quarta-feira, 21 de maio de 2014

"Devo contar que gosto dele?" - Fluxograma de Possibilidades

Postado por MissHachi7 às 09:26

   Crianças, falemos sobre possibilidades. Sim, um assunto infinito. Então falemos sobre algumas possibilidades.
   O simples fato de termos múltiplas escolhas para praticamente todos os aspectos da vida tornam o ato de decisão um fardo. Escolher significa abrir mão das alternativas. E não é como se pudéssemos fazer um test drive a respeito das consequências de cada opção. Escolhemos e vivemos com a escolha, e se não formos do tipo definitivo [e meio inumano] que não se arrepende, podemos passar muito tempo [dias, meses, vidas, quem sabe] pensando em como teria sido se tivéssemos escolhido outra possibilidade.
   Ah, não queiram cair no "e se". Tanto já se falou a respeito disso... Arrependimentos desse tipo não servem para nada.
   Arrependimentos não servem para nada, aliás. Ações para consertar sim, arrependimento não.

   Enfim.

   Algumas coisas simplesmente não podem ser consertadas, não importando o quanto queiramos voltar atrás e repará-las. E é aí que entram as possibilidades.

   Um amigo meu estava me contando outro dia que fez um fluxograma de possibilidades para prever minimamente quais poderiam ser as consequências de uma atitude que queria tomar. Por um momento eu fiquei boquiaberta com isso, quer dizer, quem faz fluxogramas para tomar decisões? Aja como um ser humano arruinado pelo meio em que vive, homem, tome decisões às cegas e depois culpe seus pais por tudo que der errado, oras. Depois percebi que essa era uma forma relativamente segura de se certificar [ao menos] de que você não está fazendo algo absurdo.
   Reflictamos.
   Como exemplo, vamos pegar minha vida [que anda uma zona caótica, turbulenta, bagunçada, de cabeça para baixo e meio úmida, o que causou mofo também]. Eu estava num dilema muito característico da adolescência [na qual eu ainda me encontro, fodam-se todos vocês que insistem em me dizer que sou adulta, sou o caralho], e não sabia se devia ou não contar para um cara que estava gostando dele.

Aliás, vamos fazer um adendo aqui. Desde quando adultos criaram regras para esse tipo de coisa? Que eu me lembre, se você gosta de alguém, você:
       a)   Morre com isso entalado no peito;
       b)   Conta de uma vez para a pessoa e sai correndo;
       c)   Não comenta com ninguém e espera que os deuses façam uma macumba louca que deixe o Alguém apaixonado por você e aí vira problema dele.

   Mas não, para o mundo adulto [no qual aparentemente estou inserida], quando você diz que gosta de alguém, isso implica esperar uma resposta da pessoa, e depois que eu saí correndo houve uma certa surpresa por parte do envolvido... Deixemos isso para lá. Voltemos ao caso.
   Se eu tivesse sido mais inteligente [ah, céus, quantas vezes eu vou começar frases assim? Que vida...] e feito um maldito fluxograma, talvez eu chegasse a conclusão de que era melhor não contar nada.

    Claro que como fui eu quem fez esse lindo [e ainda jovem] fluxograma, talvez ele não condiga muito com as possibilidades reais. Porém venhamos e convenhamos, não é melhor saber?
Se você seguir a lógica incontestável do meu fluxograma vai contar pro seu X que gosta dele. O que pode acontecer?
a         a) “Eu também gosto de você!” – essa é linda e ainda não aconteceu comigo, mas ei, cada qual é cada qual.
           b)   “Poxa, eu não sinto o mesmo.” – essa é comum, e vem com algumas variáveis como “Não é você, sou eu” ou “Eu tenho namorada, sua louca”, depende do caso.
         c) “COMO ASSIM? É SÉRIO?” – essa é bem incomum, porém aconteceu e foi tudo o que consegui. Então ainda não sei se isso vai levar à alternativa a ou b. Oremos.

    De qualquer forma, vocês pegaram o espírito da coisa. Se não for o que você esperava, pelo menos você pode começar a superar. Se nunca tentar, o pensamento vai apodrecer na sua cabeça e começar a feder e todos os que estão por perto vão reclamar. Pense bem nas possibilidades e se ninguém for morrer, ficar seriamente machucado ou ofendido, faça. É melhor do que amargar os “e se” mais tarde.

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