terça-feira, 25 de agosto de 2015

Uma treta de Natal

Postado por MissHachi7 às 20:23 0 comentários
Minha falta de refinamento nos tratos interpessoais sempre foi algo reconhecido por meus amigos (e já contou pontos positivos: a mãe do meu namorado me elogiou por minha ausência de sofisticação, uma vez), e eu sempre me esforcei pra ser minimamente agradável com as pessoas em geral, nem tanto porque elas merecem, mas porque me sinto compelida a tal.
O que vou contar hoje aconteceu há mais de dois anos, e talvez tenha rolado grandes consequências, mas não fui informada a respeito (graças a Deus), e acho que todos podemos aprender uma lição aqui.
Era Natal (ei, talvez eu devesse deixar pra contar isso no Natal... bah, foda-se), e eu, derramando virtude, como sempre, mandei mensagens de Feliz Natal para todos os contatos do meu celular - impessoal e rápido, mas mostraria que eu me importava o suficiente, certo?

Minha motivação era puramente social - só queria ser simpática com meus amigos.

Parece cedo, mas já vamos questionar algumas coisas na minha atitude: quem faz isso, né? Que ideia idiota. Que falta de criatividade, puta merda. É, não tenho nada em minha defesa. Continuando...

Como todo ano eu fazia isso, não esperava bosta nenhuma bater em ventilador algum, e esperei as costumeiras respostas (igualmente impessoais e genéricas, mas eu sentia meu mínimo esforço valorizado), mas uma delas se destacou.

"Quem é?".

Interessante. Aparentemente, salvar contatos apenas com primeiros nomes e siglas não é uma das coisas mais inteligentes do mundo. Eu também não sou. Respondi, inocente:

"Hachi, uai.".

E meu celular começou a tocar segundos após a mensagem ser enviada. 



Não havia nada no mundo que houvesse me preparado para o seguinte telefonema:

- Alô? - minha voz era de uma alegria natalina maníaca, cheia de esperança de que meu bom humor dissipasse qualquer dúvida de que eu me lembrava quem era Lucas N. L.
- Que Aline? - a voz de um rapaz, definitivamente acuado. Ao fundo, uma garota estridente: "Feliz Natal por quê? Quem é essa?!".
- Oi, desculpa, eu mandei mensagem pra todo mundo, não queria que desse problema - a voz ao fundo continuava "ANDA, FALA QUEM É SUA AMIGA" - e eu ficaria feliz em falar com sua namorada e explicar o que rolou. - eu já estava em pânico por ele. Sentia um buraco atrás da cabeça, devia ser a bala que a menina plasmava em mandar na minha bela, amedrontada face, que ela nem conhecia.

A ligação foi encerrada. Eu estava já desesperada, temendo ter arruinado o Natal de um casal que (fora a namorada doentia, pateticamente ciumenta e desconfiada) era feliz. Como todo maldito ano, estava na casa dos meus avós, com o estômago cheio além da própria capacidade, com sono e, talvez por isso, com a capacidade de julgamento meio comprometida. 
Com muita boa vontade, liguei de novo para Lucas N.L. 

- O que você quer com ele? - a Ciumenta atendeu. Ao fundo, um miado de "amor, desliga, nem sei quem é essa menina, por favor"
- Nada, sério, eu estava tentando explicar que mandei a mensagem pra todo mundo, não foi...
- Sei. -, ela cuspiu, ríspida, e desligou.



Suspirei. Senti pena do rapaz e me afundei numa pocinha de culpa. Após uma meditação meticulosa - que não é meu forte, mas deu resultado -, lembrei de por que tinha o número dele. Um colega meu tinha pegado o celular dele emprestado pra me ligar uma vez! ERA ISSO!
Porra, eu realmente não tinha nada que mandar mensagem pro moleque. Meu colega tinha me avisado que a namorada dele era possessiva. Lucas N. L. Namorada Louca.



Mantendo a presença de espírito, pensei em ligar de novo, mas pareceria que eu estava defendendo o cara. Não podia ficar sem fazer nada. Mandei mensagem pro meu colega pedindo pra ele mediar o conflito quando pudesse, explicando que eu era uma idiota (eu não ligo em ser ofendida se eu que sugeri ser ofendida). Não sei se ele o fez.

A lição aprendida aqui, crianças, é que mensagens impessoais e genéricas são DO MAL e podem começar romances (como no livro @mor), mas muito mais provavelmente guerras. 

