domingo, 24 de agosto de 2014

Do amor que a gente perde

Postado por MissHachi7 às 17:54 0 comentários


"A única lei do abandono, assim como a do amor, é de ser sem retorno e sem recurso." - J. L. Nancy

  Ela sente falta de conversar com quem a escute. Não quem diga que entende sem nem tentar, só para ela  calar a boca. Quem admita que não a compreende, mas mostra sempre que está tentando, e se esforça para isso. Ela detestava como você sempre conversava com ela olhando em seus olhos, e precisou lidar com cada idiota que nunca a olhava nos olhos pra entender que era isso que queria...
   Você foi o único que ela realmente lamentou ter perdido, e sente tanto sua falta. Ver você de novo a alegrou, foi tão bom vê-lo... Tenho certeza de que não demonstrou isso, porque nunca demonstra, mas quando você a abraçou, ela pensou tão intensamente no quanto te amava que temeu você ter percebido.
   Todo mundo se contenta em ouvir, mas você a escutava, refletia, e respondia sinceramente. E talvez eu esteja poetizando demais tudo o que você foi pra ela, agora. Sei que no final vocês não estava mais dando certo, mas penso e penso e no final sempre só consigo tornar próximas as lembranças positivas.
   Só associo sua voz agora a você dizendo o quanto ela era importante. Ela sente praticamente dor física por você estar tão distante agora. Não de fato, mas da maneira mais horrível: bem aqui do lado.

Morro dos ventos broxantes Q

Postado por MissHachi7 às 12:26 0 comentários
Minha preguiça física atingiu seu nível mais alto na história, hoje.
Percebi que prefiro andar 10km no plano a cortar caminho e andar 3km por uma subida.

Morros me broxam.
Nada me desanima tanto quando uma inclinação aguda no caminho.

Vamos dar uma volta. 
Claro.
É aqui pertinho, no topo daquele morro.
Vá se foder.

Minhas pernas gostam mais de ESCADAS do que de rampas.
E esse é o quanto odeio subidas.

Eu gosto de quantum, baby.
OMG, eu sou um elétron.

Sonho Macabro

Postado por MissHachi7 às 12:06 0 comentários
Eu estava morta, caída como se estivesse sentada, com as costas voltadas para a porta. Tinha um lenço sobre meu rosto, mas eu sabia que era eu, porque tinha a mecha desbotada pro laranja e a cicatriz em forma de coração no pulso esquerdo. Eu estava me vendo, e isso me deixava meio confusa... Não estava assustada, apesar de todo o sangue e a provável morte por esfaqueamento. Estava surpresa por não estar sentindo dor... nem saudade de mim.

a maldição que escolhemos de viver com saudade

Postado por MissHachi7 às 12:04 0 comentários



de estar sempre longe de alguém que amamos

de acordar sentindo falta

ir dormir sem um pedaço

e a quase raiva de si

saber que escolhemos.

ninguém nos obrigou.

não nos mandaram embora.

escolhemos ficar longe

por algo maior

por uma felicidade futura

por sonhos

por novas paixões.

e no fim

tentamos disfarçar a saudade

viver todo dia

meio sorriso

meio choro

e esperar um reencontro.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Você tem saudade de quê?

Postado por MissHachi7 às 22:26 0 comentários


Saudade de deitar todo mundo no quintal pra ver o céu. Meus pais, meus irmãos e eu, apagamos as luzes e admiramos as estrelas, estatelados no chão, de vez em quando frio, de vez em quando em silêncio, e todos invariavelmente tocados pela maravilha. Somos minúsculos. Mesmo assim, significantes. Eu sinto falta de sentir esse tipo de consciência - porque tem vezes em que algumas compreensões não são muito bem absorvidas quando analisadas, elas tem que ser sentidas, e esse era um momento em que eu respirava essa certeza: somos muito pequenos, mas importantes. Sinto falta de perceber isso perto de gente que me ama. Sozinho dá medo.

