segunda-feira, 28 de abril de 2014

Tretas de Morar Sozinho em Outra Cidade

Postado por MissHachi7 às 17:39 0 comentários


- se você fica doente, não tem muita gente pra se importar com isso;
- se você deixou seu quarto desgraçadamente bagunçado quando saiu de casa, ele ainda vai estar assim quando você voltar.
- se você não comprou comida, não tem comida e você precisa lidar com isso [numa dessas eu fiquei 30 horas sem comer, porque quando saí pra comprar algo, não tinha nenhum estabelecimento aberto];
- se você quiser levar um gato pra casa dentro da sua mochila, ele provavelmente vai fugir antes que você sequer consiga fechar o zíper;
- se você precisar que seus pais assinem algum documento de última hora... sinto muito;
- se você não tiver algo pra fazer, foda-se! não tem dinheiro pra sair;
- se você não consegue organizar suas contas para pagar todas em dia, você vai se ferrar antes que possa dizer "multa";
- se você vomitar no seu quarto, ninguém vai sentir pena e limpar: você pode escolher limpar sozinho ou viver desviando da poça ao lado da cama [que gostoso!];
- se você esquecer de levar toalha pro banheiro e só se der conta disso depois que sair todo molhado... bom, não faça isso, é constrangedor;
- sabe quem deixa as formas de gelo vazias? você;
- se você gosta de músicas como "A morte ali na esquina" e "Vamos viver antes de morrer", você precisa aprender a curti-las em volume discreto;
- se você gosta de músicas, vai ter que aprender a curti-las em volume discreto;
- se você tem que lavar suas próprias roupas, isso significa que você não deve deixar para começar quando não tiver mais nada para vestir [foram dois dias de pijama até tudo secar nesse clima louco de Araxá];
- misturar bebidas alcoólicas não é boa ideia sob hipótese alguma;
- bebidas alcoólicas não são boa ideia;
- se você precisa andar de ônibus para fazer qualquer coisa na cidade, tem duas opções: gastar todo o dinheiro que devia ser investido em comida em passagens ou fazer a carteirinha de estudante e gastar só metade de todo o dinheiro que devia ser investido em comida;
- se você não sentir vergonha na cara e organizar o quarto pelo menos uma vez por semana, vai precisar ter vergonha na cara pra procurar tudo o que perder nas pilhas de roupas, livros, papéis, lixo, fios, e aquilo ali que está se mexendo debaixo da cama;
- se você mandar mensagens abusadas pra sua melhor amiga enquanto está numa festa, talvez ela apareça para ver o que está acontecendo com você;
- se há bichos andando no seu telhado, converse com eles pra passar o tempo;
- se você não gosta dos talheres do restaurante universitário e vai levar sua própria faca para lá, não faça muito alarde a respeito, pessoas se assustam fácil;
- se você não sabe organizar seus horários, prepare-se para ter três compromissos no mesmo dia, provavelmente no mesmo horário - arranje uma agenda;
- se você tem vontade de desistir, lembre-se de que "tudo o que você quer da vida está fora da sua zona de conforto";
Não é fácil para ninguém, a diferença entre quem consegue ir até o fim e quem não é a mesma entre quem ri de todos os obstáculos e se esforça para corrigir o que vem dando errado e quem morre de medo logo no início... Não há demérito algum em pedir ajuda se sentir que as coisas estão fugindo do controle. Não parece, mas sempre vai haver quem já tenha passado pela mesma situação e queira ajudar. Se você não encontrar um deles em tempo hábil, venha falar comigo. 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Teoria climática sobre Araxá

Postado por MissHachi7 às 01:04 0 comentários

Essa é curtinha, é só minha opinião.
Deve ter um buraco na camada de ozônio exatamente acima de Araxá. 
Inclusive com o formato da cidade. 
NADA mais explica o fato de o vento estar gelado 
e os raios de sol estarem queimando sensivelmente sua pele.
Vai sair no jornal algum dia.
Só quero que conste que a primeira pessoa a desconfiar foi
eu.

Foda-se o "a primeira impressão é a que fica".

Postado por MissHachi7 às 00:24 0 comentários
   Sabe como as pessoas insistem em causar boas primeiras impressões e isso se torna uma questão de honra para praticamente todo contato com outros seres humanos? É, eu acho que isso é uma perda de tempo substancial. 

