quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Foda-se o amor romântico dos filmes

Postado por MissHachi7 às 13:26
Minha treta hoje é contra os românticos. Por quê? Porque eu quero. 
AVISOS: Esse é um post comprido, cheio de detalhes sórdidos da minha vida amorosa, e a conclusão é óbvia. Aproveite para buscar pipoca e suco. Esse post será melhor compreendido se você souber ler. Se não souber, observe os gifs, são legais. Esse post provavelmente é uma má ideia. 

Primeiramente, eu gostaria de saber por que caralhos a mídia se interessaria em nos fazer acreditar em um amor ideal. Sério, cara, pra quê? Eu entendo que eles queiram me convencer a ser magra, bonita, inteligente, educada, virgem e submissa (porque tudo isso rende, né, sociedade, sua filha da mãe), mas o que vocês ganham me fazendo achar que uma vida amorosa perfeita é possível? Só a satisfação de me ver quebrar a cara, né? Ah, então tá.

Sinceramente, eu sempre fui muito fã de livros românticos, chorei horrores com cada história besta que não faz nem sentido mencionar... E eu acreditava tanto no amor! Acreditava tanto que alguém ia me amar, mesmo que eu continuasse sendo uma menina gorda, cabeçuda, que preferia ler a sair de casa, que perdeu a habilidade de produzir melanina de tanto ficar dentro de uma biblioteca [literalmente]. E há no mundo vários filmes que corroboram para esse tipo de convicção! E eu meio que esperava que o dia em que tudo fosse dar certo pra mim, também. Santa inocência, a minha, devia ter continuado assim.
Acontece que quando eu comecei a viver a vida real [depois que saí da Psicologia, pra ser mais exata], eu percebi que nada flui como nos filmes e livros românticos. NADA. 

Porque o primeiro cara com quem eu saí tinha vergonha de mim e "terminou" comigo depois que passou em Medicina, e eu me convenci de que ele era um idiota [mas continuei achando que tinha sido só um acidente de percurso, e o amor devia estar me esperando na próxima esquina pra me dar um susto gostoso]
Depois fiquei com outro cara, que simplesmente não conversava comigo, e eu preferia acreditar que ele simplesmente não se sentia muito confortável ainda, e que um dia ia se abrir com a minha pessoa, e a gente ia se compreender, e tudo ia ficar bem, mas nem deu tempo, porque ele sumiu depois de uma semana. 
Eu quase fiquei triste, mas então comecei a sair com o irmão dele (e a essa altura do campeonato eu já estava me achando uma pessoa horrível, porque quem sai com um cara e depois com o irmão do cara? Eu me odiei tanto nessa época! A garota que fazia esse tipo de coisa sempre era a vilã, a vadia da história!), e a gente fazia muito sentido juntos. Até comecei a esquecer o quanto de "moralmente errado" havia na nossa situação e a sentir um profundo alívio por finalmente estar começando a viver um amor que era coerente com o que se espera... então ele "terminou" comigo no dia dos namorados. Uma semana antes do vestibular. Na porra do dia dos namorados. Bom, isso caberia num filme, mas devia ser o que acontecia com a mocinha antes de tudo dar certo, certo? Certo.
Comecei a namorar um cara que me tratava muito bem, me respeitava muito e que era tão parecido comigo que era difícil de acreditar. Sério, chegamos a planejar inclusive quantos gatos e cachorros teríamos quando a gente se casasse, estava tudo indo perfeitamente bem. Até que ele terminou comigo [sem aspas] porque eu não queria me converter para a religião dele. Quer dizer, que porra é essa? Não era pra acabar assim, faltou sentido.
Viu? Só me fodo.

Então eu não acredito mais nessa coisa de todos vamos ser felizes um dia, quando encontrarmos a pessoa perfeita, no momento perfeito, quando formos perfeitos. Sabe por quê? Porque não existe pessoa perfeita, nem os outros, nem a gente [no meu caso, então, puta que pariu haha], e o momento perfeito não chega nunca! E tudo que está dando certo demais simplesmente não deve ser real.
Não me entendam mal, meu argumento é que não devemos esperar o "amor romântico" para nos sentirmos completos. O Dudu uma vez me disse isso, e eu acho que não compreendi na hora, mas agora compreendo tanto que até dói: se deixamos nossa felicidade nas mãos de outra pessoa, assim que ela for embora levará nossa felicidade com ela. 

Não estou dizendo isso como alguém que alcançou a iluminação e finalmente se sente plena, mas como alguém que percebeu que a plenitude não está no quanto alguém te ama, mas no quanto você se ama. Quem precisa de romantismo pra ser feliz? Não, na boa, isso de estar com alguém pra vida devia ser um acréscimo legal e desejável, mas não um componente principal, imprescindível. 
E eu estou cansada de viver em função de encontrar quem me ame e me sentir sempre esquisita por nunca  dar certo. Então, com afeto, FODA-SE! Comédia romântica, agora, só pra rir.



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