Saudade de cantar com meu irmão. Sentar na mesa da cozinha [de preferência se alguém estivesse lendo, escrevendo ou estudando por perto], ele com o violão e aquela voz grave pra caralho, eu com minha pretensão de só poder ser música internacional, começar um som já barulhento e ter o prazer de um elogio vindo da mãe, a honra [quase orgulho] do pai mandando a gente cantar quando alguém ia visitar. E as meninas de vez em quando parando pra ouvir, e achar que até que nós não éramos tão ruins. Cantar sozinha não tem tanta graça.

Saudade de poder visitar meus amigos. Agora sinto uma puta vergonha porque não visitava, mas sinto falta de ter essa possibilidade. Morava na mesma cidade, em alguns casos até no mesmo bairro, a algumas ruas, estavam ali, ao alcance dos braços, e agora mal estão ao alcance da porra do sinal da Tim. Fuck.

Saudade de não ter o que fazer. Acordar, fazer o almoço [sim, tão cedo], ver desenho, talvez tomar banho, dormir. Nada mais belo.

Saudade de abraços.



10 metros abaixo do fundo do poço

Postado por MissHachi7 às 11:48 0 comentários


De vez em quando o melhor que fazemos é mandar tudo se foder, comprar um pote de sorvete de abacaxi, embolar-se no edredom abraçada a ele e esvaziar a cabeça e o sorvete, ocasionalmente dando uns grunhidos para o povo que mora com você saber que você continua vivo.

Recomenda-se que só encare a realidade novamente quando:

a) o sorvete acabar;
b) você se sentir pronto pra voltar pro mundo como ele é;
c) você decidir que não quer mais sentir pena de si mesmo.

Em caso de letra c, mande o sorvete restante para mim. Ainda estou péssima.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Não ame com medo.

Postado por MissHachi7 às 16:01 0 comentários


Um dia um amigo meu postou na minha página do Facebook:

"Amar com medo é perigoso. Você tem medo de mudar?".

E eu pensei, caralho, é isso, morro de medo, de tudo. 
E não é justo comigo nem com os outros que eu continue com certos tipos de comportamento apenas por não querer que as coisas saiam do meu controle. 
Cada um merece estar com quem perceba e aceite os defeitos e reconheça e ame as qualidades. 
Até eu, porra. 
Porque sim.

Eu tenho, às vezes, insights sobre coisas bem óbvias, eu sei. Mas olhe pelo lado positivo, há quem nem isso tenha, e viram aqueles seres obtusos que a gente já sabe: se reproduzem como coelhos.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Frida e Nóia - novos nenéns da República!

Postado por MissHachi7 às 20:56 0 comentários


Aqui na rep somos todos potenciais "velhas dos gatos" [exceto pelo Ko, que será um "velho" dos gatos], e após uma deliberação de 3 segundos, decidimos adotar nenéns para completar nosso lar! 
Fomos até a casa de uma moça que tira animais da rua, cuida deles com muito amor e doa alguns [são quase 30 gatos lá]. Todos eles têm nome, e recebem carinho e atenção médica, o trabalho dela é muito bonito, difícil, e, como ela disse, gratificante. 
Comentamos que não achamos nenhum gato andando por aí no nosso bairro (a intenção era resgatar algum da rua, mesmo) e ela disse "Se depender de mim, nunca virão mais nenhum bicho na rua, eu trago todos pra cá!"
Apaixonamo-nos por pelo menos 20, e no começo ficaríamos apenas com um... mas era amor demais, e cedemos só um pouquinho... e trouxemos duas bolas de pelo para casa!
Enfim, digam olá para os novos moradores da nossa república, Frida...

("Eu durmo assim no colo da Mamain Hachiko.")

E Nóia, um respeitável senhor de olhos laranja...

("Eu não gosto muito da Hachiko ainda, arranho até tirar Jesus de dentro dela quando tenta me abraçar.")

Os dois foram recebidos com muito amor e também nos dão muito carinho, acostumaram-se muito rápido ao novo ambiente e aos novos "escravos"...
Enfim, queria compartilhar essa alegria com vocês! Sempre quis ter um gato, e agora dois! Overdose de amorrrrrrrr.

sábado, 16 de agosto de 2014

FAZENDO AMIGOS, CONQUISTANDO PESSOAS, HELL YEAH or not.

