quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Companheiros de Caminhada Palhaços

Postado por MissHachi7 às 02:41
Era uma noite infernal de terça-feira. Estava bem tarde e meus irmãos e eu estávamos caminhando para casa, voltando da academia. Sim, saímos de lá às dez da noite. Porque somos idiotas. Enfim, como eu ia dizendo... estávamos Álisson, Ananda e eu. Só essa introdução já deveria servir como aviso: rolou coisa bizarra. Porque se você me acha uma pessoa estranha, é só por ainda não ter me visto na companhia destes dois. Vamos lá.

Assim que saímos da academia, decidimos passar na casa da vovó, porque a fome era maior que a vontade de tomar banho [sim, somos mesmo], mas ao chegarmos lá, eles já estavam dormindo [claro, né, avós e dez da noite, francamente, Aline. Então rumamos para casa. Ao virarmos a primeira esquina, Álisson disse:
- Ananda, você está com calor?
E Ananda, inocente:
- Tô... - e ele jogou água na cara dela. E saiu correndo.



Quando ela finalmente parou de miar ["não acredito! meu cabelo! anem, Álisson! olha o que você fez!" - o que eu achei muito dramático, porque nesse calor, se alguém jogasse água em mim eu beijava], já estávamos chegando a uma rotatória. Álisson ligou o modo "irmão protetor".
- Prestem bem atenção. Se algum carro se aproximar de nós diminuindo a velocidade, saiam correndo. Nem olhem pra trás, nem verifiquem quem está lá dentro, ouviram? É tarde e ninguém conhecido vai aparecer agora, então...
- É, como se pessoas num carro não fossem nos alcançar - eu ironizei, porque aquele papo estava me dando medo. 
- Aline, eles teriam que dar ré ou descer do carro pra correr atrás de nós. Melhor correr sim! - ele argumentou.
- Mas eu não consigo correr! - lamentei, já olhando ao redor preocupada.
- Melhor ainda - atalhou Ananda. - Se eles correrem atrás de nós, derrubamos você, Aline, e quando eles se distraírem tentando levantar você pra te sequestrar, eu e o Álisson fugimos. Depois de te ouvirem reclamar por dois minutos eles vão se arrepender e vão querer nos pagar pra te aceitar de volta. - e saiu correndo.



Claro que esse tipo de zoeira é comum. Ainda mais comigo...

Então, daí a três passos, Ananda decidiu sair saltitando na nossa frente, balançando os braços em amplos movimentos circulares e girando o corpo ao mesmo tempo [era uma imagem e tanto], e gritou [sim, às dez e meia da fucking noite], rindo gostosamente:
- Aline, cê tem que fazer isso, é muito legal!
E Álisson disse, sério:
- É, Aline, vai lá, deixa que eu seguro sua garrafinha de água e sua dignidade pra você.


Amor define...

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