Então se não puder mandar uma pra cada amigo, não mande nada. 
E é por isso que ninguém recebeu Feliz Natal de mim ano passado, beijo.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ponto de vista

Postado por MissHachi7 às 20:22 0 comentários
Quem foi que deixou ela subir ali? Bêbada.
Eu não me importo, isso foi há tanto tempo. Quando ele ainda conseguia ir ao banheiro sozinho. Você tem sorte de ter me traído e me deixado. Se ainda estivesse comigo depois de me trair e dependesse de mim como depende dela, eu mataria você. E nãoseria rápida ou caridosa.
Alguém, por favor, seja caridoso e tire ela dali
Não, eu vou te contar o que eu faria com você.
Apagaram as luzes.

Coisas ouvidas pela metade VI

Postado por MissHachi7 às 20:18 0 comentários
"- Não era você que usava uma palmilha por causa dos calos?
 Não, eu usava porque esmaguei uma das minhas vértebras."


Coisas ouvidas pela metade V

Postado por MissHachi7 às 20:13 0 comentários
" - Lembra aquele Tiago que ninguém sabe quem é?
- Não."


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Coisas ouvidas pela metade IV

Postado por MissHachi7 às 14:48 0 comentários
Duas senhorinhas:

"- Você tem visto a Joana?
- Ah, sim, ela já tem um filho de 18 anos.
- Calma, o filho tem 18 anos ou ela teve ele faz 18 anos?
- Não, ele tem 18 anos."


sábado, 23 de maio de 2015

Coisas ouvidas pela metade III

Postado por MissHachi7 às 07:42 0 comentários

"Tá vendo como viver é perigoso, Pablo?"

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Coisas ouvidas pela metade II

Postado por MissHachi7 às 10:22 0 comentários

"Então eu perguntei pra ele se ele queria uma moto ou um bicicleta. Ele disse " moto", então me diz: PRA QUE ELE PRECISA DE UMA DROGA DE UM CAPACETE?"

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Coisas ouvidas pela metade I

Postado por MissHachi7 às 14:50 0 comentários
"Tô aqui falando com a minha namorada... Diz ela que tá vendo "A Morte do Demônio". Deve ser um filme de Deus, né, se o Demônio morre..."


Lugares Especiais no Inferno

Postado por MissHachi7 às 14:46 0 comentários
- quem coloca louça suja no lado da pia onde só devem ficar as limpas.
- quem não dá seta antes de virar.
- quem cuida da minha vida sem ser meu amigo.
- quem tem informações importantes pra você e faz cu doce pra não contar só pelo gosto de te ver implorar.
- quem ouve música sem fone de ouvido perto dos outros.
- quem bebe água gelada e devolve a garrafa meio vazia pra geladeira.
- quem usa a porra do MEU gelo e não enche a forma de volta.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Amorzinho

Postado por MissHachi7 às 18:09 0 comentários
Sim, hoje tô com vontade de escrever nada, mas quero postar gifs, licença? Obrigada.

Hachi dando conselhos

Postado por MissHachi7 às 17:46 0 comentários
Antes de mais nada saiba que vou tentar ajudar como amiga.
Ou seja, haverá erros de julgamento e prováveis preferencialismos.

Não consigo lidar

Postado por MissHachi7 às 17:35 0 comentários
- com rejeição
- com problemas
- com dúvidas
- com dificuldades
- com pessoas
- com animais
- com plantas
- com você
- comigo

Aline neste momento

Postado por MissHachi7 às 17:27 0 comentários

Meninas sem peito be like

Postado por MissHachi7 às 17:26 0 comentários

segunda-feira, 27 de abril de 2015

HAIKAI 56

Postado por MissHachi7 às 22:17 0 comentários
O bom de não andar armada
É o crescimento populacional constante
E ficar fora da cadeia e odiar calada.

Engenharia de Minas e Hachi

Postado por MissHachi7 às 22:11 0 comentários
Muita gente não entende por que eu decidi ir por um caminho como a engenharia, e mais especificamente a Engenharia de Minas. E como eu mesma andei me questionando esses dias, pensei que talvez fizesse sentido tentar explicar o que me atrai nessa área, e espero que isso ajude alguém que possa estar em dúvida, principalmente vestibulandos, por quem eu tenho um carinho especial, pois todos nós nos lembramos do pânico que eu tinha enquanto prestava provas para mil cursos diferentes sem saber o que queria da minha vida, do mundo, etc. E se minhas linhas de raciocínio desencapadas puderem ser úteis, será um grande prazer e uma honra pra mim. 

