terça-feira, 22 de julho de 2014

UFMG, aqui vou eu!

Postado por MissHachi7 às 20:48


Sou fabulosa demais para dar notícias. É, vou me mudar de novo, vou recomeçar meu curso querido [Engenharia de Minas, e não façam as piadinhas], vou pra capital, finalmente pra parte mineira de Minas [é o que dizem os de lá], vou tentar fazer as coisas darem certo.
Acho que devo ser a criatura que mais passou por conversas intimidadoras com veteranos na vida, céus, parece que sou eternamente caloura, que coisa.
Que seja a última vez que precise chamar alguém 2 anos mais novo que eu de Excelentíssimo, yay.

Por outro lado, sempre dei a [grande, rara] sorte de as pessoas que fazem um bullying maroto online serem pessoas maravilhosas na vida real, depois de algumas exigências diferentes como ler poemas no refeitório ou mandarem tinta no seu [não lindo, porém muito querido] cabelo. Por exemplo, naquele incidente em que eu caí numa festa, as pessoas que me socorreram eram quase todas veteranos. Salvando minha vida. Vou chorar.

É ruim mudar, é desconfortável, é corrido, implica em despedidas e eu sou péssima nisso. Araxá virou lar. Pessoas de lá viraram família. E desde já tenho ouvido coisas como "você vai me abandonar" ou "mas BH é tão longe". 

Não tô abandonando ninguém. E BH ser longe, bom, isso é relativo, é longe daqui, mas é perto de Betim [ba dum tss, que bosta]. É só algo que eu preciso fazer. Eu preciso do susto, do medo de ir pra lá. Sou repleta demais de frescuras, e já aprendi que só me pondo a prova conseguirei mudar algumas delas.

Espero desafios, mas também creio [preciso crer, come on] que consigo criar lar lá também. 

Ninguém precisa ler isso, eu preciso me convencer. Estou apavorada. É maravilhoso e aterrador ir para longe de casa [eu achava que Araxá era longe, inocente]. Mas se eu consegui ir até lá sozinha, resolver a treta da matrícula e voltar viva, talvez eu seja menos incapaz do que julgo.

Sim, eu tenho um complexo de inferioridade, mas nem é um tão bom, é um complexozinho...

Espero sinceramente que as coisas funcionem no final, mesmo que não sejam fáceis, simples ou fluentes. Continuo pedindo sempre mais força, jamais tarefas menos exigentes.

Para quem assustou com o meu sumiço, ou nem sabia que eu tinha vindo embora, bom, é como eu disse, não sei despedir, choro demais, fico perdendo palavras no caminho. Fica desse jeito mesmo, só um "até logo", porque a vida vai fazer a gente se ver de novo muito em breve. 

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