Postado por MissHachi7 às 18:36 0 comentários
Duas semanas em Belo Horizonte! 
A pergunta que não quer calar: "O que está achando?"

Olha, para não ser acusada de pessimismo, vamos deixar assim: é um lugar de que eu poderei vir a gostar bastante. 


Ah, mas por que não está amando, porra?

Motivo muito simples: eu me sinto extremamente solitária.
EXTREMAMENTE.

Nesses 15 dias, o que mais ouvi foi a assertiva de que a parte mais importante de uma graduação é o contato que se trava com outras pessoas [e não ficar travada com pessoas - entendeu a piadinha?], e não sei se estou quebrada de alguma forma, ou se é o fato de estar em meu inferno astral...
Sem querer tirar uma com a minha própria cara, mas no começo do ano, quando me mudei para Araxá, em duas semanas eu já tinha pelo menos duas amigas de infância.

Reconheço, é claro, que é complicado encontrar quem aprecie minimamente meu senso de humor bizarrinho, e teorizo [em favor da minha própria autoestima] que o fato de estar em um lugar maior torne a probabilidade de ter contato com essas raras personalidades que batam [positivamente] com a minha seja mais baixa, e é apenas por isso que não pude encontrar, na faculdade, quem assim seja. 
Como já disse antes, aqui na república tenho duas pessoas maravilhosas com quem me dou muito bem - aliás, se não pudesse contar com as palavras e ouvidos delas, a essa altura já teria enlouquecido e começado a falar com paredes [na frente dos outros] ou algo assim. 

Conversei com alguns amigos meus e todos eles foram categóricos. 


Olha, Hachi, se você quisesse mesmo enturmar, era só ir às festas, encontros, badalos da sua turma, porra. Fica aí de mimimi e não se esforça, caralho. 

Excelente argumento. 
Não sou exatamente uma pessoa de festas, no entanto não é isso que me impede de sair com a galere. Eu tenho medo [medo, mesmo, de ficar com a boca seca e sentir os pés colados no chão] de andar à noite aqui. Apesar de ser um bairro bem tranquilo [para os padrões gerais], tem o de sempre: gente vendendo droga, usando droga, gritando com você, e tudo isso meio dia, duas da tarde. Ainda não quero ver como fica à noite. E é só por isso que não saio. Próximo argumento, fazendo favor.



Ah, Hachiko, você não tem que sair à noite, mas entrosa enquanto está na faculdade, cacete, tem tanta gente lá, não é possível que você não entabule conversa com pelo menos uma pessoa.

___________________PAUSA___________________

Eu lembro de uma vez estar falando com o Apollo sobre gente que se apavora no início das aulas pra entrar nas panelinhas [o papo aconteceu quando eu estava ainda no primeiro colegial, eras atrás], e fica louca andando atrás de quem já conhece o lugar para poder se assentar numa categoria, poder sentir que pertence ao ambiente por osmose, por estar perto de quem já tem confiança suficiente para estar sozinho. Lembro dele dizer "as pessoas acham que duzentos dias letivos não são suficientes para se conhecer, por isso o frenesi da primeira semana". E aí penso, eu estou nesse frenesi, que vergonha, eu agindo como uma pessoa mal chegada no ensino médio em pleno curso superior, palmas para mim.


Quem me lê [vocês existem?] sabe que eu estou numa angústia entediante com essa questão de amizades e convivência, não por não gostar das pessoas, mas por achá-las incríveis e não saber me aproximar de uma forma agradável [ou neutra, que seja]
Então eu acabo sendo a que tenta contribuir para alguma conversa dando exemplos que assustam, ou dando uma opinião que contraria quem está conversando, ou que desagrada. E como ficar calada não é uma opção, talvez isso esteja me afetando negativamente. O que eu decidi? Mudar. Melhorar. 



[Isso está ficando comprido, né? Vai lá, bebe um copo d'água e volta daqui a pouco, eu espero.] 