Antes de mais nada, de que se trata a Engenharia de Minas [usando minhas palavras, então não venham vocês perfeccionistas cortarem o meu barato]: trata-se de extrair e tratar minérios de forma ótima, causando o mínimo de dano e o máximo de retorno econômico. Existem definições bem mais precisas, mas essa parte me atrai bastante. Já chega causando a polêmica a respeito da profissão, né, o tema de discussões familiares que me dá náusea.

"Ah, a mineração só causa danos ao meio ambiente, deviam reconstituir tudo ou parar de extrair!"

Olha... *SUSPIRO* 

A mineração não é a única atividade econômica que causa danos ao meio ambiente, e tudo isso é extremamente relativo; a agricultura causa bem mais danos, em vários aspectos, mas não recebe tantas críticas por um simples motivo: política. Para usar apenas argumentos fáceis, os danos causados pela mineração são menores em área atingida, em tempo de utilização da área em questão é menor e a legislação que rege as ações quanto à recuperação do local são bem mais rígidas, em relação à agricultura. Mas fale em diminuir a produção de alimentos e todo mundo pira. 

Por uma simples questão de ignorância [ou escolha de não compreender... não sei exatamente o que se passa na cabeça da galera], não fazem associação entre tudo que é utilizado para sobreviver e a mineração. "Se você não pode plantar, você precisa minerar." E pra plantar, você precisa ter minerado antes - a mecanização nas lavouras só é possível graças à existência da extração, tratamento e beneficiamento de minérios. Adubos, equipamentos, mesmo se você quiser usar só uma pá. E de plástico! Tem que minerar, gente.. Os ambientalistas radicais estão postando rage-comics sobre mineração diretamente de seus computadores que só existem graças à ela mesma. É quase um deus bondoso observando seus filhos ignorantes [hahaha]

A questão ambiental não é uma opositora da atividade mineradora em si - todo trabalho legal [do tipo, dentro da lei... porque tudo ligado à mineração é legal do tipo "maneiro"] na área só é levado adiante com planos de fechamento de mina que respeitem as legislações [que, repito, são muito rígidas], e todo o planejamento leva em consideração o que será feito do local após o encerramento das atividades, porque não estamos falando de garimpo aqui, pessoas.

E sobre reconstituir tudo, isso é impossível. Eu mesma levantei essa questão numa aula de introdução à mineração: e o micro-clima? e a biodiversidade? e o relevo? - pentelho mesmo, podes crer.

É, não vamos poder refazer tudo. Mas aí entra novamente a questão da área ser relativamente pequena [prestem atenção no RELATIVAMENTE, pessoas] e no que tange a biodiversidade, a legislação tá aí, né. Em áreas de proteção permanente e proteção ambiental há regras específicas, que protegem a fauna e a flora - em alguns locais inclusive é proibida a mineração, para não perturbar o equilíbrio e tal. 

Mais uma vez, só para acalmar corações agitados, eu estou falando como uma Aline, ou seja, não sou Engenheira de Minas ainda, e tenho conceitos bugados e uso palavras feias como "tipo", mas creio que ainda não ofendi ninguém. AINDA.

Uma preocupação premente dos professores de matérias específicas - as quais não temos ainda, obrigatoriamente, mas conhecemos os professores, puxamos umas disciplinas de períodos mais avançados, fazemos o que podemos - é nos lembrar sempre do caráter otimizador da nossa futura profissão: aumentar a recuperação no tratamento dos minérios, reduzir os rejeitos, buscar os melhores processos para reaproveitamento de água e menor gasto de energia - tudo em prol do meio ambiente e, não sejamos hipócritas, do lucro. Então não sei como é que as pessoas enfiam na cabeça que quem trabalha com mineração tem um prazer sádico em derrubar árvores. Estudamos para tornar tudo o menos degradante possível, gente. Pesquisem!

Outra coisa maravilhosa sobre a Engenharia é que podemos atuar em várias áreas - campo, gerenciamento, academia, onde a gente quiser. 

