engenharia, mas enfim, é uma previsão triste, achei que com o tempo fosse melhorar] nem ter vida social nem nada do tipo.
   E tudo isso sem contar com os lindos queridos maravilhosos veteranos [vai que tem algum lendo] que estão prometendo altas travessuras para minha recepção... e o fato de ter que andar 4 km por dia pra ir pra aula. E estar fora de casa. E só conhecer duas pessoas lá. E ser gorda. E feia.
   E eu achava que a pior parte seria não ter um time de rugby na cidade. Preparem-se para um mimimi violento a partir de março, crianças.

O que eu faria por amor - f5

Postado por MissHachi7 às 11:52 0 comentários

* Admitiria amar [o que é difícil, nem vem];
*  Acordaria mais cedo pra dar tempo de conversar antes de sair pro mundo;
*  Ficaria sem dormir para poder estar junto por mais tempo [sono pra mim é sagrado, sacrificar minhas horas de estado alterado de consciência é uma honra pra qualquer um – ou devia ser];
*  Conversaria sobre assuntos detestáveis, se meu amor quisesse;
*  Faria uma serenata, com todos os adereços ridículos que o evento pede;
*  Escreveria uma música, mesmo que para isso precisasse recrutar todos os meus amigos que sabem diferenciar uma partitura de um caderno de caligrafia;
*  Cantaria músicas que eu não conheço só porque ele gosta;
*  Estudaria algo de que não gosto e que não entendo para poder explicar para ele;
* Cozinharia coisas legais mesmo fora de datas importantes;
* Faria caminhada junto;
* Tentaria julgar menos as manias esquisitas;
*   Andaria 5 km FÁCIL se fosse necessário para encontrá-lo (mas se passar ônibus por perto, aquele abraço);
*  Deixaria de cantar alto, se isso o irritasse demais;
*  Diminuiria meu ciúme para níveis humanos;
* Admitiria que preciso mudar algumas coisas em mim, mas não mudaria porque ele também devia me amar incondicionalmente;
* Contaria piadas idiotas só para que ele conseguisse rir um pouco em dias ruins;
* Faria questão do bom-dia, boa-noite, porque amor é dar até a atenção supérflua;
* Admitiria visitas fora do horário convencional para bater com a agenda dele;
* Escutaria músicas-lixo só para não ignorar os links que ele mandar;
* Emprestaria meus seriados - mas antes sugeriria assistirmos juntos;
* Assistiria seriados que não fazem sentido para podermos passar mais tempo perto;
* Aceitaria animais de estimação bizarros, e deixaria chegar perto dos meus gatos;
* Pentearia o cabelo, em ocasiões especiais;

* Escreveria listas toscas sobre os motivos pelos quais amo.

Bom, à medida que eu for inventando, acrescento aqui. 
À medida que for percebendo que tem coisa que não vale a pena, risco aqui.

Cadê o próximo?

Postado por MissHachi7 às 11:34 0 comentários
Tô estranhando não ter nenhum cara pra stalkear, pra conversar, pra sentir que é pra sempre, ficar apaixonada, começar a ficar grudenta, assustar, sentir falta e criar neuras a respeito... 

Como assim, vida, tá me dando um tempo? 
Não quero, mande o próximo.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Colega de quarto FDP

Postado por MissHachi7 às 17:29 0 comentários
  

 Nunca foi um problema para mim ter que dividir quarto. Sério, desde pequena, sempre precisei dividir meu espaço, meu quarto, meu guarda-roupa. Com meu irmão, quando éramos crianças, com a Ananda, depois com Ananda e Ayana. Enfim. Aprendi a compartilhar minhas coisas, a ter paciência, a controlar instintos agressivos e a não reclamar da bagunça que fazem, até porque eu também faço bagunça de vez em sempre
   No entanto, o último mês tem sido um inferno, porque essa colega de quarto chegou sem avisar, instalou-se confortavelmente e não me deixa dormir! Consigo ouvir os passos dela a noite INTEIRA, e sempre que chego, lá está ela! 
  Pensei assim, sempre que eu chegar vou fazer bastante barulho, que assim pelo menos ela some da minha frente. Mas não, não importa o quanto eu bata os pés ou jogue minhas coisas no chão com violência, ela sempre está me encarando quando entro no quarto. Filha da puta. Ontem encontrei livros meus que ela estragou. De propósito. 
   Num ataque de raiva, atirei um tênis nela. Com a mira fabulosa que tenho, acertei um quadro, que caiu e quebrou. Vadia
   Admito, tentei matá-la. Várias vezes. Já pedi ajuda. Mas quando levo qualquer outra pessoa para o quarto, ela não está lá. Procuramos em todo lugar, nada. E estão me chamando de louca, porque de vez em quando acordo de madrugada com o barulho dela, e quando acendo a luz, ela está terrivelmente perto. E eu grito mesmo, porque QUEM tem paz e consegue dormir com algo assim por perto? Tenho dormido com as minhas irmãs para evitá-la. Sim, ela me TIROU do MEU quarto!
   Hoje vou lançar mão da minha última esperança. Espalhar veneno em tudo. Quero ver se agora ela não morre. E faço questão de encontrar o cadáver. Barata desgraçada.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Más ideias

