quinta-feira, 24 de julho de 2014

Tretas de ir para Belo Horizonte

Postado por MissHachi7 às 19:44


Esse negócio de criar raiz em pessoas não serve pra nada. Pra magoar a gente, talvez. 
Por que se apegar? 
Porque não tem como fugir disso.
Conhecemos quem nos faz bem e queremos ter aquilo por perto por um tempo
[para sempre, por exemplo].
E ir embora dói porque a gente sabe:
mesmo prometendo que nada vai mudar,
tudo muda.
Então esse é o principal problema da mudança, a gente vai
e sente arrebentar alguns laços,
distender outros, 
carregar alguns.

Outra questão, menos abstrata e mais ligada a tretas práticas da vida
é o quanto arrastamos tralha por onde vamos.
A gente fica levando coisas de que não precisa pra todo lado, 
mas quando se está mudando com um orçamento baixo
tem que se ater ao estritamente necessário, porque não há como levar tudo.
Encaro minhas [muitas] porcarias e lamento não poder carregar tudo comigo.
Mas não é o que fazemos o tempo todo?
Em algum momento temos a sensação de que tudo nos é tirado
e aí paramos pra pensar e na verdade ainda temos o que precisamos.
Acho que é o Universo me obrigando a filosofar.

Mais um medo que a gente passa quando está indo pra um lugar onde não conhece ninguém
é ter que conhecer alguém.
Talvez não seja necessariamente um problema para todo mundo, 
mas para mim, construir relacionamentos de amizade é processo moroso
cansativo
demorado mesmo
e já aconteceu de eu chegar em um lugar novo decidida a não ser amiga de ninguém
[acabei arrumando umas três pessoas mesmo assim, porque tem quem nos conquiste até quando estamos com todas as armaduras seladas].
Agora não, eu estou indo já receptiva a novas amizades...
Que saudade do familiar, do confortável e do conhecido, previsível.
Sim, eu sou meio covarde às vezes.

Eu morei só em um pensionato enquanto estive em Araxá,
e agora vou morar numa república.
Dá calafrio porque é novo, e diferente.
Adolescentes, sem supervisão, sem uma autoridade a quem reportar tretas.
E aí a Hachi criança fica meio com um pé atrás.
Se não fosse a Ayana [outra, não a minha], eu provavelmente já estaria tendo ataques de pânico a respeito.
Então a Hachi quase adulta manda um HAKUNA YOUR TATAS e os nervos param de vibrar.

Menoridades:

- descobri que sou alérgica a penicilina [do jeito difícil, ou seja, tomando antibiótico e acordando inchada e com manchas vermelhas]... rezemos para que nunca pare desacordada num hospital e alguém tente tratar alguma infecção em mim com isso. AMEM.

- morar em prédio provavelmente limitará minha relação com a música aos fones de ouvido definitivamente [ouviu isso? é meu coração se partindo];

- eu moro em uma cidade média, fui morar numa cidade pequena e agora vou pra uma cidade monstro. Faça as contas e concordemos que as chances de isso dar certo não parecem estar muito a meu favor;

- ontem a Bruna perguntou onde fica o prédio da Engenharia na UFMG e eu não soube responder, então talvez eu não apareça nos primeiros dias de aula por ainda estar procurando por ele.



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