Eu, particularmente, cheguei chegando querendo trabalhar com perfuração e desmonte. Mas aí descobri toda a treta que é lidar com explosivos e mineração subterrânea, então refleti um pouco mais e pensei: por que não gerenciar as tretas? E puxei umas matérias da Administração [curso que desprezava porque me lembrava um idiota aí, mas é fantástico] sobre gerenciamento de projetos, e aí vi que não é brincadeira, e talvez eu não tenha nascido pra isso - só talvez, porque ainda não acabou o semestre, veremos. Então estou olhando de rabo de olho pra área acadêmica. Claro que os dentes rangem só de pensar em passar mais de dez anos na faculdade, mas ei, eu só estou aqui há oito meses... E já não aguento mais.

Esse é o post mais comprido e mais cheio de nadas que já escrevi, mas se ainda tem alguém lendo até aqui, vai ler mais um pouco. Se quiser ir beber uma água eu espero aqui. Se quiser parar de ler não tem problema também, não.

Faculdade é o máximo. Puta merda. É milhões de vezes melhor que o Ensino Fundamental e infinitas vezes melhor que o colegial. Sério. Você é mais esperto, mais divertido [talvez], conhece pessoas que se parecem mais com você e não é obrigado diretamente a nada. Não tem professores andando entre os alunos pressionando quem não fez tarefas [bom, tem alguns que fazem isso, mas esses não esquecem os tempos em que deram aula pro colegial], não tem [hã, muito] bullying, não tem tantas matérias nada a ver que você engole só pra "passar no vestibular". Mas essas últimas são substituídas por matérias nada a ver que você deve engolir se quiser passar pro próximo período. 

No caso das Engenharias, temos o ciclo básico que é matemática, química e física. Com nomes mais assustadorezinhos, mas é isso. E ninguém é retardado o suficiente para entrar pra um curso que tem isso no ciclo básico se não gostar ao menos um pouco dessas três matérias. Exceto eu, que desde que o mundo é mundo venho aqui falar que odeio Exatas e tudo que tem número [tem a ver com a negação do meu peso? talvez], e entrei pra essa bosta, mas todos sabemos que sou uma idiota mesmo. O foda é que eu AMO esse curso. A.M.O.


E não desisti ainda por alguns motivos:
a) se eu desistir de mais um curso, serei deserdada pelos meus pais;
b) não aguento mais ser caloura;
c) imagina que louco trabalhar com rochas e explosivos e pessoas que sabem lidar com rochas e explosivos.


E na verdade a verdade [sim, essa frase foi escrita e relida] é que só a alternativa C é verdade [sim, verdade de novo] porque minha mãe me pergunta se eu quero desistir e ir embora pra Uberaba toda vez que ligo pra ela chorando. E sobre ser caloura, depois da milésima vez que alguém te chama de caloura, você para de se importar [isso é mentira, nem sei por que falei isso, mas não vou apagar, já falei tanta merda mesmo]. Eu só quero ficar pelo curso. 

Eu só aguento as aulas de Cálculo insuportáveis porque a Engenharia de Minas é incrível demais pra eu parar porque não sei limitar, derivar ou integrar. Vou aprender, né.
Eu só aturo a Introdução à Física Experimental, com seus relatórios nojentos, valores seguidos de incerteza e unidade e professor que fala espanhol porque preciso sobreviver à ela pra chegar nas matérias específicas da linda e gloriosa Engenharia de Minas, com a Mecânica das Rochas e suas magias.
Eu só vou à aula de Química Inorgânica porque... bem, porque é muito foda. E útil. Mesmo com a professora gritando comigo e rindo das questões que eu respondo errado na prova, e tal. É muito incrível. 

Então, esse negócio de desistir porque está difícil... Gente, eu penso nisso todo dia. Juro. Penso todo dia: acordo, olho pro teto, lembro que tem aula de cálculo e queria estar morta. Mas aí a Maria Clara vem aqui em casa, me arrasta pra fora da cama, me dá uns tapas [morais, porque ela é uma dama e não faria isso de verdade... hã, e eu sou três vezes o tamanho dela] e me faz voltar à realidade. 

Ninguém ama o ciclo básico. Se você ama, eu julgo você. 

Mas sem ele a gente não chega na parte legal do curso. Então firmem o golpe, jovens. Desculpa pelo post tão ridiculamente e desnecessariamente longo. E cheio de não-dados. Ah, manda eu me foder. Aqui vai uma batata fofa:





Benefícios de EU Não ter uma Máquina do Tempo

Postado por MissHachi7 às 18:15 0 comentários


- pense na quantidade de pessoas que eu mataria se pudesse voltar no tempo. Cada ser que já partiu meu coração, esmagou algum sonho ou causou algum estresse seria aniquilado antes do evento em que me ferraram, e eu não teria sofrido nenhuma das [muitas] decepções dessa vida (quem sabe outras, né) e não seria a pessoa maravilhosa que sou hoje, então são dois benefícios em um.