Voltando a Apollo, ele sempre tentou me consertar. Nunca chegou a conseguir, mas seus esforços foram notáveis, contínuos, e sua principal intenção era me tornar uma pessoa mais resistente em relação ao que acontece do lado de fora de mim. Ele chamava isso de ter "fibra moral", e eu me recusava peremptoriamente a ser assim, porque considerava a minha sensibilidade uma qualidade. 
Não durou muito, porque ser sensível implica saber filtrar o que você permite atingir seu âmago, e eu não tinha esse filtro - tudo que acontecia me acertava em cheio, e eu adoecia porque somatizava sentimentos. Porque não tinha fibra moral para lidar com o que se passava do lado de fora, passava tudo para dentro e não sintetizava nada de forma adequada.
Apollo fazia isso com carinho, eu tenho certeza, porém eu não sentia carinho. Não era como se ele estivesse me ajudando, era como se estivesse me atacando [eu sei, criancice, mas é errando que a gente aprende]
No momento tem outra pessoa fazendo mais ou menos a mesma coisa por mim, contudo, usando de um pouco mais de gentileza. O princípio é o mesmo: me mostrar que o mundo não é fácil nem bonito o tempo todo, então eu deveria saber me proteger dele sem fugir.

Reconhecer tudo de cruel e ruim que existe, sem ficar cega para o que há de bondoso e doce.


Caralho, Aline, aonde você tá indo? 

Calma, a história é boa, escuta.

Agora eu não me sinto atacada nessas sugestões de mudança, eu me sinto motivada [vê o tamanho da encrenca que é lidar comigo?]. E essa pessoa tem me indicado muito adequadamente quais adequações eu deveria fazer na minha atitude, sem tentar mudar minha essência.

Isso significa: não diz para eu deixar de defender o que eu acredito, mas para fazê-lo usando palavras menos agressivas; não me acusa de rabugice, me diz para sorrir. 

Uma vez disse que eu preciso mudar minha "cara de discussão"
Sem ver, quando estou falando sério, minha expressão se fecha numa carranca. Nunca tinha percebido isso, mas talvez assuste quem não me conhece, mesmo: lá está, a Aline sorridente e feliz, você lança um assunto por que ela se interessa, a cara dela vira a mesma de um lutador de MMA para falar a respeito.

_________________FIM DA PAUSA__________________

O que eu quero dizer é que eu estou aprendendo [bem aos poucos] que ao lidar com gente de fora, não posso me dar o luxo de esperar que gostem de mim como eu sou com gente de casa. Meus irmãos vão me amar apesar do meu sarcasmo, porque é a obrigação deles. Ninguém mais vai ouvir uma resposta malcriada  e continuar falando comigo, simplesmente porque eles não precisam de mim. E se eu mantiver essa atitude, aos poucos não terei com quem conversar [o que já está acontecendo, devo acrescentar].



A moral da história [aleluia] é que às vezes temos que mudar, sim, para as coisas melhorarem. Não porque alguém sugere a mudança - eu precisei disso porque sou teimosa demais para começar algo do tipo sem um empurrão - mas porque assim fica mais fácil pro Universo deixar fluir para a nossa vida tudo de bom que merecemos. Não adianta só orar por melhora, é preciso investir em melhoria.
Vou começar melhorando a única pessoa no mundo que posso mudar: eu.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Feriado - versão "morando sozinha"

Postado por MissHachi7 às 18:14 0 comentários


Acordei as nove da manhã me sentindo a pessoa mais bem-descansada do mundo, pensei em acordá-lo via Whatsapp mas achei melhor deixar pra mais tarde. O que eu comi? Arroz com cenoura [frio] que tinha feito no dia anterior, porque estava tarde demais para o café da manhã mas cedo demais para ter ânimo e cozinhar. 

Sim, eu sou muito atraente com meus dotes.

Fui pro computador ver o que tinha de novo no Facebook [nada, pra variar], falei com mamãe, vi meu horóscopo e lá mandava eu limpar meu quarto. Porra... os astros sabem. 
Troquei ideia com a minha irmã mais nova ["Hachiko, eu estou passando roupa! Só de calcinha!" *manda foto*] e decidi que era hora de parar de protelar. 
Mandei um "BOM DIA, É FERIADO" [recebi um "e daí?", mas tudo bem] e comecei a trabalhar.