Postado por MissHachi7 às 22:36 0 comentários
O tempo todo encontramos pela internet guias muito práticos a respeito de como fazer as coisas darem certo, porém venhamos e convenhamos, não costumam funcionar, porque se fosse para vivermos com manual de instrução, cada um nasceria com o seu, e todas as coisas que a gente ferra para dar cor ao nosso dia a dia não existiriam. Então, fugindo do lugar-comum, inovando [pf, nada] venho aqui dar dicas do que NÃO fazer! O resto vocês podem inventar e se divertirem, obrigada, de nada.



- comer para preencher vazios que obviamente não são fome;
- conversar sozinha na rua quando tem alguém olhando;
- passar rímel e delineador pretos quando parece que vai chover/chorar;
- usar brincos pesados demais [a não ser que você queira uma fenda vertical na sua orelha, claro];
- sair de salto alto sabendo que vai sambar por la noche;
- comer uvas com açúcar;
- guardar coisas no chão;
- ter um calango de parede de estimação;
- deixar crianças brincarem com fita adesiva ou clipes de papel;
- apaixonar-se por personagens fictícios;
- apaixonar-se por colegas de sala;
- apaixonar-se;
- brincar de misturar maquiagens [da sua irmã] com água;
- deslizar sobre o piso de madeira usando dvds como patins;
- dar apelidos idiotas para suas amigas e usá-los na frente dos seus pais;
- "deixar sua mão assinar cheques que sua bunda não cobre";
- postar no blog a respeito da sua vida particular;
- ouvir "All the things she said" [a não ser que queira ficar com ela na cabeça para o resto da eternidade e mais um dia, se quiser, vá em frente];
- achar que sua vida depende de um objetivo só;
- postar indiretas no facebook e esperar que o alvo não faça nada [tá pensando que tenho sangue de barata];
- andar sozinho à noite;
- tornar-se dependente do que não consegue manter por perto [pessoas, drogas, comidas, objetos];
- cantar músicas que falam palavrão em línguas diversas na crença de que ninguém vai entender;
- responder seu gato em voz alta quando ele mia;
- confiar em todo mundo;
- contar da sua vida pra quem acabou de conhecer;
- deixar sua irmã mais nova virar fã do Luan Santana;
- convencer sua família inteira de que vai parar de comer chocolate [a não ser que queira todos vaiando quando comer um];
- colar fotos na parede do quarto com cola;
- emprestar livros autografados [nunca voltam];
- comer nutella usando chocolate em barras como colher;
- esconder os óculos do seu irmão de noite e esquecer de devolver antes de ele ir pra aula no dia seguinte;
- ir pra academia, chegar em casa e comer como se o mundo fosse acabar;
- falar "eu te amo" dois dias depois de conhecer a pessoa, mesmo que ache que é verdade [saporra assusta];
- generalizar;
- despedir-se de alguém dizendo "beijo" e não beijar de fato [aliás, que porra é essa?];
- deixar coisas pequenas estragarem seu dia/sua noite/sua vida;
- tentar correr sem sutiãs confiáveis;
- preocupar-se mais com as aparências do que com a essência;
- beijar no primeiro encontro [porra, faz o que eu DIGO, não o que eu faço];
- ficar se iludindo a respeito dos sentimentos alheios [sério, a gente não tem certeza nem dos nossos! não faz isso com você! gosto tanto de você!];
- chorar até dormir sem ter tomado banho;
~em expansão~

PS: eu sei que faço metade das coisas que disse pra não fazerem, mas é exatamente por conhecer os efeitos que posso dar conselhos assim! Se fosse ideia boa eu vendia...





terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Como se sentir melhor

Postado por MissHachi7 às 22:06 1 comentários

se você está ferido
- vá ao hospital.
se você está se sentindo mal por alguém ter abandonado você depois de mil promessas de amor
- entre pro clube ouça músicas românticas, entenda que ter o coração partido é parte do pacote pra se estar vivo.
se você se perdeu dos seus amigos no meio do Shopping, está sem celular e vocês não têm um ponto de encontro para casos assim
- chore vá para o McDonalds mais próximo, tome um sorvete, relaxe; se eles não voltarem para procurar por você, pelo menos voltarão para comer e o encontrarão por acaso.
se você levou um susto
- respire fundo e tente rir a respeito, se não der certo, assuste outra pessoa - o susto, assim como piadas ruins, para de fazer efeito na gente quando passa pra frente.
se não tem nada pra fazer
- pense positivo: "nada" é melhor do que ter que lavar a louça, estudar pra seis provas e dois trabalhos pra entregar!
se todos o convenceram de que não sabe fazer nada
- convença-se do contrário, observe o que sente prazer em fazer e veja seus talentos bem na sua frente [pornô conta].
se partiu o coração de alguém e está se sentindo um idiota
- você É mesmo um idiota ouça músicas do tipo "sou foda" e compreenda que existem muitos malas filhos de rapariga tolos seres como você [inclusive eu].
se não sabe o que escrever mas precisa escrever
- faça listas que não vão servir pra nada, são estimulantes. 

HAIKAI 48

Postado por MissHachi7 às 17:21 0 comentários
Quando a gente morre de amor
também devia ser crime passional,
não depressão de sonhador.

Ser "a outra"

Postado por MissHachi7 às 17:00 0 comentários
   Todos estamos acostumados com a Hachi se dando mal quando se trata de amor, e relacionamentos, e outras encrencas análogas. Mas se alguém pensou que ela já havia se superado, estava muito enganado. Ela sempre contraria as expectativas, e sempre vai mais longe para se dar mal, palmas pra essa lerda (acho que está bem claro, mas se alguém não sabe, eu sou a Hachi, mas é mais fácil falar mal de mim na terceira pessoa).
   Lembra daquele cara que morava longe pra caralho e eu até estava fazendo contagem regressiva pra encontrá-lo? Lembra, sim. Então, ele me excluiu do Facebook e me bloqueou em todas as redes sociais existentes, então não tem problema eu contar agora! O nome dele era (ou é? não sei, como vou saber se ele está vivo? me bloqueou até no whatsapp...), e o motivo pelo qual não nos falamos mais é a minha bipolaridade, muito prazer, meu nome é Aline.
   Não que eu não goste dele, não que ele não goste de mim [pf, eu sou incrível, como ele não haveria de gostar?], é só que eu sou um iôiô mental. O tempo todo preocupada a respeito das coisas que poderiam dar errado. A começar pela namorada dele. É. Enfim. Acho que ele ficou chateado por isso me chatear. 

   Porque é horrível ser "a outra". Sim, até pela internet. Isso me dava arrepios. Eu tinha nojo da minha cabeça, porque como assim, Aline, você sabe que um cara tem namorada e fica de conversa mole com ele? Eu não sabia que ele tinha namorada (ouço vaias), principalmente porque ele nunca a mencionou. Aí eu fui brincar de stalker no perfil dele e BAM, tem uma menina postando altos "eu te amo" lá. E eu fiquei tipo, oi?

   E como a perfeita idiota que sou, fui lá perguntar, olha, você viu essa menina dizendo que te ama no Facebook? Que viagem. Ah, sim, é minha namorada. Oi? OI? Eu devo ter ficado enjoada por uns dois dias. Porque pensa na humilhação. Eu me coloquei no lugar dela. Você acha que seu namorado te ama e te respeita, mas ele está praticamente namorando outra pela internet. Dizendo que ama outra. E ele nem a conhece de verdade. Hachi, sua idiota. IDIOTA. Olha o karma que você está criando! Como se já não estivesse ferrada o suficiente pelo universo! 
   Mas a gente acredita do mimimi. Ela não me entende, ela não me ama, eu vou terminar com ela, a gente vai ficar junto pra sempre, eu te amo. E as coisas voltam ao normal. Tudo bem, tudo lindo, quando você vem? Ah, logo, logo. Oquei. 
   E aí ela começa a postar fotos do cachorro dele (um rotweiller lindo, chamado Invictus Imperius Dovah, coisa fofa), chamando de meu novo bebê. Ah, então o seu cachorro é o bebê de vocês? Parabéns. E fiquei estranha mais uns dias. Porque eu comecei a perceber que não era nem um pouquinho verdade o que ele me dizia. As coisas estavam, sim, bem entre eles. Estavam lindas. Eles até tinham um novo bebê.