- eu, sendo o ser de mente fechada e pequena que sou, provavelmente voltaria ao ponto em que algum babaca decidiu que o mundo seria regido logicamente, com a matemática, e eu diria "ei, que tal não?" - como eu seria o ser mágico e incrível que veio do futuro, todos me escutariam e o mundo seria regido pelas humanas apenas, e isso salvaria meu próprio cérebro hoje, porém ferraria o progresso da humanidade, portanto é um grande benefício para todo mundo que eu não tenha acesso a uma máquina do tempo (existem, sim).



- eu teria umas respostas muito mais inteligentes para algumas discussões que tive no ensino fundamental, o que teria sido ótimo para o meu ego mas péssimo para minhas relações interpessoais e carreira, porque provavelmente [não tenho certeza] o tipo de resposta espertinha que eu tenho na ponta da língua hoje soaria meio ousado para uma criança de dez anos e eu seria expulsa e não teria meu histórico impecável [hã, um ou dois passeios pela diretoria por bullying, apenas] então é mesmo melhor pra mim [e pra autoestima de alguns coleguinhas do passado] que eu fosse uma paçoca que não sabia replicar na época.



- não faria nada a respeito das grandes guerras porque a máquina do tempo não ia me deixar rica, e eu não ia ter dinheiro pra viajar pra outros países, então nessa o mundo ia se ferrar de qualquer jeito. Isso meio que invalida um dos tópicos lá em cima, mas tô com preguiça de apagá-lo.



- eu tentaria forçar a eu-mesma de sete anos a frequentar a natação [em vez de dar chilique com a professora e emburrar em casa e nunca mais voltar pras aulas] e comer direito [em vez de socar comida na boca só para passar raiva nos pais], e acabaria ferrando a mente dela tão profundamente [mostrando minhas atuais estrias e celulites] que ela [sendo eu mais nova] teria tanta preguiça de mudar esses hábitos, e teria tanto medo de realmente acabar sendo o que eu sou que entraria em depressão e se mataria ao chegar à adolescência. E eu não existiria hoje, então, bom, eis um benefício pra humanidade como um todo: eu ainda tô aqui escrevendo essas merdas.



Então, pra resumir: meu aniversário tá chegando, nada de Máquinas do Tempo esse ano, okay?


terça-feira, 14 de abril de 2015

Flashback Desastre 2014

Postado por MissHachi7 às 18:54 0 comentários


Sabe quando você anota coisas no celular e fica esperando o dia em que vai poder usar? Eu faço muito isso, e geralmente as coisas acabam ficando ultrapassadas porque esqueço delas - especialmente as escritas de noite -, mas hoje encontrei um poeminha escrito numa madrugada aí, e que nem faz mais sentido, porque já tô ótima e divando de novo.

No entanto, como eu ofendi a pessoa no poeminha primário, e ainda o odeio, vou publicar. Leivai:

Você bagunçou minhas rimas
Depois de bagunçar meu horário
Eu morro de raiva de você
Seu grande babaca otário
Para cobrir as despesas psicológicas
Vai ser mais que um salário
Nunca mais quero ouvir seu nome
Nem ver sua cara, desgraçado.
 
Entendedores entenderão. 

terça-feira, 24 de março de 2015

Atualizando sobre minha vida - Morando com Homens

Postado por MissHachi7 às 18:57 0 comentários
Antes de mais nada eu gostaria de dizer que sim, estou mesmo sumida por aqui, e não, não abandonei o blog [gente, que drama, um mês sumida e já estão me acusando de negligência]. O que aconteceu foi a engenharia - que, para dar um toque de poesia, digamos, está me fodendo com vidro em pó -, então ando meio ocupada, tentando conciliar meu amor por vocês e meu desejo de ter um diploma.




Então, estou aceitando orações, rezas, votos, desejos de sorte em geral. Agradecida.