Tirei TODAS as roupas que estavam no chão [para terror da mãe, roupas sujas, limpas, intermediárias], TODOS os papéis - porque a UFMG me deu uns 50 folhetos na primeira semana, sem exagero - TODOS os sapatos, TODOS os livros, TODAS as porcarias que nem cabem em categoria alguma, enfim, joguei tudo em cima da cama e comecei: varrer, desviar dos tacos soltos, tentar encaixá-los de volta [não, ainda não colei nenhum], dar uma alongada antes de atacar o espaço embaixo da cama [para o caso de ter que lutar com algum monstro que esteja lá, por quê?], passar pano, abrir a janela, deixar o ar se reciclar, ver o sol, ter um puta orgulho de tudo brilhando... 
Aí eu dei uma pausa, fiz uma vitamina de banana [é], suspirei mais uma vez... e notei que estava cansadinha [eu já sei que me falta preparo físico. Não enche!]. Como a cama estava cheia de tralhas, deitei no chão mesmo e apaguei por umas duas horas [sonhei com uns gatinhos andando em cima de mim]. Acordei com uma puta dor nas costas.
Então não tive ânimo de completar a única tarefa do dia, peguei tudo, separei as roupas sujas, coloquei no cesto que veio de Uberaba especialmente pra isso, joguei o resto no chão de novo [agora em um único monte - não me digam que não houve evolução], deitei na cama e cá estou desde então! 

Exato, quase um dia sem trocar palavras de fato com ninguém. Deve ser um recorde meu. 
"Isso faz mal pra gente como você, Aline". 
A solidão não combina comigo. 
Acho que vou estourar umas pipocas marotas e assistir Friends...

PS: você viu que feriado continua sendo faxina, né? Olha aqui como era.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Não explique.

Postado por MissHachi7 às 19:37 0 comentários


Preguiça infinita das pessoas
e sua necessidade
patológica 
de motivos.

Pode parecer amargura
da minha parte
frieza de não ligar
mas pensa comigo.

"Estou indo embora."

"Não gosto daquele seu amigo."

"Não fiz minha parte do trabalho."

"Matei aula ontem."

"Parei de tomar o remédio pra depressão."

Tudo bem, pode querer saber:
por quê?

Mas...

"Eu te amo."

"Fica aqui."

"Vem cá me ver."

?

Para que pedir explicação pra isso?
Abre o coração, porra.

Nota no celular

Postado por MissHachi7 às 19:19 0 comentários


Depois de alguns dias exaustivos, permiti-me o luxo de dormir por quase 20 horas seguidas. Ao acordar, achei uma nota salva no celular... Aparentemente, meu "eu" sonolento acordou tempo suficiente para deixar essa linda reflexão:

"Nada a declarar
sobre quem diz que se
importa 
mas não.
Apenas 
todos deveriam
arder
no colo do capeta
filhos 
da 
mãe."


Me senti meio Carrie.
Isso não dá medo de mim?
Eu fiquei com.
POR ISSO, gente, eu não quero estudar a mente humana.

A vida diante dos olhos

Postado por MissHachi7 às 18:21 0 comentários


Falando hoje com a Bruna, ela mencionou aqueles momentos da vida de que nos lembramos como se fosse um filme... Não tenho certeza se todo mundo funciona como nós duas, mas acontece mais ou menos o seguinte: temos uma memória bem questionável, então muitas coisas simplesmente passam e não nos marcam de forma que sejam facilmente resgatadas do abismo das lembranças. 
Existem, no entanto, algumas situações que nos fazem tão bem [ou tão mal, mas estou tentando ser mais otimista ultimamente] que quando tentamos voltar a elas pelos caminhos da reconstituição mental, aparecem praticamente como aconteceram, como uma gravação curta, mas exata, daquilo. Você vê em cores vivas, ouve como se estivesse acontecendo naquela hora, enfim, estávamos falando sobre esse tipo de memoração. 
E em um devaneio enquanto ela explicava o feeling, vieram-me experiências assim, rápidas, mas profundamente marcantes, o que imagino, afinal, ser o que acontece com quem diz que "viu a vida passar diante dos olhos". Por um momento de conversa assim, tão tranquilo, eu me senti quase morrendo, percebendo quantas felicidades já tive nessa vida [vi meu irmão entrando no meu quarto de manhã, cantando música sertaneja, abrindo a janela, quase me matando com a claridade, pulando na minha cama e batucando nas minhas costas até eu também cantar e me dispor a levantar; vi abraços de que sinto saudade sempre; vi meus pais conversando comigo na mesa da cozinha; vi amigos sorrindo; vi professores me cumprimentando...] e a quantos "fins-de-mundo" já resisti, tudo isso em muito menos de meio minuto.
Fui bem longe em quanto vi e me vi rindo de mim... afinal, quanto ainda não há para vi[ver]?
Não sabemos.