   E então, por último, eu disse que ia sumir por uns dias (ia sumir porque teria uma prova de rua na autoescola, depois ia caçar casa em Araxá, depois tinha aula pra dar, um monte de coisas), mas ele deve ter entendido como um novo ataque de nojo pelo fato de ele ter uma namorada, porque ficou nervoso e avisou que era melhor a gente não se falar nunca mais. Não posso dizer que fiquei surpresa [fiquei, muito], porque ele estava me avisando discretamente, aos poucos, que ele amava a namorada, e que nada ia mudar, já havia um tempo. Eu que nem vi. Bom, estou contando isso porque, sério, não vale a pena se sujeitar a isso. 

MINHAS CONCLUSÕES
- tem namorada?
ADEUS
- ah, me ama, me adora, nos damos muito bem, devemos estar conectados de alguma forma [sim, internet], mas tem namorada?
ADEUS
- ah, ela te trata mal, você vai terminar com ela pra ficar comigo pra sempre?
aham, senta lá, Cláudia, ADEUS
- ah, blábláblá tem namorada?
ADEEEUS

Eu sinto saudade dele, porque né?, sou uma retardada. Mas acho que foi a melhor coisa que podia ter acontecido pra mim! Espero que ele também tenha parado com isso. Se não...


Não sou eu quem vai ficar chorando por isso. Ai, que catarse. 
Audrey, sai dessa, filha, o final parece drama! FOGE ENQUANTO PODE MOLIER.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Conselhos que recebi para morar fora

Postado por MissHachi7 às 18:41 0 comentários
   Tendo amigos maravilhosos como eu tenho, assim que avisei que estava arrumando as malas [metaforicamente, claro, ainda falta um mês para as aulas começarem, louvemos o Grande Rei do Terror] a maioria começou a me dar ideias e sugestões e ordens para que tudo corresse bem pelos próximos cinco seis sete anos. E como eu achei muito útil, pensei que seria legal compartilhar com vocês, porque se algum dia se ferrarem, não vão poder dizer que não sabiam. HAHAHA 

vai anotando

1- more o mais perto possível do lugar onde você vai estudar ["porque eu sei que se você acordar e pensar "tenho que andar por 40 minutos", você não vai pra aula" - você me conhece tão bem!];
2- já planeje os gastos com viagens ["porque eu sei que você vai querer ir pra casa em alguns feriados, então é melhor já estar preparada"];
3- verifique se o prédio em que você estuda tem internet ["é um gasto a menos para você, pelo menos no começo"];
4- cadastre-se na biblioteca o quanto antes ["nem que seja na biblioteca municipal, garota; tenha onde buscar informações"];
5- espere pelo menos um semestre antes de decidir que vai dividir apartamento com colegas ["você não conhece ninguém, sua louca, não chegue chegando sambando sambando, conheça as pessoas, veja quem mais dá certo com você, evite atritos desnecessários"];
6- não falte à aula ["eu sei que é uma puta tentação, porque ninguém vai ficar te cobrando pra ir, mas resista, você vai se foder com um vigor insuspeito se ceder à preguiça"];
7- fique o mais próximo possível de um supermercado e uma farmácia ["porque é óbvio"];
8- não tenha medo de pedir ajuda quando necessário ["nada de querer dar uma de superwoman, sua vadia, peça ajuda quando as coisas degringolarem"];
9- organize o que for preciso para andar de ônibus ["carteirinha, dinheiro separado, facilite sua vida"];
10- entenda, dormir pode não ser uma opção ["então nada de ficar reclamando no facebook que não tem mais suas 8 horas de sono por noite, porque pode ser que simplesmente você não tenha escolha"];
11- não use drogas ilícitas ["e maneira nas lícitas, você não quer dar pt longe de casa, believe me"];
12- arrume suas coisas pelo menos duas vezes por semana ["seja uma faxina nos papéis, rever matérias, procurar objetos perdidos, limpar seu quarto - organize-se com uma frequência razoável ou perca-se eternamente"];
13- lembre-se das contas pra pagar ["esse é o tipo de coisa que você não quer esquecer, sério"];
14- escolha bem suas companhias ["ande com pessoas melhores que você" - melhores que eu? fácil];
15- estude ["de novo, é uma tentação fugir disso quando não tem quem se importe com você para lembrá-la, mas estude, estude, ESTUDE"];
16- ajude seus colegas sempre ["exceto com dinheiro, porque você não tem quase nada, nem eles, então todos ficam sem no final"];
17- quando se sentir sozinha, assista um filme ["ou ligue pra mim!"];
18- saia com a galera ["de que outra forma espera conhecer as pessoas, garota?"];
19- almoce comida de verdade ["nada de rações, massinha, plástico ou junk food, você vai acabar doente de novo"];
20- nada é fácil, mas persistir é a solução ["porque vai dar vontade de desistir todos os dias, depois de todas as provas, depois de todos os resultados, depois de toda conversa desanimadora, mas se é o que você quer, firma o golpe!"].