    Claro que, se você estiver falando com quem leva aparências muito a sério, essa baboseira é importante e verdadeira, mas cá entre nós, quem liga para esse tipo de gente? 
   Meu ponto é: o esforço inumano a que as pessoas se sujeitam a fim de impressionar o olhar alheio despende uma energia que poderia ser utilizada para várias outras atividades bem menos deprimentes e consideravelmente mais produtivas. Por exemplo, em vez de criar uma imagem que você não conseguirá sustentar por muito tempo, invista sua potência de agir em formas de melhorar de fato suas habilidades e sua essência, de forma a surpreender a galera ao longo dos dias. 
   Algumas pessoas são turbilhões na superfície e tediosas e comuns no fundo, e eu prefiro o contrário. Quero saber que quem está ao meu redor pode parecer calmo e tranquilo numa primeira impressão, mas depois ser um caos dos infernos. É a única forma de realmente amar alguém.
   Como você pode amar alguém que é só silêncio e mormaço depois da agitação dos primeiros dias? Você consegue se apaixonar por quem conta muitas piadas [decoradas] logo no início da convivência, mas continua apaixonado quando tudo passa a ser repetitivo e sem graça? 
   Não é muito melhor, muito mais cheio de tesão conhecer alguém por quem você não dá nada... e a cada conversa descobrir que ele é um esquisito? E que não se importa se você ou qualquer outra pessoa gosta do que ele gosta...  Alguém original.
   Não é algo que proporciona uma sensação de conquista? Aquela pessoa não simplesmente derramou todo o ser dela sobre você: ela está proporcionando um vislumbre de cada vez, e assim você leva um tempo para decidir se gosta dela ou não.
   Desse jeito, você sente cada dia ser novidade. Quanto tempo passamos próximos a gente que é só barulho, que só quer atenção e depois se anula? É natural sermos atraídos pelo silêncio, e gradativamente passarmos a ouvir o que dizemos a nós mesmos a partir da convivência com quem antes não nos causava impressão alguma. 
   É como um elemento surpresa. É a forma difícil de amar alguém, mas a única forma de amar de verdade. Amar pela bagunça que fazem conosco. Ninguém que traz amor de verdade chega nos organizando. Quem chega bagunçando pra depois por ordem não veio pra ficar, fica só quem chega quieto, acomoda-se num canto e aos poucos nos convida a trocar a decoração... quebrando tudo. 
   Ninguém vai admitir que quer o caos. É contra aquilo que aprendemos, é contra o que os nossos pais querem que levemos pra casa, é contra a nossa linearidade, nosso desejo aprendido de estabilidade. Mas o caos nos é familiar. É o estado para que tendemos... e encontrar quem nos leve ao caos - no amor - é raro. Geralmente nos convencemos a ficar com quem traz ordem. 
   Quem escolhe a primeira impressão para amar acaba perdendo todas as impressões que poderia ter.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Desacostumei de amor

Postado por MissHachi7 às 13:05 0 comentários


Estou em casa depois de quase três semanas em Araxá. 
Desacostumei da minha cama, desacostumei do que é ter gente querendo me ouvir, de gente íntima.
E fui dormir, feliz por estar no ninho, cercada de barulhos familiares, com meu velho edredom e minha cama ortopédica, com um sono pesado...
Um cara de dois metros de altura e barbudo se curva sobre mim. 
Eu acerto um soco no nariz dele. 
É meu irmão que veio me dar um beijo de boa noite. 
"Tudo bem, não tem problema, boa noite, dorme bem." ~com nariz torto.
Desacostumei de receber amor assim. 