Então sinceramente torço para que você passe de vez em quando por esses momentos de fogo [principalmente os felizes, porque te amo] e sinta-se marcado pela existência, em todas as suas cicatrizes e toda a sua suavidade, para que quando "vir a vida passar diante dos olhos", seja um filminho que valha a pena ser visto.

domingo, 10 de agosto de 2014

É difícil, então quero.

Postado por MissHachi7 às 21:00 0 comentários

(Minha cara desafiando a vida. Quer apostar que vou ter pelo menos 90% de tudo dessa lista um dia?)


Quero dois gatos de estimação.
Pra chamar de Banzai e Ciara.

Quero um cacto.
Bob.
Ele não vai precisar tanto de mim pra viver.
Economiza água, sei lá.
E mesmo assim seria um motivo pra voltar pra casa.

Quero um peixe.
Virgo [por uma questão de ironia].
E ficar triste pela solidão dele,
e feliz por ele não ter uma memória decente.
Pelo menos ele não se deprime.

Quero uma tartaruga.
Molly [ironia].
Uma tarântula.
Florence [+ The Machine].
Uma calopsita.
Lily [Superwoman].
Um hamster.
John Mayer [é].

E como se trata de querer coisas que não posso ter,
quero comer no Subway todos os dias,
ter um sofá no meu quarto,
um playground decente pros gatos,
mais agendas,
alguém para conversar todos os dias,
um cd da Cassadee Pope,
um desenho animado com uma personagem que tenha meu nome,
saber tricotar,
graduar em menos de 6 anos,
um tanque do Exército,
uma carteira de motorista,
dentes mais brancos,
canetinhas coloridas,
um mural de isopor,
um chão autolimpante,
saber geometria analítica e cálculo.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A voz da experiência...

Postado por MissHachi7 às 20:02 0 comentários

Certo, estamos numa noite fria [pra caralho] de julho. Festa "julina" de uma escola em uma cidade pequena, repleta de mocinhas ignorando o vento gelado em saias e vestidos mais curtos que minha paciência e mais justos que Deus [adoro essa comparação, é heresia?], despertando olhares curiosos por parte de jovens [e não tão jovens, mas enfim, a intenção de todos é a mesma] e, às vezes, reprovadores dos mais velhos. 

Tal diálogo ocorreu entre um casal de senhores que estava perto do meu tio:

Senhor [puxando assunto]: - Não é uma vergonha essas meninas andando por aí com essas pernas de fora?
Senhora [encerrando-o]: - Mostremos o que temos antes que murchemos.

Uma pérola de sabedoria.

"Demonstre amor"

Postado por MissHachi7 às 19:40 0 comentários
AVISO: esse post vai soar meio lésbico. E eu não tô nem aí.



Essa era a legenda de uma foto em que eu levava uma mordida na bochecha.
Com a careta mais horrível do mundo.
Lembrei dela hoje porque senti falta desse tipo de espontaneidade.
Ontem passei parte do dia com a Bruna.

Antes de mais nada, estou me sentindo muito em casa aqui.
Lar, mesmo.
As meninas com quem moro conversam bastante comigo, achamos pontos em comum e nos damos muito bem.
É um alívio pro coração.