Obrigada a todos que estão me dando bons conselhos, mandando boas vibrações e torcendo a favor! É muito amor! 










quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sobre peitos

Postado por MissHachi7 às 22:37 0 comentários
   Hoje passei uma raiva federal tentando comprar sutiãs e vim, lógico, contar pra vocês. Porque já reclamei dos meus pés gigantes (aqui) e agora vou reclamar dos meus peitos gigantes. E sei que vai existir na Terra pelo menos alguma outra mulher que se identifique. Ou homem, porque mais de um já veio me dizer que tinha peitos maiores que os meus. Enfim. 



PRIMEIRAMENTE:
- antes que venham as tretas de "ah, você não é peituda, é gorda", deixa eu falar: sou mesmo, mas acontece que com isso meus peitos são gordos também, então acaba que sou peituda sim, vá se foder plantar batatas;
- eu TENHO alguns sutiãs, mas todos eles 
a) me apertam;
b) são bege/branco/preto;
- eu sei que se eu emagrecer meus peitos vão diminuir, nem vem miar comigo, fazendo favor.

   Não há nada de errado em querer um sutiã bonitinho, há? Se eu quiser um que tenha renda e strass, então? Preciso encomendar praticamente de outro estado. Sem contar os olhares de julgamento das vendedoras. Honestamente, eu COMO julgamento no café da manhã [por isso estou desse tamanho]. Já reclamei do tamanho dos meus peitos em alguma outra postagem, lembra? Se não, deixa eu te contar. Pra correr, preciso de pelo menos três peças para não sentir dor. É. Fucking ridiculous.
   Aí você pergunta, o que tem a ver? Tem a ver porque não tem nenhum sutiã que segure tudo no lugar decente, firme e competentemente! 
Então você está me dizendo que para emagrecer e caber nos seus sutiãs para prática de esportes eu preciso praticar esportes, e pra praticar esportes eu preciso dos seus sutiãs que não me servem porque eu não tenho um deles que me sirva pra praticar esportes? Ah, então tá.

Claro que surgirá o argumento "ah, Aline, em lojas para gordas tem uns gigantes, vai lá". Cara, não vou por três motivos: 
- não sou ryca [com y, mesmo] pra ficar comprando roupa especial, faça-me o favor, não sei o que dá nessas fábricas de roupas plus size que acham que toda gorda é rica, ou eles cobram mais porque usa mais tecido? Me respeita;
- geralmente eles são bege, branco, ou preto, e na boa, esses eu tenho;
- não quero.

   Além do mais, não é um problema só com roupas íntimas, apesar da minha revolta estar mais direcionada para isso. Em lojas de departamentos, que são os lugares onde eu poderia comprar minhas tretas vestimentais, não tem praticamente nada que me sirva. E reclamo mesmo, porque não quero ir lá e roubar porra nenhuma, quero é comprar uma droga de uma roupa e pagar!
   Dito isso, mais uma dica GRÁTIS para o varejo uberabense: comecem a ter roupas que eu possa vestir e eu comprarei. Isso soou muito Virminha way of thinking? FODA-SE! 




Todo fim machuca

Postado por MissHachi7 às 21:45 0 comentários

O filme acaba e isso deixa uma sensação de tristeza.
O livro acaba e baixa uma depressão.
A pipoca acaba e não sabemos o que fazer.
A paciência acaba e dizemos o que não tem volta.
A paixão acaba e a solidão que fica é dolorida.
O dia acaba e revivemos tudo masoquistamente.