Método de constrangimento - pai

Postado por MissHachi7 às 12:28 0 comentários
  

  Talvez vocês tenham ouvido falar [ou talvez tenham visto ao vivo, porque né, não foi muito discreto], mas eu caí numa festa semana passada e rompi uns ligamentos do joelho. Então tenho vivido os últimos dias apoiada em analgésicos, antiinflamatórios, bandagens e pomadas de cânfora [Deus os abençoe]. Talvez um dia eu conte o que aconteceu... mas esse dia não é hoje.
   Então, como plano de fundo para essa historinha fazer sentido, vamos relembrar algumas informações relevantes: joelho zoado, pai zoador, e um detalhe: um cara muito lindo que faz o mesmo curso que eu, porém em períodos mais adiantados, e não conversa comigo, em geral. Vamos chamá-lo de X, para efeito paradigmático. É, basta.
   Graças a minha destreza fascinante, meu joelho estava saindo do lugar e doía muito, então pedi pro meu pai levar uns remédios pra mim, aproveitando que ele estaria de passagem em Araxá. A princípio, ele deixaria tudo no pensionato onde moro, mas por uma decisão incoerente do destino, ele foi levar isso na faculdade. 
   Saí da aula, fui encontrá-lo no estacionamento, em frente ao prédio da recepção e próximo a um quiosque onde os alunos do ensino médio ficam matando tempo. 
   Ele parou o carro e virou-se para pegar alguma coisa atrás do banco, e, nesse momento, X se aproxima [bem do nada, acho que ele é um anjo, oi] e pergunta sobre meu joelho, super simpático e amável. Eu, claro, perco todo o traquejo social e faço alguma piada estúpida sobre o fato de possivelmente mancar pelos próximos meses, enfim, ele ri e continua andando. 
   X ainda não se afastara o suficiente quando meu pai desceu do carro e, à guisa de bom-dia, disse:
  - Aline, seu pescoço está sujo. 
   Não tive o coração para ver se X olhou para trás, mas se eu e meu pai temos algo em comum, é o fato de falarmos sempre em alto e bom som. Pensei, é, foda-se
Oi, pai, tudo bem? 
Tudo, aqui a pomada, aqui comidas, mas não come tudo não, você tem que emagrecer. 
É, eu sei, obrigada. Tchau, pai. 
   Sorri. 
   Pra quê, né.
   - VOCÊ NÃO PASSOU FIO DENTAL HOJE? - ele ficou fora de si, e a cada palavra gesticulava com veemência, chegando indecentemente perto dos meus dentes para uma análise mais acurada. O lado ruim de ter pais ortodontistas/protéticos/dentistas. Em minha defesa... ah, foda-se, não tinha passado mesmo.
   Imediatamente pensei, bem, essa todos ouviram. 
Não, pai, vou passar agora, tem fio dental na mochila.
   - Está louca, tem aqui, pera um pouco que eu vou pegar. - ele voltou para o carro, eficiente.
   A vontade era de sair correndo, mas ficar de pé já era doloroso o suficiente, então esperei. Ele puxou o banco do motorista pra frente com força, acertando a buzina. 
É, definitivamente temos a atenção geral agora. 
   Eu comecei a mancar pra longe, mas ele foi mais rápido e me "abraçou", prendendo meus braços junto ao corpo. Fiquei travada - literalmente - e ele começou a me doutrinar sobre os riscos a que eu estava sujeitando a minha gengiva por não passar fio dental de manhã. 
   O fato de meu pai ser maior que eu já mostra que ele é gigante. Para bases comparativas, saibam que eu peso 110kg. Para alguém ser mais forte, mais pesado e mais bruto que eu, é necessário que seja muito forte, muito pesado e muito bruto.
   Um lado de mim estava achando muita graça na situação toda, porque quais as chances de uma pessoa de 20 anos ter que passar por isso na porta da faculdade? 
   Todos os outros lados de mim estavam muito constrangidos e tentavam se soltar, mas o joelho zoado não permitia movimentos bruscos. Finalmente aceitei o fio dental, e ele permitiu que eu saísse do aperto. Os alunos do ensino médio estavam observando, curiosos. 
   Meu pai estava rindo, porque o meu lado que ri das coisas ridículas que acontecem comigo foi herdado dele. 
   Com o rosto mais vermelho do que julgava possível ficar, saí arrastando a perna sem me despedir. Ouvi o carro arrancando e a buzina escandalosa. 
    Ele adora fazer isso comigo.

Que conste...

Postado por MissHachi7 às 11:41 0 comentários
Só não tenho postado porque a internet que consigo pagar lá em Araxá é mais lenta que eu, e não suporta o blogger, e eu fico cheia de novidades e filosofias e não tenho como contar pra vocês. Mas agora no feriado, enquanto não estiver estudando ou comendo ou dormindo ou visitando pessoas, estarei aqui no blog. É bom poder voltar! 
OBS: sou mesmo uma vadia negligente, mas não me odeie.