Havia alguns dias que não via rostos familiares [do tipo, conhecidos há muito, sabe?].
Aquele rosto de "já te vi dando birra, já te vi sendo tosca, já sei como você é quando não quer agradar ninguém". Rosto de amigo de antes.
E a Bruna é assim, não tem como eu fingir sorriso pra ela.
Ela foi o primeiro abraço "senti sua falta" que recebi em muito, muito tempo.

E me fez tão bem ter alguém com quem comentar coisas que passaram.
Aquelas conversas de "lembra quando..." fazem falta.
Eu achei lar em casa, mas achei lar quando encontrei a Bruna aqui, faz sentido?

Demonstrar amor.

Eu sou tão da entrega, tão de amar, que não consigo só sentir.
Não me é possível, na verdade chega a ser inumano, gostar de alguém e deixar isso quieto.
Na hora em que me caiu a ficha de que ela vai estar por perto
[nem sempre à vista ou ao alcance do abraço, mas na mesma cidade, mesma faculdade]
quis repetir o "demonstre amor" do Bernardo.
Quis MORDER a Bruna.
De pura felicidade por ela estar aqui.
Não só [egoisticamente] por tê-la ao redor, mas por ela ter vindo.
Ser feliz também.

Pode crer.
Morder de felicidade.

Só não o fiz porque Ana estava olhando, ela ia achar estranho.
E Bruna também não devia estar esperando, enfim.
Mas assim que der... vamos usar essa postagem como um teste, se ela ler ela vai estar preparada.
MUAHAHA.


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

AVISO: não engulo sapos

Postado por MissHachi7 às 19:29 0 comentários
Sou linda demais pra ficar ofendida com todo mundo que não me ama como eu sou.

Um cara uma vez disse que o fato de eu falar palavrão me tornava menos feminina.
Mandei se foder.

Apesar do que diz a concorrência [e alguns dos meus amigos], eu nunca fui o tipo de pessoa que faz questão de contrariar, muito menos de polemizar com minhas opiniões. 
Porém, descobri há pouco tempo o poder incomparável de não engolir sapos. 
Essa expressão me incomoda, mas é extremamente adequada: quando alguém te força a aceitar algo que o ofende nos recantos mais sagrados da alma, não parece que você está fazendo algo asqueroso e detestável como engolir um anfíbio cheio de verrugas que tenta evitar descer grudando-se com as patas na sua garganta? 
Parece improvável, porque eu sou bem cascuda, mas não está escrita a quantidade de vezes que ouvi desaforos absurdos e não disse nada, e isso me deixava doente. Literalmente. E acreditem ou não, só parei de me sentir obrigada a viver quando parei de aceitar esse tipo de abuso.
Nada do tipo marrentinho que fica peitando todo mundo que o contraria, porque né, eu admito quando estou errada. 
Mas quando alguém começa a alugar meu ouvido por merdas alheias, ou querendo me convencer a assumir um erro que não cometi, ou me ofendendo em algum princípio que me é caro... posso não responder nada, mas que farei de TUDO para que nunca mais se repita, ah, com certeza.
Por exemplo, não falar mais com a pessoa.
Nada de guardar ressentimento, porque isso causa rugas.
Mando pra casa do caralho [às vezes só em pensamento, às vezes em voz alta] e vou embora, não volto nem fodendo. Não tento agradar mais ninguém que piora minhas [já estressantes] condições de existência. 