   O que nos prega tão definitivamente na duração dos acontecimentos e nos faz temer o fim? Qual decepção é forte o suficiente para tirar essa vontade do infinito das pessoas? Por que todo fim machuca? Estou miando mesmo, um monte de coisa terminou comigo hoje, foi brutal. Imagine um dia repleto de finais. Repleto de adeuses. Repleto de "nunca mais fale comigo" (na verdade foi só um desses, mas doeu como se fossem seis). Dia repleto de vazios.
   O próprio saber que acabou já nos enche de medo e ansiedade e todas essas emoções que não controlamos [elas nos controlam], e acabamos temendo o depois. Que outro filme vai me fazer rir tanto, me tocar tanto? Que outro livro vai ser digno de uma leitura sem interrupções? Que outra pessoa vai aparecer, fazer de conta que quer ficar pra sempre e ir embora antes mesmo de chegar?
    Tememos o desconhecido. Mas quando o familiar, o conhecido, o confortável se vai... tudo o que nos resta é exatamente o "não faço ideia". Sinto mais por não saber o que vem do que por deixar ir o que foi (ainda estou fazendo sentido?). Enfim. Que dia do caralho.
    Tô cheia de hematomas emocionais. Alguém me abraça?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Foda-se o amor romântico dos filmes

Postado por MissHachi7 às 13:26 0 comentários
Minha treta hoje é contra os românticos. Por quê? Porque eu quero. 
AVISOS: Esse é um post comprido, cheio de detalhes sórdidos da minha vida amorosa, e a conclusão é óbvia. Aproveite para buscar pipoca e suco. Esse post será melhor compreendido se você souber ler. Se não souber, observe os gifs, são legais. Esse post provavelmente é uma má ideia. 

Primeiramente, eu gostaria de saber por que caralhos a mídia se interessaria em nos fazer acreditar em um amor ideal. Sério, cara, pra quê? Eu entendo que eles queiram me convencer a ser magra, bonita, inteligente, educada, virgem e submissa (porque tudo isso rende, né, sociedade, sua filha da mãe), mas o que vocês ganham me fazendo achar que uma vida amorosa perfeita é possível? Só a satisfação de me ver quebrar a cara, né? Ah, então tá.

Sinceramente, eu sempre fui muito fã de livros românticos, chorei horrores com cada história besta que não faz nem sentido mencionar... E eu acreditava tanto no amor! Acreditava tanto que alguém ia me amar, mesmo que eu continuasse sendo uma menina gorda, cabeçuda, que preferia ler a sair de casa, que perdeu a habilidade de produzir melanina de tanto ficar dentro de uma biblioteca [literalmente]. E há no mundo vários filmes que corroboram para esse tipo de convicção! E eu meio que esperava que o dia em que tudo fosse dar certo pra mim, também. Santa inocência, a minha, devia ter continuado assim.
Acontece que quando eu comecei a viver a vida real [depois que saí da Psicologia, pra ser mais exata], eu percebi que nada flui como nos filmes e livros românticos. NADA. 

Porque o primeiro cara com quem eu saí tinha vergonha de mim e "terminou" comigo depois que passou em Medicina, e eu me convenci de que ele era um idiota [mas continuei achando que tinha sido só um acidente de percurso, e o amor devia estar me esperando na próxima esquina pra me dar um susto gostoso]
Depois fiquei com outro cara, que simplesmente não conversava comigo, e eu preferia acreditar que ele simplesmente não se sentia muito confortável ainda, e que um dia ia se abrir com a minha pessoa, e a gente ia se compreender, e tudo ia ficar bem, mas nem deu tempo, porque ele sumiu depois de uma semana. 
Eu quase fiquei triste, mas então comecei a sair com o irmão dele (e a essa altura do campeonato eu já estava me achando uma pessoa horrível, porque quem sai com um cara e depois com o irmão do cara? Eu me odiei tanto nessa época! A garota que fazia esse tipo de coisa sempre era a vilã, a vadia da história!), e a gente fazia muito sentido juntos. Até comecei a esquecer o quanto de "moralmente errado" havia na nossa situação e a sentir um profundo alívio por finalmente estar começando a viver um amor que era coerente com o que se espera... então ele "terminou" comigo no dia dos namorados. Uma semana antes do vestibular. Na porra do dia dos namorados. Bom, isso caberia num filme, mas devia ser o que acontecia com a mocinha antes de tudo dar certo, certo? Certo.
Comecei a namorar um cara que me tratava muito bem, me respeitava muito e que era tão parecido comigo que era difícil de acreditar. Sério, chegamos a planejar inclusive quantos gatos e cachorros teríamos quando a gente se casasse, estava tudo indo perfeitamente bem. Até que ele terminou comigo [sem aspas] porque eu não queria me converter para a religião dele. Quer dizer, que porra é essa? Não era pra acabar assim, faltou sentido.
Viu? Só me fodo.