Enfim, deixa eu dizer que te amo deixa eu pensar em você contar o que tem acontecido. Bem, pra resumir muito {MUITO MUITO} bem resumido, a Ayana e a Gabriela saíram da república, ficamos só o Ko e eu, aí estávamos com um quarto vago e por mais que fosse legal deixar os gatos terem um cômodo só deles, o aluguel não diminuiu, então Ayana arrumou mais uma pessoa pra morar com a gente e essa pessoa é mais um homem e aqui vai a bomba: nós dividimos um banheiro. Eis o momento mais caótico da minha existência.
Morar com homens [em um contexto não-relacionamental] pode ser muito estressante e conturbado, mas não é exatamente meu caso. Primeiro, porque praticamente não convivo com eles - meus horários ridículos na faculdade me obrigam a ficar fora de casa o dia todo, então só nos trombamos aos fins de semana - e temos uma divisão de tarefas muito bem feita [palmas pra Aya, nossa gerente], então tudo corre até bem em termos gerais.
O triste mesmo é o banheiro. Querendo ou não, homens e mulheres têm relações bem diferentes com o espaço. Homens veem como banheiro. Ponto. Mulheres veem como salão de beleza, spa, e sim, banheiro. Então só por aí já seria simples de resolver, vocês diriam, "Ah, Aline, sua fresca do caralho, vocês nem usam o banheiro ao mesmo tempo, qual o problema?"
O problema é meu e dele, porque reconheço que também crio algumas dificuldades. VAMOS FAZER UMA LISTA!



- produtos no banheiro - olha, eu deixo apenas três embalagens no banheiro, e ele deixa duas, então estamos bem empatados nesse quesito e não temos nada que reclamar um do outro;
- tempo no banho - como estamos em casa em períodos alternados, ainda não houve colapsos nesse aspecto, e por via das dúvidas, das incertezas e pelo bem do planeta [e nossa conta de água/energia] colei um recado pedindo pra não extrapolar 15 minutos no chuveiro (mas não fico policiando o cara, né);
- limpeza - ai. meu. coração. OLHA. Eu faço o que posso pra não deixar cabelos no ralo [que é uma coisa que quase mata homem de nojo, eu sei], mas às vezes o chão fica com glitter - longa história -, coisa que não dá nada, porque é só você tomar a porra do banho que sai de você (hã, mais ou menos). Mas pêlos espalhados pelo banheiro é meio tenso porque COMO EM NOME DE DEUS EU DEVO LIDAR COM PELOS ESPALHADOS PELO MEU BANHEIRO SABENDO QUE NÃO SÃO MEUS E QUE VOCÊ NÃO FEZ A BARBA, quer dizer, é meio tenso. Só isso mesmo.
- descarga - outra coisa que eu tenho absoluta certeza de que faço e que ele não lembra de fazer e que a culpa não é minha porque também colei um recado pedindo pra dar a porra da descarga, mas talvez a culpa seja minha sim porque o recado é bem pequeno, vou escrever numa folha A3 e pregar na frente do vaso, talvez resolva.
- mira - olha, esse problema é de homem, porque não tem muito jeito de eu errar o vaso estando sentada nele, e eu entendo perfeitamente que às vezes deve ser difícil acertar [mesmo sendo um puta buraco], eu só não consigo acalmar meu coração com o fato de você ERRAR E NÃO LIMPAR O QUE ESPIRRA PRA FORA. Só isso mesmo também.


Fora isso tudo corre às mil maravilhas, e o fato de ele ser vegetariano não melhorou nem um pouco minha simpatia com tudo isso [não que eu tenha implicância com vegetarianos, mas tenho] e apesar do drama do banheiro nos damos até bem, e

- mentira, ele sempre deixa as portas dos armários abertas mesmo eu avisando que os gatos entram lá e sambam nas panelas.

pronto, agora sim, tirando os tópicos acima está tudo lindo e maravilhoso, Ayana, pode ficar tranquila que não vou ser grosseira nem mal educada nem vou bater nele nem mandá-lo janela afora. Eu? sou extremamente doce e gentil, eu aviso as coisas pacientemente e quando a pessoa não muda o comportamento eu venho aqui no blog e deduro mesmo. Não pode me processar, eu não falei seu nome. Beijo, gente.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Cheque sua noção do ridículo :)

Postado por MissHachi7 às 22:46 0 comentários


Nunca amei.
Já tive umas paixões bem fortes, 
uns tesões loucos,
umas quedas pesadas,
umas confusões e tal.