Nervos em frangalhos

Postado por MissHachi7 às 19:08 0 comentários

Como vocês sabem, eu nunca morei tão longe, nem em uma cidade tão grande. E tem sido no mínimo chocante. Eu tenho uma tendência [bem conhecida por você, se já me lê há algum tempo] de exagerar, mas nada precisa ser aumentado aqui em Belo Horizonte. Tudo já é o máximo do que pode ser. E não, não é exatamente um elogio. Barulho, tamanho, pessoas. Hoje no caminho para a faculdade um cara imitou minha risada, e talvez meus nervos estejam meio abalados, mas eu quis chorar.
Ontem à noite, conversando com as meninas com quem eu moro, fui avisada de que se eu atravessasse a rua sem olhar para os dois lados, morreria. E, de novo, talvez eu esteja meio desconectada da realidade, mas na hora pensei que fosse meio que um feitiço que tinham jogado na cidade, se você atravessa sem olhar para os dois lados, cai morto. Só depois de uma encarada séria das duas eu percebi que o risco era de que eu fosse atropelada. Bom, fazia mais sentido mesmo.
Na faculdade em si eu me senti ainda mais perdida. É gigante. Eu só não me perdi porque a Gabriela [que mora comigo] estava lá ajudando com um pouco de coordenação geográfica - sim, porque mesmo com uma porra de um mapa em mãos eu não consegui encontrar o prédio que estava procurando. Não me surpreendeu o fato de existirem ônibus de circulação interna, eu levei o mesmo tempo andando da minha casa até a portaria e da portaria até o salão que procurava. Isso me deu náusea. 
Conheci alguns dos meus futuros colegas e foi um alívio - não que eu esperasse o contrário, já havia trocado impressões com eles virtualmente, mas foi ótimo ver gente sorridente e sem neuras [ah, todo mundo tem neuras, eu principalmente, mas nada transparente, entende?]. Eles zoaram meu sotaque. É, aparentemente eu tenho sotaque. Isso meio que me deu uma sensação de que eu devia ficar calada, porém em geral me é custoso calar a boca. E é como eu disse, acho que estou sensível ainda, porque quis chorar com isso.
Sentamo-nos numa graminha amigável no bloco da engenharia e tudo correu bem, até que os veteranos começaram a escrever nos calouros. Os clássicos "burro" e "minas comanda", mas eu achei melhor ir embora antes de começar a chorar na frente dos outros, porque né? Que excelente primeira impressão, Hachi.
Enquanto eu saía lentamente [sim, lentamente, não apenas porque não consigo correr, mas principalmente porque a pressa te denuncia; se você quer sair sem ser notado, não pode mostrar que tem urgência em cair fora: deve sair como se tudo estivesse bem e maravilhoso], ouvi alguém gritar "CALOURA!" a uns 30 metros de mim. Não me virei. Meu nome não é caloura. 
No caminho de volta consegui me perder, e tive que refazer uma parte do trajeto. A essa altura eu sinceramente queria desabar, deitar no chão mesmo e me embolar em mim, ou só entrar em pânico, mas o estresse de atravessar ruas não deixava as lágrimas saírem. Quando finalmente cheguei no meu edifício, errei as chaves, custei entrar, enfim. 
Estar no meu quarto foi uma experiência de paz inédita para o dia. 
Então eu chorei.
E não sei bem como isso soa, provavelmente é frescura mesmo, porque no fundo eu sinto que estou fazendo a coisa certa. Não a respeito do dia, mas a longo prazo. Estar aqui, sabe. Estou feliz, mãe. Eu só estou com medo agora, porque não conheço as pessoas, e esse negócio de não poder confiar em ninguém meio que me dá vontade de não sair da cama, de poder ficar o tempo todo só falando com quem eu conheço, de ficar só mandando mensagem pra gente que diz que me ama e que vai ficar tudo bem.
Detesto soar tão fraca e desolada, ainda mais porque tudo está, sim, certo e correndo bem. É só dentro da minha cabeça, mas infelizmente minha cabeça é onde eu passo 100% do tempo... Isso passa. Espero voltar logo com zoeiras mil para você.

Pare de amar à primeira vista

Postado por MissHachi7 às 00:03 0 comentários
(Eu depois de cinco minutos falando com alguém que é simpático comigo)

O único conselho que foi senso comum entre todo mundo que falou comigo foi que não poderei confiar em ninguém aqui em Belo Horizonte.
Houve controvérsia em tudo.

Vá a festas, não vá.
Estude como uma louca, tenha vida social.
Tente se exercitar, não saia de casa para nada que não seja ir a aula.
Beije muito, se voltar com mononucleose vai apanhar.
Não vá, vai logo.

Mas todos concordaram que eu devo parar de amar as pessoas à primeira vista.
Conhecer antes, confiar bem depois.
Vai ser estranho.

 

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