Então eu não acredito mais nessa coisa de todos vamos ser felizes um dia, quando encontrarmos a pessoa perfeita, no momento perfeito, quando formos perfeitos. Sabe por quê? Porque não existe pessoa perfeita, nem os outros, nem a gente [no meu caso, então, puta que pariu haha], e o momento perfeito não chega nunca! E tudo que está dando certo demais simplesmente não deve ser real.
Não me entendam mal, meu argumento é que não devemos esperar o "amor romântico" para nos sentirmos completos. O Dudu uma vez me disse isso, e eu acho que não compreendi na hora, mas agora compreendo tanto que até dói: se deixamos nossa felicidade nas mãos de outra pessoa, assim que ela for embora levará nossa felicidade com ela. 

Não estou dizendo isso como alguém que alcançou a iluminação e finalmente se sente plena, mas como alguém que percebeu que a plenitude não está no quanto alguém te ama, mas no quanto você se ama. Quem precisa de romantismo pra ser feliz? Não, na boa, isso de estar com alguém pra vida devia ser um acréscimo legal e desejável, mas não um componente principal, imprescindível. 
E eu estou cansada de viver em função de encontrar quem me ame e me sentir sempre esquisita por nunca  dar certo. Então, com afeto, FODA-SE! Comédia romântica, agora, só pra rir.



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Por que meus pais acham que não devo morar sozinha

Postado por MissHachi7 às 16:15 0 comentários


- faz duas semanas que não durmo no meu quarto porque tem uma barata lá que não conseguiram matar, e eu não vou entrar lá durante o dia para procurá-la;
- não acredito na história do "quando um não quer, dois não brigam", porque eu sou o "um" que quer brigar;
- quero ter um gato, um peixe e uma tarântula;
- não tirei carteira;
- toda vez que marco compromissos para as sete, fico em dúvida se é às sete da manhã ou da noite e por precaução não apareço em nenhuma das duas;
- até hoje preciso que alguém me chame para que eu saia da cama, porque meu celular perdeu a malemolência dos despertadores;
- meu colchão é ortopédico;
- nunca encho de volta as formas de gelo;
- sou da filosofia de que se é difícil de fazer, não nasceu para ser feito;
- não acredito na necessidade de faxinas semanais;
- não acredito na necessidade de passar roupa;
- não acredito na necessidade de pentear o cabelo diariamente [cara, eu sou muito atraente, puta que pariu];
- cólicas tiram minhas habilidades locomotoras;
- entrei no quarto pra tentar arrumá-lo, pisei num brinco [que ficou enterrado no meu pé] e precisei pedir pro meu pai passar remédio porque estava com medo de passar eu mesma e doer;
- fiquei tossindo por um mês até criar vergonha na cara e comprar um xarope [mesmo assim, só porque o Raphael me obrigou];
- não ponho minhas roupas pra lavar enquanto eu tiver roupas para usar;
- tenho tênis de dois anos de idade que nunca viram água [a não ser da chuva];
- volta e meia preciso pedir para que busquem a toalha pra mim, porque tomei banho e esqueci dela [isso quando não decido secar no vento mesmo, super refrescante];
- de vez em quando queimo a comida.



Aposto que agora muita gente concorda com eles.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

HAIKAI 47

Postado por MissHachi7 às 17:16 0 comentários
Nada excita a imaginação
como vinho, silêncio, estrelas,
ciúme, livros, gatos e decepção.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Quem não muda é que se perde...

Postado por MissHachi7 às 19:42 0 comentários
Sabe quando você passa a detestar uma pessoa pelo exato motivo que fez com que se apaixonasse por ela?
Não é uma bagunça grande demais dos nossos sentimentos? 
O que temos de tão terrivelmente errado em nós que mudamos nossos paradigmas em tão pouco tempo? 
Por que o fato de mudarmos afeta tanta gente que não tem nada a ver com nossa pseudo-bipolaridade? 