Só isso mesmo. 
Dá uma verificada no seu bom senso 
talvez chegue à mesma conclusão.


foto by mywonderland1

HAIKAI 55

Postado por MissHachi7 às 22:25 0 comentários
Quem pensa que amor não existe
leva uma vida mais fácil
mas mais triste.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Companheiros de Caminhada Palhaços

Postado por MissHachi7 às 02:41 0 comentários
Era uma noite infernal de terça-feira. Estava bem tarde e meus irmãos e eu estávamos caminhando para casa, voltando da academia. Sim, saímos de lá às dez da noite. Porque somos idiotas. Enfim, como eu ia dizendo... estávamos Álisson, Ananda e eu. Só essa introdução já deveria servir como aviso: rolou coisa bizarra. Porque se você me acha uma pessoa estranha, é só por ainda não ter me visto na companhia destes dois. Vamos lá.

Assim que saímos da academia, decidimos passar na casa da vovó, porque a fome era maior que a vontade de tomar banho [sim, somos mesmo], mas ao chegarmos lá, eles já estavam dormindo [claro, né, avós e dez da noite, francamente, Aline. Então rumamos para casa. Ao virarmos a primeira esquina, Álisson disse:
- Ananda, você está com calor?
E Ananda, inocente:
- Tô... - e ele jogou água na cara dela. E saiu correndo.



Quando ela finalmente parou de miar ["não acredito! meu cabelo! anem, Álisson! olha o que você fez!" - o que eu achei muito dramático, porque nesse calor, se alguém jogasse água em mim eu beijava], já estávamos chegando a uma rotatória. Álisson ligou o modo "irmão protetor".
- Prestem bem atenção. Se algum carro se aproximar de nós diminuindo a velocidade, saiam correndo. Nem olhem pra trás, nem verifiquem quem está lá dentro, ouviram? É tarde e ninguém conhecido vai aparecer agora, então...
- É, como se pessoas num carro não fossem nos alcançar - eu ironizei, porque aquele papo estava me dando medo. 
- Aline, eles teriam que dar ré ou descer do carro pra correr atrás de nós. Melhor correr sim! - ele argumentou.
- Mas eu não consigo correr! - lamentei, já olhando ao redor preocupada.
- Melhor ainda - atalhou Ananda. - Se eles correrem atrás de nós, derrubamos você, Aline, e quando eles se distraírem tentando levantar você pra te sequestrar, eu e o Álisson fugimos. Depois de te ouvirem reclamar por dois minutos eles vão se arrepender e vão querer nos pagar pra te aceitar de volta. - e saiu correndo.



Claro que esse tipo de zoeira é comum. Ainda mais comigo...

Então, daí a três passos, Ananda decidiu sair saltitando na nossa frente, balançando os braços em amplos movimentos circulares e girando o corpo ao mesmo tempo [era uma imagem e tanto], e gritou [sim, às dez e meia da fucking noite], rindo gostosamente:
- Aline, cê tem que fazer isso, é muito legal!
E Álisson disse, sério:
- É, Aline, vai lá, deixa que eu seguro sua garrafinha de água e sua dignidade pra você.


Amor define...

Como aterrorizar pessoas

Postado por MissHachi7 às 02:24 0 comentários
"Quando alguém perguntar:
- Eu não te conheço de algum lugar?
Responda:
- Talvez. Você assiste pornô?"


Isso vai tirá-los de perto. Tá na internet, deve ser verdade.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Babá meio emo

Postado por MissHachi7 às 23:38 0 comentários
Quando eu era criança, minha mãe precisou arrumar babás para cuidar do meu irmão e de mim, porque éramos muito ativos e levemente maldosos um com o outro, e ela precisava manter os dois vivos enquanto trabalhava. Por muito tempo eu tive uma babá muito carinhosa e de quem eu gostava muito, mas quando ela parou de trabalhar lá em casa, mamãe teve que passar pelo ingrato processo de seleção, em que cada babá passava uns poucos dias conosco, como teste.


E eu me lembro vividamente de uma em particular... A mocinha era bonita, morena, alta [mas porra, eu tinha seis/sete anos, pra mim todo mundo era alto], e viu televisão com a gente numa boa até descobrir que eu tinha tarefa, então trouxe meu irmão e eu para a sala e me pediu pra pegar os cadernos. A tarefa era fazer capas coloridas para todos os meus cadernos (o tipo de atividade inútil a que as crianças são obrigadas até hoje). 
Minha grande preguiça de viver e eu imploramos à mocinha que me ajudasse a fazer pelo menos a capa de um caderno, e como meu esquema argumentativo sempre foi surpreendente, ela concordou. Eu me concentrei em desenhar borboletas e flores [não por achar fofo, mas por ser mais fácil e ocupar mais rápido o espaço], colorir tudo e fazer espirais pra preencher os vazios mais eficientemente. Quando fui olhar o que ela tinha feito no meu caderno de português, fiquei no mínimo impressionada.