sábado, 5 de abril de 2014

Exercitando a criatividade

Postado por MissHachi7 às 18:18 0 comentários

   O teto do meu quarto é de PVC, tanto em Uberaba quanto aqui em Araxá. Lá em Uberaba isso já causou seus pitis, com goteiras mil e luz entrando por frestas... Enfim, tudo resolvido. Aqui, a questão é diferente. 
   Geralmente fico a manhã inteira fora de casa, por causa das aulas, mas esse final de semana eu fiquei, então acordei lá pras nove da manhã. Diferentemente dos outros dias, em que pulo da cama sempre atrasada, com pressa, fiquei encarando o vazio, chateada por ter perdido o sono tão cedo. Apesar de me esforçar pra voltar pro sonho em que estava [o qual não posso narrar aqui por questões de sexo], acabei pensando na vida, na morte da bezerra e do Zé Wilker, refletindo sobre minhas ações,  será que me arrependo das minhas escolhas? Será que não consigo coordenar meus princípio às minhas atitudes? Qual o verdadeiro sentido da forma com que as coisas têm acontecido comigo?
   E tudo isso foi interrompido por passos macios e rápidos no meu teto. 
   Minha razão me disse que deviam ser ratos.
   No entanto, para conseguir voltar a dormir, convenci-me de que eram gatinhos bebês.
   Minha criatividade me salva de ataques de pânico e filosofias prolixas. Fim.


PS não-relacionado: o Francisco disse que leu o blog, e eu disse que ficava muito feliz por isso... mas para o caso de ele acordar sóbrio e não se lembrar disso, fica registrado o quanto achei legal da parte dele. Mesmo que não tenha gostado kkkkkk 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Fazendo amigos e conquistando pessoas - do meu jeito

Postado por MissHachi7 às 17:46 0 comentários
Bom, estou na faculdade há três semanas e já posso dizer com orgulho que... ainda não desisti [haha, eu sei que muitos desconfiavam dessa vitória sobre mim mesma, chupem], e grande parte da resistência se deve ao fato de:
- eu ainda ter tesão pelas possibilidades do futuro na profissão;
- ainda não termos tido nenhuma avaliação;
- haver pessoas simpáticas me apoiando;
-  existir um cara muito lindo no cefet, e eu ainda não falei com ele, então pelo menos isso eu tenho que fazer antes.

ENFIM, não necessariamente nessa ordem.
As pessoas ficam me dizendo "ah, você tem muita facilidade pra conversar com os outros, já deve ter feito altas amizades" ou então "você é tão extrovertida, quantos amigos já fez?", e devo reconhecer que meu talento interpessoal é mesmo impressionante, e tem colaborado bastante tanto para a impressão que eu causo nas pessoas quanto para a quantidade fabulosa de pessoas que vêm falar comigo todos os dias. Assim, como eu adoro compartilhar meus dons, vou lhes contar a MINHA forma de fazer amigos e conquistar pessoas, com ênfase na faculdade [beijos, Carnegie].

- quando alguém pedir uma caneta emprestada, entregue-a sorrindo e diga "divirta-se";
- quando o alguém vier devolver a caneta, pegue de volta e pergunte o nome dele, depois fique repetindo em voz alta "Eduardo, Eduardo, não posso esquecer";
- sempre que oferecerem algo de comer, responda com "não, obrigada, estou tentando perder umas toneladas";
- quando alguém começar a evitar você, alcance-o no ponto de ônibus, arranque os fones de ouvido dele e pergunte, bem alto "o que foi que eu te fiz pra você me evitar??";
- se alguém perguntar por que você não faz mais Psicologia, responda que não gosta muito de pessoas;
- sempre que encontrar um colega em lugares óbvios como a sala de aula ou o restaurante universitário, sorria, dê uma piscadela marota e lance um "você vem sempre aqui?";
- quando o convidarem para participar de alguma festa, responda "não, obrigada, estou parando com as drogas";
- sorria para todos, especialmente para aqueles que aparentam não ter dormido bem e estão com um mau humor dos infernos;
- sempre que lhe derem oportunidade para falar, reclame - da vida, da faculdade, das matérias, dos professores - gotta love quem reclama;
- se o assunto acabar, comece a falar de documentários sobre Sex Appeal, e mesmo que a pessoa educadamente diga que não se interessa, mande todos os links, e no dia seguinte pergunte se ela assistiu a todas as 3 horas do programa.

É, na hora em que eu fazia parecia uma boa ideia... talvez eu realmente não seja a melhor do mundo na arte de conquistar as pessoas. Mas algumas dessas sugestões [todas colocadas em prática nessas 3 semanas] resultaram em colegas muito simpáticos sendo legais comigo, então talvez seja a FORMA como você fala o que fala... Eu estou me divertindo bastante com algumas companhias. E afinal de contas, o melhor a fazer quando se está na faculdade é ser gentil com a galera e manter a harmonia... Sete anos e meio de convivência exigem paciência e amor para encobrir as encrencas e implicâncias [inevitáveis]
Faça amigos, construa pontes e não muros, bláblá. E estou disponível para amizades, tudo na base do acima mencionado U_U
 

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