   Devíamos ser melhor organizados quando se trata de pensamentos. Devíamos saber o quanto somos mutáveis. O quando é difícil controlarmos de fato as situações ao nosso redor. Porque não adianta admitirmos que não somos capazes de manter tudo em ordem, devemos aceitar isso e correr atrás do resto. 
   E isso se aplica a quase tudo, mas estou falando aqui do que procuramos nos outros. 
   Porque não importa qual seja a sua lista de requisitos para a pessoa perfeita; quando a encontrar, você vai se assustar. Vai duvidar que ela seja real. Vai buscar qualquer outra coisa para fugir dessa perfeição estranha, vai se censurar por ter pedido tantas coisas que não queria. 
   Sim, porque, acredite ou não, o Grande Rei do Terror nos premia e nos pune da mesma forma: dando o que pedimos. E o arrependimento é tão frequente.
   Você se apaixona por ele ser tão engraçado. Depois de quatro meses, as piadas dele são sempre as mesmas e não é mais engraçado.
   Você se apaixona por ela ser igual a você. Depois de quatro meses, você decide que odeia tudo em você e tudo nela porque ela era tudo em você.
   Você se apaixona pelo sarcasmo dele. Depois de quatro meses, não aguenta mais viver em um jogo de peteca mental com réplicas, tréplicas, caralho a quatro.
   Você se apaixona pela submissão dela. Depois de quatro meses, não sabe mais como lidar com tanta subserviência, tanta falta de iniciativa.
   A gente muda, mas cara... Como isso afeta quem continua sendo o mesmo só pra nos agradar...

Alargador?

Postado por MissHachi7 às 19:06 0 comentários
   Pois é, quem vê nem pensa, mas eu já usei alargador. De, tipo, 2mm, mas usei. E foi tão épico pra mim que decidi compartilhar com vocês o dia em que coloquei essa bagacinha.
   Estava eu no terceiro colegial, uma época que devia ser de muitas ocupações e muito estudo [posso ouvir vocês, que estudaram comigo nessa época, rindo de mim], e passava todas as tardes da minha vida na escola. 
   Na maioria dos dias eu participava de aulas de aprofundamento, estudava de leve... mas volta e meia saía para andar com a Oosaki, ou a Leni. Ou a Amarílis. Enfim. A gente ia até o centro da cidade procurar lojinhas barateiras e meio obscuras pra comprar umas bijuterias e camisetas, e passar o tempo juntas. Numa dessas voltas, comprei um alargador para iniciantes, o menor de todos, e levei isso pra escola, porque tinha decidido que ia ter um alargador. Pô.
   Como a Leni ia brigar comigo, pedi pra Oosaki colocar pra mim (é, eu sou corajosa o suficiente para querer um alargador, mas covarde demais pra colocar sozinha]. Ela me perguntou umas vinte vezes se eu tinha certeza de que queria fazer isso, se eu não ia me arrepender, e eu insisti até ela ceder.
   Fomos pro banheiro.
   Sou mais alta e mais larga que ela, mas sempre fui extremamente fraca fresca frágil. As meninas que estavam no banheiro na hora e não viam o que acontecia, só ouviam, devem ter ficado meio traumatizadas.    Começou assim:

- Agora vai.
- Não, tá doendo, espera.
- Então agora.
- Ai, não, para, tá doendo!
- AGORA.
- Pera, pera!
- NÃO DEMÔNIA! AGORA OU NUNCA!
- Hã, deixa eu...
- AHÁ! 
- AAAAAAAAAAAAAI!!!!


E foi assim que minha orelha perdeu a virgindade pela segunda vez. Doeu mais que a primeira.

   Doeu como o inferno, mas fiquei me sentindo muito fodona com o meu alargador [que parecia um brinco qualquer, de tão pequeno], e até hoje relembro essa história com a Oosaki (mais para contar que ela me chamou de "demônia" do que pela história em si).
   No entanto, nos três dias seguintes eu não conseguia dormir, de tanta dor, então tirei meu símbolo de rebeldia e não virou nada. 
   Quando as pessoas me perguntavam se eu tava de brinks, eu não podia mais responder que não, estava era de alargs. 
   Enfim. Caralho, essa história de eu desistir das coisas logo no começo não tem limites! 

CURIOSIDADES:
- Um amigo meu uma vez estava com tanta pressa pra aumentar o diâmetro do alargador que, pra começar, enfiou uma porra de um palito de fósforo na orelha enquanto não ia colocar o alargador de fato. Foi um estupro da orelha dele, mas tá inteira até hoje.
- Minha mãe perguntou o que era aquilo na minha orelha, eu disse que era um brinco, ela acreditou.

 

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