Ela fez um coração muito bonitinho, mas desenhou uma faca atravessando ele, com sangue pingando, e puxou um balãozinho onde se lia "nunca fira um coração, você pode estar dentro dele". Ela também quis preencher os espaços vazios, só que fez isso desenhando arame farpado, e ocasionais corações dependurados nele. Eu, que nunca tinha visto nada igual, achei o máximo, e pedi pra ela fazer a capa de outro. No de geografia, ela também fez algo parecido, mas era com outra frase, de que não me lembro.
Depois de terminarmos, ela nos deu lanche, fez tranças no meu cabelo, escovamos os dentes, ela ajudou o Álisson, que tinha três ou quatro anos, e foi nos colocar pra dormir. Eu pedi pra ela contar uma história... bom, não se pode negar que ela tivesse boa vontade.

A moça nos contou a história de Romeu e Julieta. 
Com encenações dos suicídios, e declamando as frases mais dramáticas à la cabeça dela mesmo [lembro dela dizer algo como "tu não deixaste nenhuma gota para mim, ó"].

E nós dois ficamos de olhos arregalados, eu particularmente fiquei chocada com o amor e a vida, e ela apagou a luz. 
Acho que foi a primeira vez que empurrei minha cama pra perto da do Álisson pra não dormir sozinha, de medo.

PS: quando mamãe achou meus cadernos, colou desenhos de flores e borboletas em cima dos corações ensaguentados e enforcados e não me lembro da mocinha meio gótica ter voltado. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Omissão na prática

Postado por MissHachi7 às 01:31 0 comentários


Meus pais se conhecem há quase 30 anos, são casados há mais de 20, e se você não ama muito alguém, não sobrevive a tanto tempo assim. Eu, particularmente, só duro 4 meses com cada um, o que provavelmente indica ausência da capacidade amar. Enfim.
Eu me mudei para Belo Horizonte há alguns meses, e só agora nas férias pude vir passar mais tempo em casa, e fazia tempo que não presenciava momentos como o que vou mencionar. 
Assim que cheguei a Uberaba, começou uma série de dias chuvosos pra caralho, e o telhado da nossa casa meio que deslizou um pouco pra direita [hehe] e algumas telhas precisavam ser reorganizadas. Dessa forma, meu pai, um respeitável e cheio de vontade de ajudar homem no ápice de seus 48 anos, decidiu pedir uma escada emprestada e dar uma olhada nesse telhado. Mamãe não achou uma boa ideia, porque o chão estava muito molhado, ele poderia escorregar, e avisou que não queria saber dele subindo naquela porcaria. E como casamento significa ouvir muito seletivamente o que o outro fala a fim de manter as coisas em paz, ele subiu mesmo assim.
Meus irmãos e eu nos agrupamos ao redor para segurar a escada, e para o caso de ele cair nós podermos... rir um pouco e chamar uma ambulância, sei lá. Quando ele já estava no último degrau, ouvimos Mamãe gritar lá de dentro, exasperada:
 - Luís! Você não está na escada, está?
Imediatamente ele passou para o telhado.
- Não, amor!

Bom, eu acho que todos nós aprendemos uma lição aqui.

2014...

Postado por MissHachi7 às 01:14 0 comentários


Pensemos num ano que foi ridículo.

Você vai me chamar de ingrata.
Vai me lembrar de que foi o ano em que descobri o que queria fazer da minha vida.
Que eu entrei em excelentes faculdades [sim, plural].
Que fiz alguns bons amigos.
Eu reconheço tudo isso.

Só que as coisas bizarras que aconteceram meio que solaparam a alegria extasiante que eu deveria sentir.
Não as superaram, não. Mas causaram um dano. Foda-se.

Estou muito feliz porque já começamos outro ciclo.
Tentemos fazer desta uma chance de sucesso.
Evitar repetir os erros que já cometemos, porque qual a graça?
COMETER NOVOS ERROS!
Só assim conheceremos novas conquistas.
Que 2015 seja de luz!
Melhor que 2014 já sabemos que será fácil...
 

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